Tuesday, February 7, 2012

F-1-Lotus critica FIA por banir sistema de controle de altura


Dispositivo ajudaria o carro a manter a distância em relação ao solo durante as freadas



Éric Boullier, chefe da Renault, com Romain Grosjean, em Jerez (Andrew Ferraro/LAT Photographic)






A Lotus manifestou desapontamento com a FIA, que baniu o
sistema de ajuste de altura do assoalho para a temporada 2012, mas não
acredita que a mudança afetará sua performance durante o campeonato.



A equipe de Enstone causou furor no início do ano ao apresentar um
sistema radical que ajudaria a manter a distância do assoalho com o solo
durante as freadas, fornecendo impulso aerodinâmico e estabilidade no
chassi.





Enquanto algumas equipes desenvolveram seus próprios sistemas, outras
classificaram o dispositivo como ilegal, e no fim, a FIA proibiu o
recurso, alegando que proporcionaria uma significativa vantagem
aerodinâmica.



O chefe da Lotus, Éric Boullier, se mostrou bastante insatisfeito com
a decisão da entidade, uma vez que a FIA havia permitido a criação do
sistema ainda no seu início, por volta de janeiro de 2010.



“Gastamos muito tempo e energia, assim como dinheiro, para montar um
grupo que trouxesse inovação e trabalho para o sistema. Leva tempo para
ajustar essa suspensão, e na verdade, nos tomou alguns anos”, respondeu
Boullier, quando perguntado sobre a reação da equipe contra o banimento.



“Não somos estúpidos, e a cada vez que introduzimos um processo,
vamos até a FIA e a FIA nos apoia. Então, começar a testar um
dispositivo e vê-lo banido sem nenhuma discussão é frustrante. Temos de
respeitar as regras, mas é frustrante”, acrescentou.



Para James Allison, diretor técnico da Lotus, o banimento do sistema
faz parte da vida normal na F1. Segundo o dirigente, cada equipe tenta
constantemente sair na frente na interpretação do regulamento para
encontrar uma vantagem.



“Em muitas e muitas vezes, fomos beneficiados com este tipo de
decisão, e em outras, não. Mas isso faz parte da F1, em que você sempre
tenta surgir com novas interpretações”, explicou Allison.



“Charlie [Whiting, diretor de provas da FIA] lhe dá uma opinião, mas
ele pode ouvir outros argumentos e se colocar do lado deles. É uma parte
genuína do esporte.”

Fonte: tazio

Disponível no(a): http://tazio.uol.com.br

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