Showing posts with label IPI. Show all posts
Showing posts with label IPI. Show all posts

Tuesday, February 14, 2012

Fabricantes-Kia estuda usar a fábrica da Hyundai em Piracicaba



Unidade seria solução para alta no imposto dos modelos importados



Por Bruno Roberti



Por conta da alta na alíquota do IPI para carros importados, a Kia
estuda uma opção viável para não perder mercado para os modelos
nacionais. A marca sul-coreana cogita produzir alguns modelos na fábrica
da Hyundai em Piracicaba, já que as duas montadoras fazem parte de um mesmo grupo.

De
acordo com reportagem da Folha de São Paulo, Ary Jorge Ribeiro,
executivo da Kia no Brasil, afirmou que, apesar de não ter nenhuma linha
de montagem Hyundai-Kia no mundo, a solução seria viável por conta das
medidas protecionistas.

Em 2013, a Hyundai vai iniciar a produção
de um compacto popular na planta do interior de São Paulo, que, por
enquanto, se chama HB. O modelo será baseado no Kia Picanto.












Fonte: quatrorodas

 Disponível no(a): http://quatrorodas.abril.com.br

Comente está postagem.

Monday, February 13, 2012

México: resultado de acordo deve desagradar Brasil

Agência Brasil

O clima sobre a renegociação do acordo bilateral de importação de automóveis com o México parece longe de um fim favorável ao Brasil. Nesta quinta-feira, 9, representantes dos governos brasileiro e mexicano continuaram reunidos para uma nova rodada de discussões visando alterações nas condições atuais da parceria.

Segundo o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, a conversa da quinta-feira seria apenas o estágio inicial para uma renegociação e nenhuma proposta foi definida até o momento. “Os encontros estão ocorrendo em nível técnico. Por enquanto ainda estamos examinando essa questão. Ainda não há um resultado e nem é esse o objetivo desse exercício no estágio em que se encontra agora”, disse Patriota aos jornalistas.

O tom da conversa tem sido contrário às exigências do governo brasileiro. Segundo um técnico do governo federal, o encontro de ontem, 8 de fevereiro, entre representantes dos ministérios das Relações Exteriores e de Comércio Exterior, “não teve avanço”.

Em comunicado oficial publicado no site da Secretaria de Economia do México, o governo mexicano afirma que não pretende rever o acordo automotivo com o Mercosul.

Friday, December 16, 2011




A Stuttgart Sportcar, importadora oficial da Porsche no Brasil, passa a aplicar a partir de 16 de dezembro uma nova tabela de preços. A mudança acompanha a entrada em vigor, agora em caráter definitivo, do aumento de 30 pontos percentuais do IPI para veículos importados. A tabela não tem alterações em relação à que foi divulgada em 4 de outubro, antes de o Supremo Tribunal Federal definir que o aumento do imposto só poderia valer depois do prazo legal de 90 dias. 

O aumento médio da linha Porsche foi de exatos 19%. Se fosse repassado integralmente, o novo IPI encareceria os preços em 28,8%. Entre a decretação do aumento do imposto pelo governo e a decisão do STF, foram vendidos cerca de 20 Porsches com preços majorados. Todos os proprietários desses carros já foram ressarcidos. Entre o final de outubro e o dia 15 de dezembro, último dia com o IPI antigo, a Stuttgart Sportcar voltou a trabalhar com a tabela anterior ao anúncio do aumento do imposto.

Os modelos Boxster e Cayenne V6, os mais acessíveis da linha Porsche, passam a custar R$ 319.000,00. Outra alteração importante é que, provisoriamente, a linha 911 passa a contar apenas com as versões Turbo e Turbo Cabriolet. Os modelos da nova linha 911 Carrera terão seus preços definidos por ocasião de sua chegada ao Brasil, no primeiro trimestre de 2012. 

Os preços válidos para dezembro são os seguintes:

Boxster - R$ 319.000,00
Boxster S - R$ 379.000,00
Cayman - R$ 329.000,00
Cayman S - R$ 399.000,00
911 Turbo - R$ 889.000,00
911 Turbo Cabriolet - R$ 949.000,00
Cayenne V6 - R$ 319.000,00
Cayenne S - R$ 449.000,00
Cayenne Turbo - R$ 679.000,00
Panamera V6 - R$ 469.000,00
Panamera S - R$ 659.000,00
Panamera 4S - R$ 719.000,00
Panamera Turbo - R$ 899.000,00
Panamera Turbo S - R$ 1.115.000,00
- Os valores acima são válidos para o "Pacote Brasil". Opcionais adicionados terão acréscimo dos respectivos valores.
- Todos os modelos com preços vigentes para ano-modelo 2012.

Arrecadação de IPI de veículos cai 26,74% em novembro



O governo registrou uma redução de receita do IPI dos automóveis em novembro. A queda foi de 26,74% em relação a igual período de 2010. O resultado é fruto de dois fatores, segundo a Receita Federal: o decréscimo no volume de venda de veículos de outubro, em relação ao mesmo mês de 2010 e o aumento do número de veículos faturados previamente pelas concessionárias em setembro, levando a uma redução no mês seguinte.

Houve queda, também, na arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), que incide sobre combustíveis, de 11,90% em novembro, na comparação com idêntico período do ano passado. "O resultado reflete as diminuições da alíquota ocorridas em setembro e novembro", explicou a Receita Federal, por meio de nota distribuída há pouco.

Houve ainda uma diminuição de arrecadação de 15,35%, no período, referente ao Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). A Receita explicou que o decréscimo ocorreu nas rubricas de lucro obtido na alienação de bens e direito e nas tributações dos ganhos líquidos em bolsas.

A Receita identificou também uma redução de 7,30%, proveniente de IPI incidente em outros setores, com destaque para o segmento de metalurgia, responsável por uma queda de 20,75%, em outubro.

Os demais tributos levaram a um aumento da arrecadação em novembro. No caso do Imposto de Importação houve um acréscimo de 23,79%, em função, entre outros fatores, do aumento do valor em dólar dos produtos comprados do exterior. No caso do IPI bebidas, o incremento foi de 28,07%, fruto de alteração de alíquotas aplicadas sobre o setor.

No Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, o aumento de arrecadação foi de 15,16% em novembro, e o da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 12,36%.

A alteração das alíquotas do IOF referentes às operações de crédito de pessoa física e nas alíquotas das operações de câmbio contribuíram para um aumento da arrecadação em 4,79% em relação a novembro de 2010.

Já os rendimentos de capital levaram a Receita a arrecadar 31,67% a mais no período. Em relação a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o aumento foi de apenas 0,32% e do PIS-PASEP, de 1,17%. A Receita Previdenciária arrecadou 6,71% a mais em novembro, na comparação com novembro de 2010.

Fonte: Agencia Estado

Thursday, December 15, 2011

MDIC divulga nota sobre regime automotivo


Redação AB
www.automotivebusiness.com.br 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou nota nesta quarta-feira, 14, informando que “o governo estuda o estabelecimento de novas regras para gerir o regime automotivo, para o período entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de julho de 2016”, sem detalhar quando essas medidas seriam divulgadas. O mercado esperava essa divulgação para esta quinta-feira, 15, mas ao que parece o MDIC decidiu adiar o anúncio para dar mais tempo de estudo ao seu corpo técnico que trabalha nas propostas de incentivo ao setor automotivo nacional. 

A nota do Ministério afirma também que o Decreto 7.567, publicado no dia 16 de setembro, estabelece as regras para o setor automotivo que irão vigorar a partir da sexta-feira, 16, e que valem para o ano de 2012. Segundo o decreto, haverá aumento de 30 pontos porcentuais nas alíquotas de IPI para carros que não utilizam 65% de conteúdo local e não cumprirem seis de 11 etapas de produção no Brasil. 

A divulgação da nota foi motivada pelas notícias publicadas por diversos jornais de que o governo reduziria IPI para carros nacionais. Esta medida está em estudo, segundo o governo, mas só valeria para a política a ser implementada a partir de 2013, que condicionará o benefício a contrapartidas de investimento em tecnologia e inovação. 

Wednesday, December 14, 2011

Ministro da Fazenda descarta redução de IPI para veículos nacionais


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que o governo irá reduzir agora a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos nacionais. Segundo ele, futuramente e mediante programa de investimento e tecnologia, será constituído sistema automotivo, visando aumento de competitividade para o setor. Isso, de acordo com o ministro, deverá ocorrer somente a partir de 2013.Alguns veículos de imprensa publicaram, nesta quarta-feira (14), notícias sobre a adoção imediata de uma suposta política de redução do IPI de carros fabricados no Brasil para aumentar o índice de nacionalização dos veículos e reaquecer as vendas no mercado.
Fonte: Assessoria de Comunicação Social – Gabinete do Ministério da Fazenda




O governo federal cogita adotar para o setor automobilístico medida semelhante à que vigora para os produtos da linha branca, como geladeiras e fogões. A redução de IPI para veículos nacionais visa aquecer as vendas do setor e também pretende estimular o aumento de componentes e autopeças produzidos no país. A medida já está sendo estudada pelos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e apenas fabricantes que cumprirem uma série de requisitos e etapas na produção local de seus modelos serão beneficiadas.

Para receberem o estímulo, as fabricantes precisarão realizar etapas como pintura, soldagem e estamparia no Brasil, além de priorizarem a utilização de peças e componentes fabricados localmente. Também em contrapartida à redução do imposto, as montadoras deverão elevar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos. Assim como na crise de 2008, quando o governo do ex-presidente Lula adotou medida semelhante, o projeto que tramita nos ministérios da presidente Dilma quer evitar reflexos negativos da crise europeia na economia brasileira.

Atualmente, a carga tributária para os veículos produzidos no Brasil representa 41,12% do preço final do carro. A nova alíquota ainda não foi determinada pela equipe técnica do governo. Depois de finalizado, o projeto ainda precisa passar pelo aval da presidente Dilma. Portanto, a redução do IPI para os veículos nacionais ainda não tem data prevista para vigorar. Já o aumento dos impostos para importados passa a valer na próxima sexta-feira (16) e elevará a carga tributária dos veículos oriundos de outros países em até 30 pontos percentuais. Com isso, os impostos passam a representar 56,12% do preço do veículo, ante 48,72% antes da medida.

Tuesday, December 13, 2011

Novo IPI para carros chega sem compensações



A partir de sexta-feira, entra em vigor o decreto que eleva em 30 pontos percentuais o IPI dos veículos produzidos no Brasil que não atingirem conteúdo nacional mínimo de 65%. O governo não conseguiu, no entanto, concluir negociações com a indústria para ajustar a tempo questões importantes atreladas a essa medida.
Entre as pendências, falta escolher o mecanismo de transição para os novos investidores, que planejam começar a produzir, mas ainda não alcançaram o conteúdo nacional exigido. Os dois ministérios envolvidos - Fazenda e Desenvolvimento - tentam fechar as brechas para que as empresas com planos de investimento no Brasil cumpram as promessas de aumento de conteúdo local e não sejam obrigadas a pagar o IPI com alta de 30 pontos percentuais.
O governo teme a repetição de casos como o da extinta Asia Motors, a montadora coreana que aproveitou o regime automotivo no governo de Fernando Henrique Cardoso para importar com benefícios fiscais em troca da promessa, não cumprida, de erguer uma fábrica na Bahia.
Nos últimos dias, o ministro Fernando Pimentel, do Desenvolvimento, teve encontros com todas as empresas que querem construir no país. Os representantes das chinesas Chery e Jac Motors, da japonesa Suzuki e da alemã BMW estiveram, separadamente, em seu gabinete com propostas que não receberam resposta.
Segundo fontes do setor privado, as equipes da Fazenda e do Desenvolvimento não conseguiram entrar em acordo. A Fazenda estaria menos disposta à flexibilidade, segundo fontes das montadoras. Um integrante da equipe do governo diz, porém, que os dois ministros concordaram em deixar para o Desenvolvimento a formatação das novas regras.
"Tínhamos visões diferentes; não temos mais", destaca a secretária de Desenvolvimento da Produção, do Ministério do Desenvolvimento, Heloísa Menezes. Uma reunião prevista para quarta-feira, com empresários do setor, deve ser cancelada para permitir aos técnicos dos dois ministérios avançar no trabalho. "Estamos discutindo alternativas que compatibilizem esse interesse em produzir no Brasil com o prazo necessário para isso", diz a secretária. "Projetos assim não se viabilizam em seis meses."
As montadoras já instaladas no país aplaudem as medidas protecionistas e, se no passado a redução de impostos era reivindicação constante, hoje o setor se contenta em ver o governo elevar a tributação dos concorrentes importados. "Não há negociação [para reduzir impostos] porque não vemos necessidade disso. O governo precisa de caixa e não vai abrir a mão da possibilidade de obter equilíbrio fiscal", disse recentemente o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini.
O governo também terá que lidar, ainda, com a mobilização das empresas que importam automóveis e não têm planos de produzir no país. A associação que representa esse grupo, a Abeiva, foi buscar a ajuda da Barral M Jorge Consultores Associados, uma consultoria especializada em relações governamentais que pertence ao ex-ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, e o ex-secretário de Comércio exterior, Welber Barral.
A associação não obteve, no entanto, progresso nas propostas de flexibilização do aumento de IPI por meio de importações autorizadas. O grupo se muniu de dados que mostram o aumento das importações das montadoras ligadas à Anfavea de veículos do México e Argentina, isentos do aumento do IPI em razão dos acordos bilaterais entre governos. Na comparação entre agosto e novembro, a participação das importações de empresas ligadas à Anfavea aumentou de 17,05% para 22,30%, segundo importadores.
Nos bastidores, as marcas que se mobilizam contra o aumento do IPI contam com a ajuda de governadores do Nordeste interessados em atrair as futuras fábricas. Os governadores da Bahia, Jacques Wagner, e de Pernambuco, Eduardo Campos, fizeram um pacto para pressionar o governo por maior flexibilidade para empresas interessadas em abrir instalações nesses Estados.
Tanto Wagner quanto Campos cobram da presidente Dilma Rousseff uma política de "recorte regional" e argumentam que, das 49 fábricas instaladas no país, 46 estão no Sul e no Sudeste e só duas no Nordeste. Na semana passada, o governador baiano voltou a tocar no assunto com a presidente.
Independentemente das medidas do governo nos próximos dias, a mobilização no setor vai prosseguir em várias frentes. Sob o comando do Sindipeças, a indústria de autopeças continuará questionando a regra de conteúdo local. Já as montadoras que produzem no Brasil e evocam seus programas de investimentos que somam US$ 22 bilhões até 2015, deverão, nos bastidores das negociações com os técnicos do governo, apelar para todas as ferramentas para justificar pedido de proteção. Entre as mais fortes, aparece um cálculo mostrando como a valorização do real consegue eliminar a proteção do Imposto de Importação.
   


Wednesday, November 16, 2011

Governo pode segurar importações antes do IPI maior


Wellton Máximo, Agência Brasil

Para evitar um surto de importação de veículos antes do início da cobrança da alíquota maior do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o governo poderá usar o prazo máximo de 60 dias para a liberação de licenças de importação. Com esse procedimento, os automóveis podem ter a entrada no País adiada até meados de janeiro, quando o imposto mais alto já estará em vigor.

“O governo tem controle disso. Não permitiremos um surto de importações, porque forneceremos as licenças dentro do comportamento normal do mercado, sem sobressaltos”, disse o secretário executivo adjunto do Ministério da Fazenda, Dyogo Oliveira.

O secretário não informou que nível de importações o governo considera acima do normal. Disse apenas que a equipe econômica tem informações diárias sobre o comportamento das compras externas e tem condições de avaliar o surgimento de um eventual surto de importações de veículos. Desde maio, os veículos que entram no país precisam ter a licença de importação emitida pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)
.

Wednesday, November 9, 2011

Demanda de blindagem de veículos importados cresce com aproximação do aumento de IPI


A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em suspender até o dia 15 de dezembro o aumento de 30% na alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos importados tem agitado os pátios das blindadoras automotivas nas últimas semanas. Proprietários que correram para garantir preços menores na compra de um importado agora estacionam seus veículos para receber a proteção balística.Na empresa paulista Concept Blindagens, por exemplo, a demanda na primeira quinzena de outubro cresceu 19% em comparação ao mesmo período do mês anterior. “Os carros importados sempre representaram a maior parte do total de veículos recebido por nós, mas, nessas últimas semanas, eles vieram em maior quantidade, constatando que realmente houve essa antecipação tanto da aquisição quanto do investimento na proteção balística”, destaca Fábio Rovedo de Mello, executivo da empresa. Dos importados que chegaram na empresa, os modelos de marca premium como Audi, Mercedes Benz, BMW, Volvo e Range Rover foram os que estacionaram em maior quantidade em busca da blindagem.


De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), a venda de carros importados cresceu 10,5% em setembro, na comparação com o mês anterior – de 20.420 unidades emplacadas em agosto para 22.569, no mês seguinte. O aumento de 30% na alíquota do IPI vale para todos os carros importados, com exceção dos países do Mercosul e do México, com quem o país tem acordo comercial. Para as fabricantes instaladas no Brasil, o aumento não será aplicado desde que haja no mínimo 65% de nacionalização do veículo.

Blindagem em alta no país
De acordo com a Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), 3.720 veículos foram blindados no país no primeiro semestre de 2011, um aumento de 8,39% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os carros mais blindados no semestre, de acordo com a entidade, os importados apareceram com força. O Tiguan, da Volkswagen, foi o campeão, desbancando o Corolla da Toyota, que figurava em primeiro no ranking dos blindados desde 2004, seguido pelo XC-60 da Volvo. O Santa Fé, da Hyundai, o Discovery, da Landrover, e o Azera, modelo também da Hyundai completam o rol dos veículos mais blindados durante os seis primeiros meses de 2011.

Friday, October 21, 2011

Kia Motors anuncia retorno aos preços antes do novo IPI

A Kia Motors anunciou esta manhã que, a partir de hoje, volta a adotar a tabela de preços sugeridos ao consumidor anterior à publicação do Decreto 7.567, de 16 de setembro último. Na sexta-feira, 14 de outubro, a importadora tinha publicado nova tabela de preços, com repasse médio de 8,41%, que nesta data fica cancelada.

A Kia Motors do Brasil faturou, somente entre os dias 17 e 20 de outubro, 1.993 veículos com o novo IPI. Mas desse total apenas 42 unidades foram faturadas ao consumidor. “A esses clientes, as concessionárias Kia Motors vão ressarcir a diferença de preços entre a tabela vigente até o dia 13 de outubro e a nova divulgada no dia 14 de outubro. Os compradores deverão procurar as concessionárias, mas – antes – vamos aguardar a publicação da suspensão do artigo 16 do Decreto 7.567, decidida pelo Supremo Tribunal Federal por unanimidade, no Diário Oficial da União”, afirma José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors.

A empresa aguarda também, por meio do Diário Oficial da União ou da disponibilização do STF do acórdão, sobre o procedimento do ressarcimento ao consumidor final.

O presidente da Kia Motors, no entanto, deixa claro que, como no mercado brasileiro, a tabela de veículos automotores tem preços sugeridos, “não há como impedir que algumas concessionárias tenham praticado preços acima de qualquer preço sugerido. Nesses casos, a negociação com o cliente é de responsabilidade da concessionária”, alertou.

BMW planeja fábrica mais completa




Pedro Kutney, AB 
www.automotivebusiness.com.br

A BMW apresentou ao governo brasileiro um plano de uma fábrica bem mais completa do que a inicialmente pensada, que só iria montar veículos em regime CKD ou SKD, com a maioria dos componentes importada. “Claro que diante das novas regras precisamos pensar em fazer mais do que só montar os carros no Brasil. Estamos estudando todas as possibilidades para estruturar melhor uma operação mais completa do que apenas uma linha de montagem”, confirmou Jörg Henning Dornbusch, presidente da BMW do Brasil, que no início desta semana levou a proposta ao ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento).

Significa que a mão do jogo agora está com o governo, que precisa decidir como irá enquadrar fabricantes de veículos que pretendem abrir fábrica no Brasil nas regras de nacionalização de produção dispostas no Decreto 7567, baixado em setembro passado, que obriga à utilização de peças locais em porcentual mínimo de 65%, determina investimento em pesquisa e desenvolvimento de 0,5% do faturamento e requer um mínimo de seis operações industriais feitas no País.

“Discutimos com o ministro só a ideia geral do projeto, porque existe uma série de variáveis que dependem agora do governo, para definir de que forma poderemos tocas essa operação adiante”, disse Henning nesta quinta-feira, 20, pouco antes de sua apresentação no “Dia da Engenharia Alemã”, realizada em São Paulo pela VDI (Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha).

Henning disse que a decisão final sobre a fábrica, com localização e tamanho do investimento, só será revelada em novembro próximo. Ele não quis revelar com quais estados está negociando, seis no total, e negou que a direção da BMW já tivesse escolhido Paraná ou São Paulo, como circulou na imprensa esta semana.

Sobre o produto a ser fabricado no Brasil, Henning disse que o plano é iniciar com apenas um modelo (provavelmente o Série 1, segundo fontes ouvidas por Automotive Business). “Mas claro que não queremos ficar com um só produto”, revelou.

O executivo afirmou também que a empresa nunca desistiu do projeto da fábrica brasileira, nem mesmo depois da edição do Decreto 7567. “Não desistimos de coisas estratégicas para o futuro”, assegurou.


STF suspende aumento imediato do IPI para importados

Agência Estado 
via: www.automotivebusiness.com.br

O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu na quinta-feira, 20, a cobrança imediata do aumento do IPI para carros importados, instituído pelo Decreto 7567, de 15 de setembro de 2011. Todos os ministros do STF entenderam que o governo deveria ter determinado que a alta só valeria após 90 dias da publicação do decreto, ou seja, só deveria vigorar a partir de 15 de dezembro deste ano. Eles também decidiram dar efeito retroativo à suspensão, desde a publicação do decreto.

De acordo com os ministros, a Constituição Federal determina que mudanças que impliquem aumento de tributos só podem vigorar 90 dias após a publicação de decreto ou lei. Segundo eles, esse é um direito fundamental dos contribuintes de não serem surpreendidos. "Em matéria tributária no Brasil, o princípio do não susto já seria bem-vindo", disse a ministra Carmen Lúcia.

Decano do STF, Celso de Melo, afirmou que a cobrança imediata do aumento do IPI era de uma "patente inconstitucionalidade".

A medida de aumentar o IPI dos carros importados fora do Mercosul e México foi adotada pelo governo como forma de "preservar os empregos no Brasil" e "fortalecer a indústria nacional". Pelo decreto, as montadoras que não tiverem 65% de conteúdo nacional em seus automóveis e caminhões, entre outras exigências, estão sujeitas a pagar o IPI maior.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a cobrança imediata da alta de 30 pontos porcentuais do IPI para carros importados foi ajuizada no STF pelo partido Democratas.

Reações
A decisão do governo brasileiro de aumentar o IPI para importados já vinha sendo questionada. Na semana passada, os maiores exportadores mundiais de carros acionaram a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a elevação do imposto.

O primeiro país a lançar o questionamento foi o Japão. Mas a Coreia do Sul também aderiu à iniciativa e governos como o dos Estados Unidos, de países da Europa e da Austrália se uniram à ofensiva contra a medida. Para esses países, a nova regra pode ser considerada uma violação das leis internacionais e seria "discriminatória". Ela fere acordos que regulam investimentos e ainda as regras de que um país deve tratar um produto importado da mesma forma que um nacional.

Para tentar amenizar as críticas, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que o governo adotaria até o fim do ano regimes alternativos para atender as empresas que, embora não estejam ainda instaladas no Brasil, assumiram compromissos de fazer investimentos no País.

O ministro disse que não podia antecipar as medidas, mas confirmou que JAC e BMW apresentaram ao ministério propostas de instalação de fábricas no Brasil. Elas também pediram que o governo adotasse medidas para que não tivessem que pagar o aumento do IPI. 

Friday, September 30, 2011

Abeiva também é contra pirataria, diz Gandini


O presidente da Abeiva – Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, José Luiz Gandini, disse hoje à tarde que concorda com as afirmações da presidenta Dilma Rousseff , de que "o nosso mercado interno não seja objeto de pirataria de país nenhum", ao programa "Hoje em Dia", da TV Record.

Na avaliação de Gandini, “podemos nos posicionar dessa maneira em relação aos importadores independentes ou despachantes, que trazem carros do Exterior de maneira aleatória, até mesmo em nome de pessoas físicas sem o recolhimento dos impostos comerciais e sem serviços de pós-venda, garantia ou reposição de peças originais. Mas não é o nosso caso”.
A Abeiva é constituída por empresas brasileiras, com rede autorizada de 1.000 concessionárias, que geram 40 mil empregos diretos a brasileiros. “Este ano, apesar de termos participação de apenas 5,8% do mercado interno, vamos recolher aos cofres públicos R$ 5,6 bilhões em impostos”, argumenta.