Equipe não adotou solução pois carro já tinha altura frontal dentro das regras, diz diretor
A McLaren foi a única equipe a manter o padrão de 2011 no bico do MP4-27 (LAT Photographic)
A McLaren se mantém confiante no sucesso do MP4-27 e
insiste que não cometeu um erro no desenho do bico do carro que usará na
temporada 2012, mesmo com o fato de que todas as outras equipes optaram
por elaborar um "degrau" na parte dianteira de seus carros.
O conceito de um chassi mais baixo na parte frontal, que já estava em
uso pela equipe nas últimas temporadas, permitiu que não fosse preciso
recorrer à mesma solução adotada pelos demais projetistas, de acordo com
a cúpula da equipe.
No entanto, a situação de ser o único time a manter os padrões de
2011 geraram diversas dúvidas sobre as possibilidades de sucesso.
O diretor técnico Paddy Lowe tratou de desmentir os questionamentos,
declarando que a escuderia avaliou a alternativa e chegou à conclusão de
que manter o bico mais baixo e com uma linha contínua seria a melhor
opção.
"Criaram essa nova regra e, como em todos os anos, você tem que
revisitar esses itens. Nós fizemos isso, somamos as coisas novamente e
decidimos manter a mesma filosofia que tínhamos", justificou Lowe, em
entrevista exclusiva ao AUTOSPORT.
"Equipes diferentes sempre virão com diferentes respostas para as
equações, porque possuem diferentes prismas. Não há um caminho bom ou
ruim, portanto a regra não nos afetou", determinou.
De acordo com o diretor, os times que criaram a saliência na parte
dianteira foram forçadas a incluir o elemento, para poderem manter o
conceito de um chassi alto na parte dianteira, criado pela Red Bull a
partir de 2009 e copiado desde então. "Por ser o carro mais rápido, não é
surpresa que todos tenham migrado para essa direção, embora eu não ache
que tenha sido o melhor no ano passado", argumentou.
"Todos eles foram afetados pelo novo regulamento e tiveram que
introduzir esse degrau, para manter o compromisso com o conceito. Alguns
tiveram ideias interessantes para o degrau e estamos prestando atenção a
tudo isso", relatou.
"Para mim, não perderemos nada. Não foi algum elemento recém lançado
que não seguimos. Sabíamos desde sempre que poderíamos elevar o chassi
daquela forma, mas optamos por não fazê-lo. Não fizemos isso antes,
quando não havia nenhuma restrição, como há agora. Esta é a filosofia
que escolhemos", concluiu.
Fonte: tazio
Disponível no(a): http://tazio.uol.com.br/
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