Seus olhos dizem que o carro aí em cima é um Mini Cooper modificado
para pistas, mas na verdade trata-se de uma réplica carioca chamada Sgt.
Pepper. Ele tem chassi tubular, carroceria de fibra de vidro e é
impulsionado por um pequeno motor Fiat instalado na porção
central-traseira do carro. O foguetinho foi construído por Alfredo
Soares Veiga, que nos contou como foi o processo de desenvolvimento e
construção do carro.
Apesar de ser dentista, Alfredo já idealizou e construiu vários
carros, entre eles o (Emis) Art e uma réplica do Mini Moke baseado na
mecânica do Fiat 147 chamada Iguana. Essa experiência com o Iguana deu
início à história do Sgt. Pepper há quase 10 anos, quando ele comprou um
Mini original com a mecânica em péssimo estado.
Inspirado pelas adaptações do motor VTec feitas nos EUA e na Europa,
Alfredo decidiu instalar no carro o motor do Fiat Uno 1.6R e o eixo
traseiro do Fiat 147. O resultado foi bombástico, já que a potência do
motor Fiat atinge números nunca vistos pelo carrinho em seus motores
originais, mas a adaptação exigiu um alongamento de 15 cm na dianteira,
algo que não o agradava esteticamente, e por isso acabou vendendo o
carro.
Dois anos mais tarde, ainda com o Mini na imaginação, Alfredo começou
a trabalhar no projeto que batizou de Sgt. Pepper. Decidiu que o motor
seria instalado entre os eixos, em posição central-traseira – outra
modificação bastante comum na Inglaterra. Ao contrário dos ingleses, ele
usaria uma carroceria em fibra de vidro e chassi tubular.
Para fazer a carroceria, Alfredo teve uma pequena ajuda de um amigo
que cedeu seu Mini para fazer a moldagem dos paineis em fibra de vidro.
Isso garantiu ao Sgt. Pepper o visual precisamente fiel, característica
que mais impressiona no projeto. As peças de acabamento como dobradiças
de porta e tampa traseira, maçanetas, trincos, lanternas e grade
dianteira são originais e mantêm a fidelidade da carroceria.
O chassi tubular com gaiola integrada teve a carroceria fixada em
vários pontos de colagem, o que transformou o conjunto em um monobloco,
como no modelo original. Na dianteira, no lugar do motor estão o
radiador e o tanque de combustível. A suspensão e cubo de rodas vieram
do Palio Fire, e tiveram apenas amortecedores e molas substituídos por
um conjunto de coilovers ajustáveis. As rodas de 14 polegadas usam pneus
185/60 e abrigam discos de freio ventilados na dianteira e sólidos na
traseira.
Do Palio Fire também veio o motor de um litro, cilindrada fiel ao
projeto de sir Alec Issigonis. Alfredo conta que sempre gostou dos
motores de Betim por serem leves, práticos e compactos, e também pelo
bom desempenho em veículos pequenos. No Sgt. Pepper o motor nem precisou
de preparação: com 75 cv empurrando 741,5 kg, a relação peso/potência
de 9,88 kg/cv prova que diversão ao volante não se mede com centímetros
cúbicos
A pequena criação foi um dos Pace Car do último Oktane TrackDay,
realizado em janeiro em Jacarepaguá. Quem já andou afirma que o bichinho
é gostoso e rápido, com a dinâmica estimulante típica dos carros de
tração traseira, tudo o que gostaríamos de ter na garagem para os fins
de semana.
Por isso perguntei a Alfredo se seria possível comprar um Sgt.
Pepper. Felizmente ele pretende construí-lo em uma pequena série. Embora
ainda não tenha ideia de custos e tamanho da produção, espera-se que o
carro tenha uma vida mais longa que seu jipe Iguana, do qual foram
produzidas apenas 20 unidades.
Fonte:jalopnik.
Disponível no(a):http://www.jalopnik.com.br
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