Thursday, February 9, 2012

F-1-Raikkonen já assume a posição de líder da Lotus por Edd Straw


Kimi Raikkonen(Andrew Ferraro/LAT Photographic)






Kimi Raikkoen completou apenas 192 voltas em um F1 em seu
retorno com a Lotus, mas o chefe da equipe de Enstone, Eric Boullier,
aponta que o campeão mundial de 2007 já mostrou a que veio. Kimi é
rápido, já sabíamos isso, mas ele também provou que pode ser o líder que
todo time de F1 precisa.

Para a Lotus (ex-Renault), o retorno de Raikkonen acontece e um
momento oportuno.

Existiu um tempo em que eles tinham um homem de ferro
no cockpit com Robert Kubica, piloto que impôs a sua personalidade na
equipe e não deixava ninguém com dúvidas sobre o que ele queria... e
exigia. Ele não era exatamente uma pessoa fácil para se trabalhar, mas
ele era adorado pela equipe porque fazia o trabalho atrás do volante e
movia qualquer pedra do caminho na busca por resultados. Para um time
que sentiu a ausência deste tipo de liderança em 2011, a chegada de
Raikkonen foi bem-vinda.

Mas ao mesmo tempo que Raikkonen está assumindo o papel deixado por
Kubica, ele não é um substituto igual. A sua reputação o precede entre
aqueles que não tiveram a experiência de trabalhar com ele, mas o que
ele tem feito até agora, - dois dias de testes em Jerez, dois no mês
passado com um carro de 2010 em Valência, e duas aparições na fábrica –
renderam várias fãs a ele.

Existirão testes mais duros pela frente neste casamento, que ainda
está na lua de mel, mas, até agora, é o caso de “até agora está tudo
bem” para Raikkonen e a Lotus.

“Depois de algumas frustrações em 2011 e a perda de um modelo que
construímos em Kubica, a chegada de Kimi tem sido o segredo da
galvanização da equipe. Está sendo um grande impulso”, explica Boullier.


“Todo piloto é diferente e tem a sua própria característica. Kimi
está trazendo um tipo diferente de liderança da que Robert tinha.
Primeiro, ele tem a sua marca. Ele foi campeão mundial, mas é muito
claro e consistente sobre o que quer, ele se impôs como o líder da
equipe. As pessoas querem trabalhar com ele e ajudá-lo.”

“Você conquista o respeito e a credibilidade das pessoas da equipe se
você vai bem na pista. Se você mostra uma clara indicação do que quer,
isso vale a pena para os dois lados.”

Quando a Lotus assinou com Raikkonen, inevitavelmente, os
funcionários ficaram sabendo. E ele é um cara que tem tanto uma
reputação boa – de muita velocidade, currículo maravilhoso e status de
superestrela – e ruim, com acusações de falta de comprometimento, dois
anos afastado da F1 e rumores de que ele não tem mais paixão pela F1.

Quando você tem uma organização como um time de F1, os pilotos são um
ponto primordial. Para aqueles que se acabam no trabalho 24 horas por
dia para deixar o carro um pouco mais rápido, a última coisa que você
precisa para a moral é a falta de comprometimento. Mas aqueles que
procuram algo de negativo em Raikkonen, ainda estão esperando. Até
agora, um sentimento positivo tomou conta de Enstone.

“Com certeza é a sensação”, afirma Boullier sobre o efeito de
galvanização de Raikkonen. “Você pode sentir isso quando ele está
andando na fábrica. Mesmo antes do anúncio, as pessoas na equipe me
paravam e perguntavam sobre Kimi. A sua reputação o precede na fábrica.”

“Quando ele os encontrou na festa de natal, ele foi amigável o
bastante para ficar um tempo com as pessoas. Sabendo que temos este
cara, um campeão mundial, é um grande impulso e motivação para a equipe.
Você pode ver isso na maneira como as pessoas reagem.”

“Poucas pessoas na equipe conheciam Kimi, mas depois da primeira vez
que ele pilotou o carro, eles começaram a entender como ele trabalhava. O
carisma do cara é forte. Ele é um corredor, ele ama competição, ama a
F1 e correr. O motivo dele ter voltado é que ele sentiu falta desta
competição.”

“Você poderia sentir que ele é um cara que sabe o que quer desde o
começo. Então, era uma questão de se ele iria mostrar na pista. E ele
está. As pessoas em Enstone são de corrida e eles podem ver em Raikkonen
o mesmo.”

A chave para este sucesso inicial de Raikkonen na Lotus é o fato de
ele ter sido rápido logo que saiu do box. Enquanto a tabela de tempos
não vale muito neste estágio dos testes, o que chamou a atenção no
primeiro dia nos teste em Jerez da forma como o finlandês mostrava o
desejo de colocar o carro na pista e começar a entender o que ele podia
fazer.

Claramente, ele está sendo obrigado a se adaptar ao carro muito
rápido, apesar de não existir nada no programa concebido para lidar com o
fato de que, de toda a sua nobre história, ele foi um piloto de rali de
sucesso moderado nos últimos dois anos. É óbvio que ele estaria
enferrujado, mas Boullier está confiante de que Raikkonen já está
bastante adiantado neste caminho de voltar ao seu melhor.

“Para ser honesto, não temos nenhuma estratégia especial de testes
para ele”, afirma Boullier. “O fato é que no domingo, demos algumas
voltas para um dia de filmagens promocionais e então tivemos sorte de
que o nosso carro era confiável e pôde completar várias voltas no
primeiro dia de teste e este é o motivo de ele ter sido rápido logo de
cara na terça-feira. Mas não existe um programa especial exceto de
termos que dar a ele alguma quilometragem o mais cedo possível.”

“A questão de estar enferrujado está terminada. Kimi está aqui. Ele
pode precisar de algum tempo durante as primeiras corridas para
recuperar completamente a velocidade com um final de semana completo,
mas, em termos de ritmo, ele está se adaptando ao carro, ele já fazendo
isso.”

“Sabemos que nenhuma pessoa do esporte que parou de treinar por algum
tempo irá tomar um tempo para voltar ao seu auge. No caso de Kimi,
talvez ele possa fazer isso ainda mais rápido, mas ele já nos convenceu
completamente com a sua velocidade e a forma como se adaptou ao carro.”

“Você não pode tirar conclusões dos tempos de volta sobre o ritmo do
carro. Mas quando você coloca o carro na pista e ele está equilibrado e
mostra que você pode trabalhar com ele, isso prova que a base é boa.
Como vamos desenvolver a partir daqui, é uma história diferente.”

Existe muito em jogo para a Lotus, que vê este ano como crucial para a
sua ambição de voltar a ter o status de equipe de ponta. A maneira como
a combinação Raikkonen/Lotus irá atuar nesta temporada será importante
para se saber se o time poderá alcançar o seu objetivo declarado de ser
uma equipe de ponta em 2014.

Para conseguir isso, a Lotus precisa alcançar a Red Bull, McLaren e a
Ferrari, três times que, hoje, são claramente maiores. Mas sucesso gera
sucesso e os resultados na pista são o que a equipe precisa para
relizar as suas ambições de se tornar uma desafiante ao título
novamente.

“Não somos iguais [à McLaren, Red Bull e Ferrari]”, admite Boullier
“Ainda não temos os recursos destas equipes maiores. Mas isso é o que
queremos nos tornar. Queremos ser uma equipe de ponta a partir de 2013
ou 2014. Temos agora dois bons pilotos [o campeão da GP2 Romain Grosjean
estará no outro carro], o potencial para trazer mais patrocinadores e
no futuro precisaremos construir mais recursos.”

“Nós contratamos pessoas nos últimos meses. Isso toma tempo e não
podemos fazer tudo de uma vez. Vamos dar um passo de cada vez e queremos
nos estabelecer como uma equipe de ponta.”

Então, está com você, Kimi. Não existe dúvida de que a Lotus assumiu
um risco de assinar com ele. Seria ridículo sugerir que não existe o
elemento do risco em trazer um piloto que está longe há dois anos. Mas
dadas as alternativas, foi um risco justificado, que, até agora, está
indo bem.

Raikkonen terá muitos testes pela frente, mas, por enquanto, ele tem
dado à Lotus exatamente o que ela espera de um piloto que com 18
vitórias um título mundial.

“Da minha experiência pessoal, você pode sentir isso quando o piloto
tem a qualidade e esse é o caso com Kimi”, diz Boullier. “Se ele tem o
carro, com certeza ele pode fazer o trabalho. Ele é um campeão mundial e
você pode ver isso logo de cara.”

Fonte: blog/do-autosport-com

Disponível no(a):http://tazio.uol.com.br/blog/do-autosport-com

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