Thursday, February 9, 2012

Coluna Especial -Perigo à frente! Por Fernando Calmon

Sensor de pressão pneus
Uma das causas insidiosas de acidentes é a perda de controle do carro
por mudança súbita de aderência do asfalto. Isso acontece em razão de
fatores da natureza como chuva, garoa, gelo ou neve. O fenômeno de aquaplaning  é um exemplo: o filme de água se forma entre a estrada e os pneus,
e estes não conseguem manter o atrito com o solo. Se atingir os quatro
pneus, o veículo se transforma num trenó sem controle. Com as chuvas de
verão, a atenção deve ser redobrada.



Nos
países com invernos rigorosos esse problema se superpõe a outro ainda
mais traiçoeiro. Uma fina camada de gelo, praticamente invisível, pode
se formar na estrada
em dias muito frios, mesmo sem presença de neve. Quando o automóvel
passa sobre essa superfície, até em velocidades baixas, não há mais o
que fazer, além de rezar.

A fim de enfrentar
essas armadilhas do tempo a alemã Continental e outros parceiros
europeus se uniram num programa de pesquisas avançada sobre atrito
pneus-solo. O objetivo é fornecer ao motorista um sistema confiável de
alerta prévio sobre as condições de baixa aderência. O segredo está na
fusão e processamento de informações de diferentes sensores de
comportamento dinâmico, tanto os novos como os já existentes nos carros modernos.

Um
destes novos sensores inteligentes está integrado aos pneus e mede a
deformação da banda de rodagem. Por meio dele é possível informar ao
gerenciamento eletrônico central o estágio inicial de aquaplaning.
Outro é o sensor ótico capaz de avaliar a quantidade de luz refletida
no pavimento, diferente em pista seca, úmida, molhada ou com camada de
gelo. O alcance se situa entre 0,4 m e 1,5 m à frente das rodas
dianteiras.
Sensores de atrito
Uma
câmara de polarização detecta as diferenças na vertical e na horizontal
causadas pelas condições da superfície de rodagem de 5 m a 20 m à
frente do veículo. Um escâner a laser, por sua vez, checa pingos de
chuva ou flocos de neve numa faixa de 50 m a 100 m adiante.

Mais
duas informações são obtidas por termômetros: temperatura do meio
ambiente e da superfície de rodagem. Os sensores do ABS (freios
antibloqueio) e ESC (controle de trajetória) também ajudam pela
sensibilidade de estimar diferença de atrito entre as rodas e a estrada.

Computando
todos esses dados, pode-se contrapor a leitura dos termômetros com as
indicações dos sensores ambientais. Em décimos de segundo o sistema vai
indicar que há uma ameaça potencial à perda de atrito dos pneus, dando
possibilidade de reação ao motorista, que deve aliviar o acelerador ou
frear em tempo de se safar de uma grave e repentina derrapagem.

Entrar
na zona de superfície escorregadia com velocidade menor também ajuda os
sistemas atuais de evitar ou mitigar colisões a atuar de forma mais
eficiente sob condições ambientais adversas.

O modo de informar
ao motorista sob esses riscos ainda está sendo estudado, mas é a parte
mais fácil das pesquisas. Hoje há vários tipos de indicadores visuais
disponíveis no quadro de instrumentos, além de alarmes acústicos, voz
sintetizada de advertência e até alertas vibratórios no volante ou no
banco. Projeção de ícones ou frases no para-brisa também é uma
tecnologia dominada e tem a vantagem de manter o motorista sem desviar
os olhos da estrada



Fonte: Fernando Calmon

Disponível no(a): Por email

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