Inglês teve seus dedos decepados em uma confusão perto da capital Manama
Circuito Internacional do Bahrein (Andrew Ferrari/LAT)
A FIA recebeu um pedido de um grupo de políticos
britânicos para reconsiderar a sua decisão de manter o GP do Bahrein,
apesar dos últimos problemas no reino do Golfo Pérsico.
Enquanto os chefes da F1 continuam indiferentes sobre a situação no
Bahrein, o assunto voltou à agenda nesta quinta-feira quando surgiram
informações de que um homem inglês teve seus dedos decepados depois de
um ataque em Karranah, perto de Manama.
Com a situação no Bahrein longe de estar calma, membros da Câmara dos
Lordes escreveram uma carta aberta no jornal “The Times” para deixar
clara a sua opinião sobre a questão.
O Lorde Ahmad de Wimbledon, Lorde Ahmed de Rotherham, Lorde Alton,
Lorde Avebury, Baronesa Falkner de Margravine, Lorde Hylton, Caroline
Lucas e Lorde Boswell apoiaram o pedido para que a FIA pense novamente
sobre deixar que o GP do Bahrein continue no calendário.
“Senhor, nós notamos com preocupação a decisão da F1 manter a corrida
do Bahrein programada para abril”, escreveram no “The Times”.
“A contínua crise política no Bahrein é uma fonte de instabilidade na
região do Golfo, e a falta de qualquer movimento rumo à reconciliação
política preocupa aqueles que desejam ver o Bahrein caminhando para a
direção de uma maior responsabilidade democrática.”
Depois eles explicaram que esperam que o resultado do Inquérito da
Comissão Independente do Bahrein (BICI) acalmaria a situação, mas o fato
é que aconteceu o contrário.
“Faz dois meses que observamos um embate de posições dos dois lados, o
que pode levar a mais vozes extremas a motivar a continuidade do
conflito. Dada a atual situação calamitosa, com protestos diários nas
ruas e mortes de mais civis, não acreditamos que seja o momento certo
para a F1 voltar ao Bahrein.”
“O Bahrein é um centro comercial e financeiro importante no Oriente
Médio, mas isso traz mas responsabilidades. Direitos humanos e
estabilidade econômica andam de mãos dadas e o governo do Bahrein
precisa fazer mais para convencer eventos internacionais e corporações
que o Bahrein é um lugar estável para se fazer negócios.”
“Até que se tome medidas para a reforma eleitoral, penal e judicial,
observadores internacionais, assim como barenitas, podem ter pouca
confiança de que o Bahrein esteja no caminho de uma reforma e
estabilidade política. Nós pedimos que a FIA reconsidere a sua decisão
de manter a corrida.”
A FIA e o detentor dos direitos comerciais da F1, Bernie Ecclestone,
parecem estar indiferentes até o momento sobre a decisão no Bahrein.
No mês passado, Ecclestone afirmou que os problemas no Bahrein não
preocupavam. “Todo mundo fala muito sobre esta parte do mundo, mas o
Bahrein é o país desta região que tem menos problemas”, afirmou o inglês
em uma entrevista ao jornal austríaco “Salzburger Nachrichten”.
Fonte: tazio
Disponível no(a): http://tazio.uol.com.br
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