Friday, February 10, 2012

Mercado Quatro modelos brasileiros saem de fininho do mercado


Prisma 1.0, Corsa Sedan, F-250 e Pajero Sport
ainda figuram nas tabelas das montadoras, mas na prática sumiram das
lojas. Já a Parati ainda é produzida, mas difícil de se achar
















Lucia Camargo


Fabio Aro

Chevrolet Prisma 1.0 não estava bem de vendas e já foi "sacado" das lojas




A
saída definitiva de um carro do mercado dificilmente é anunciada. Em
geral, é feita de forma velada e não oficial pela montadora.
Recentemente, quatro modelos nacionais saíram sem aviso prévio pelas
portas dos fundos: os Chevrolet Corsa Sedan e Prisma 1.0, a Ford F-250 e o Mitsubishi Pajero Sport. Outro carro desaparecido das lojas é a VW Parati.



A
maioria desses modelos já não está mais disponível nos estoques de
grandes concessionárias da capital de São Paulo. Para o comprador
desavisado, a desvantagem de adquirir as últimas unidades em estoque de
um carro em fim de linha é perder a chance de barganhar um maior
desconto ou outros benefícios, como acessórios e abatimento de IPVA, por
exemplo, e de levar para casa um modelo defasado ou que parou de ser
feito porque tinha vendas inexpressivas.

Por ocasião do lançamento do Chevrolet Cobalt, em novembro passado, os executivos da GM afirmaram que deixariam o Corsa Sedan
no mercado por mais algum tempo para avaliar seu desempenho, mesmo
convivendo com o novo sedã. Além de não figurar mais na lista de modelos
disponíveis no site da marca, lojistas consultados pela reportagem
afirmaram que deixaram de receber o sedã do Corsa desde o final do ano passado. "Em novembro a fábrica nos enviou um comunicado avisando que o Corsa Sedan não seria mais produzido", informa um vendedor que disse ter sido pego de surpresa.


General Motors

Corsa Sedan perdeu espaço com a chegada do Cobalt


Com preços entre R$ 38 mil e R$ 43.200 o antigo sedã de motor 1.4 perderia naturalmente espaço diante do novo Cobalt, que custa de R$ 40 mil a R$ 47.383. O mesmo não ocorre com o Corsa Hatch e Agile, que têm preços mais distintos.

Também da Chevrolet, o Prisma 1.0
ainda pode ser encontrado em algumas concessionárias, mas deixou de ser
entregue faz alguns meses. De acordo com lojistas, a versão popular do
sedã do Celta “tinha pouca saída”. Com preços bem próximos, o varejo incentiva os interessados a optar pela versão 1.4.

Outro modelo já fora de linha é a F-250,
da Ford. Com baixas vendas (2.500 unidades em todo o ano de 2011,
segundo dados da Fenabrave), a picape grande sai de cena às vésperas da
chegada da nova Ranger, feita na Argentina e que deverá ter 18 diferentes versões. Um concessionário consultado disse que já não recebia a F-250
desde agosto do ano passado. Consultada, a Ford confirmou que deixou de
produzir a picape, na fábrica de São Bernardo do Campo, por razões de
mercado.


Divulgação

Mitsubishi Pajero Sport Flex foi substituída pela versão Dakar, cerca de R$ 30 mil mais cara


Com a chegada da versão Dakar para o Pajero feito em Catalão (Goiás), em 2011, a Mitsubishi parou de fabricar a opção Sport. “O Pajero Sport
deixou de ser produzido no início do ano passado. Pode ser que alguma
concessionária tenha em estoque um modelo zero quilômetro”, afirmou um
porta-voz da montadora, justificando a manutenção do modelo em sua
tabela de preços (como modelo 2010/2011). Em duas concessionárias de São
Paulo consultadas, os vendedores afirmaram não ter nenhum modelo em
estoque. Ambos sugeriram a versão Dakar, que é cerca de R$ 30 mil mais
cara que sua antecessora Sport.

Na falta da Parati...

A Parati, perua da antiga geração do Gol,
ainda está no site da Volkswagen e na sua lista de preços, apenas na
versão 1.6. Um porta-voz da montadora garantiu que o carro “continua em
produção normal”.

Na prática, a perua não tem sido vista pelo varejo paulista desde o final do ano passado.

Os registros da Fenabrave indicam que em 2011 a Volks emplacou
4.835 unidades da veterana (média de 400 unidades por mês).


Volkswagen

VW Parati era ofereceida também na versão aventureira Surf


Alguns
vendedores recomendaram à reportagem, que insistia pelo modelo, a
procurá-lo em lojas nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. Outro disse que
nos últimos meses a perua era pouco procurada porque tinha o seguro
muito caro. Em todos os casos, a sugestão dos lojistas foi a mesma e
pode servir de estratégia de vendas: levar em seu lugar a SpaceFox, sua substituta por natureza, mais moderna e como era de se esperar, mais cara.

Tanto
ganhou importância que a station wagon da Volks vem sendo produzida em
duas versões (básica e Trend) em São José dos Pinhais, Paraná, e vendida
no País complementada com a produção argentina.

As vendas de SpaceFox, aliás, crescem e junto com a versão aventureira SpaceCross, lançada no segundo semestre do ano passado, encostaram na líder Weekend/Adventure. Somando as duas peruas da linha Fox, foram emplacadas 22.148 unidades em 2011 versus 22.853 do modelo da Fiat.

Para
o especialista Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK Automotive, o
consumidor precisa estar atento aos modelos prestes a mudar e aos
veículos em fim de linha. Muitas vezes pode até valer a pena ficar com
um carro que sairá de produção, por uma questão de gosto ou necessidade
do consumidor. Mas em todos os casos, Garbossa lembra que já ao sair da
concessionária o veículo perde 15% de seu valor original. Se for um
carro prestes a mudar ou em suas últimas unidades pode-se barganhar mais
de 20% de desconto.

Volkswagen

Site da VW ainda oferece opção para montar a perua Parati, com preços a partir de R$ 42 mil



Fonte:revistaautoesporte


Disponível no(a):http://revistaautoesporte.globo.com/


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