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Wednesday, November 9, 2011

Demanda de blindagem de veículos importados cresce com aproximação do aumento de IPI


A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em suspender até o dia 15 de dezembro o aumento de 30% na alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos importados tem agitado os pátios das blindadoras automotivas nas últimas semanas. Proprietários que correram para garantir preços menores na compra de um importado agora estacionam seus veículos para receber a proteção balística.Na empresa paulista Concept Blindagens, por exemplo, a demanda na primeira quinzena de outubro cresceu 19% em comparação ao mesmo período do mês anterior. “Os carros importados sempre representaram a maior parte do total de veículos recebido por nós, mas, nessas últimas semanas, eles vieram em maior quantidade, constatando que realmente houve essa antecipação tanto da aquisição quanto do investimento na proteção balística”, destaca Fábio Rovedo de Mello, executivo da empresa. Dos importados que chegaram na empresa, os modelos de marca premium como Audi, Mercedes Benz, BMW, Volvo e Range Rover foram os que estacionaram em maior quantidade em busca da blindagem.


De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), a venda de carros importados cresceu 10,5% em setembro, na comparação com o mês anterior – de 20.420 unidades emplacadas em agosto para 22.569, no mês seguinte. O aumento de 30% na alíquota do IPI vale para todos os carros importados, com exceção dos países do Mercosul e do México, com quem o país tem acordo comercial. Para as fabricantes instaladas no Brasil, o aumento não será aplicado desde que haja no mínimo 65% de nacionalização do veículo.

Blindagem em alta no país
De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 3.720 veículos foram blindados no país no primeiro semestre de 2011, um aumento de 8,39% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os carros mais blindados no semestre, de acordo com a entidade, os importados apareceram com força. O Tiguan, da Volkswagen, foi o campeão, desbancando o Corolla da Toyota, que figurava em primeiro no ranking dos blindados desde 2004, seguido pelo XC-60 da Volvo. O Santa Fé, da Hyundai, o Discovery, da Landrover, e o Azera, modelo também da Hyundai completam o rol dos veículos mais blindados durante os seis primeiros meses de 2011.

Thursday, October 6, 2011

Conheça como é feita a blindagem automotiva


A blindagem automotiva tem se tornado alternativa de proteção para cada vez mais brasileiros. A proteção está sendo procurada não somente por cidadãos com medo da crescente violência urbana, mas também por membros do Poder Judiciário temerosos de atentados como o sofrido pela juíza Patrícia Acioli em agosto desse ano. A preocupação é real, tanto que o Supremo Tribunal Federal (STF) está contratando empresa de aluguel de veículos blindados para que seus ministros possam rodar com mais essa ferramenta de segurança. A blindagem utilizada é a de nível III-A, que suporta disparos de armamentos como os modelos 9mm, de uso exclusivo das Forças Armadas, sem que a dinâmica e a performance do veículo seja prejudicada pelo peso acrescido pela proteção.

Mas, do que é produzida e como é realizada a proteção blindada em automóveis? O primeiro passo no procedimento de blindagem é a escolha do nível de proteção. Ela determina as características dos vidros, painéis balísticos e chapas de aço que serão utilizados. Esses materiais são preparados e moldados de acordo com cada tipo de veículo. A mais praticada no país é, justamente, a de nível III-A, que é o mais alto grau de proteção para utilização civil sem a necessidade de permissão especial do Exército Brasileiro, órgão que regulamenta o setor.Para a instalação dos materiais balísticos, algumas partes do carro são desmontadas, principalmente no habitáculo. Todas as áreas internas, como colunas, maçanetas, laterais, inclusive teto, devem receber a proteção. Empresas que executam o serviço em algumas partes do carro ou somente nos vidros estão agindo de forma irregular, já que a blindagem parcial é proibida pelo Exército Brasileiro..

Os vidros originais são substituídos por vidros especiais.  Os sistemas de acionamento dos vidros elétricos são redimensionados de acordo com cada modelo. Depois de instalado os materiais de proteção, todas as conexões de módulos e eletrônica embarcadas são novamente instaladas. O revestimento interior do veículo é recolocado de modo que o acabamento mantenha a aparência original. O processo completo é realizado, em média, em 30 dias. Antes de ser entregue o veículo blindado ainda passa por testes de detecção de barulho, infiltração, rodagem, dinâmica, eletrônica e suspensão, complementando o processo de blindagem. 

De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 3.720 veículos foram blindados no país no primeiro semestre de 2011, um aumento de 8,39% na comparação com o mesmo período do ano passado. Do universo total de usuários, 85% são executivos/empresários; 3%, artistas/cantores; 3%, juízes; 2%, políticos; outras ocupações (7%) completam o perfil.

Para o presidente da entidade, Christian Conde, “o acompanhamento de perto de todo o processo por parte do proprietário do veículo a ser blindado garante ainda mais tranquilidade. Mas, o mais importante, acima de tudo, é a escolha da empresa que fará o serviço. Não se deve definir a blindadora pelo preço da blindagem, mas por outros fatores. Capacidade e equipe técnica para executar o serviço, certificações e regulamentação junto aos órgãos fiscalizadores do segmento e histórico da empresa no mercado são itens que precisam ser analisados e pesados para a escolha da blindadora que cuidará de seu veículo”, conclui Conde.