A quebra de contrato por parte da Hyundai prevê indenização para o grupo brasileiro
por Túlio Moreira
Com as obras de construção da fábrica de Piracicaba, no interior de São
Paulo, em estágio avançado, a formação de seu quadro de executivos e a
contratação dos primeiros fornecedores, a Hyundai está cada vez mais
dona de seu próprio negócio no Brasil. De acordo com o jornal Brasil
Econômico, a marca coreana precisará arcar com uma indenização de R$ 16
bilhões caso queira se separar formalmente do Grupo Caoa, representante
oficial da montadora no país.
De acordo com a publicação, o valor para o cancelamento do contrato
entre Hyundai e Caoa, em vigência desde 1999, é calculado como duas
vezes o faturamento da marca coreana no Brasil em 2011. Como a coreana
emplacou 114.861 automóveis e comerciais leves no mercado nacional no
ano passado, o faturamento teria alcançado cerca de R$ 8 bilhões –
considerando o valor médio de R$ 70 mil por unidade –, resultando no
montante de R$ 16 bilhões para a indenização.
A Caoa, no entanto, já afirmou em nota que o contrato com a Hyundai se
estenderá pelos próximos 20 anos. Segundo a apuração do jornal Brasil
Econômico, a estratégia do grupo capitaneado pelo empresário Carlos
Alberto de Oliveira Andrade é angariar a maior quantidade possível de
pontos de venda da Hyundai, o que significaria, na prática, que boa
parte das operações da marca coreana no Brasil continuaria sob
influência da empresa brasileira. Atualmente, a Caoa tem 91 das 201
concessionárias da Hyundai – 42 delas adquiridas no ano passado e uma no
início deste ano.
Por enquanto, a posição da Hyundai é de cautela. A marca coreana afirmou
que as duas empresas trabalham em regime de gestão compartilhada e que,
até o momento, não há alterações previstas no contrato vigente entre as
partes. A Caoa tem uma fábrica em Anápolis (GO) ativa desde março de
2007, onde produz o utilitário Tucson e os caminhões leves HR e HD (foto
acima). À época, a unidade goiana foi construída com investimentos de
R$ 300 milhões. De acordo com a Caoa, todo o capital aplicado foi
nacional.
Fonte:motordream
Disponível no(a): http://motordream.uol.com.br/
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