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Friday, November 25, 2011

FORD SÓ VENDERÁ CARROS GLOBAIS NO BRASIL


Durante o 21º Congresso da Fenabrave, realizado esta semana em São Paulo, voltado ao mercado dos concessionários de veículos e que contou com 70 expositores e 34 palestras, inclusive de especialistas internacionais sobre a crise no setor, o destaque foi a participação de alguns importantes capitães da indústria automobilística. Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e América do Sul, em sua palestra, foi um pouco mais otimista que alguns dos seus colegas, em relação aos negócios do setor que, na sua visão, devem perseguir o mesmo ritmo do avanço do PIB que, para o próximo ano esta previsto, pelo mercado, entre 3,5 e 4%.Sobre a empresa que dirige, afirmou que o portfólio de produtos da marca, para o mercado brasileiro, sofrerá profunda renovação até 2015, com destaque para o primeiro produto global feito no Brasil, o novo EcoSport 2012, que também será fabricado em unidades da empresa de diversos continentes.
Oliveira também lembra a importância e o sucesso do modelo atual do EcoSport que, desde o seu lançamento em abril de 2003, além de criar um novo segmento no mercado nacional, já vendeu 700.000 unidades até hoje.Com 4,5 bilhões de dólares, já garantidos, para aplicar até 2015, o executivo garante que todos os produtos da Ford no Brasil e América do Sul, serão 100% globais até aquela data.Além disso, comentou que, como outras marcas que disputam o mercado brasileiro, a Ford já desenvolve estudos para a introdução de um novo modelo compacto, para não ficar atrás da concorrência que planeja apresentar novos produtos de entrada em torno de 2014. Mas, sobre datas, Oliveira não fala, por política da empresa.
Sobre o mercado nacional, Marcos Oliveira continua otimista e acredita no crescimento das vendas da ordem de 4% em 2012. Motivos não faltam para que as previsões se concretizem: atualmente, temos crédito amplo, baixo nível de desemprego, inadimplência também baixa, assim como os níveis de dívida o que permite contínuo crescimento.Segundo o presidente da Ford, o Brasil ainda tem muito espaço a ser conquistado pois, atualmente, registra um carro para cada grupo de seis pessoas, muito longe dos níveis da Europa e Estados Unidos, onde, praticamente, cada pessoa tem um automóvel. Na região nordeste, este índice é ainda menor, com um veículo para cada grupo de 13 pessoas. Com a fábrica da Ford na Bahia, a empresa esta pronta para aproveitar sua posição estratégica para crescer no mercado da região.
Na primeira semana de dezembro, a Ford lança no Brasil o SUV Edge, modelo 2012, equipado de fábrica com o revolucionário sistema Sync que permite navegação, entretenimento, controle de som e fazer ligações telefônicas, tudo ativado por voz.

Friday, October 7, 2011

Ford Brasil: totalmente global até 2015



Pedro Kutney, AB
www.automotivebusiness.com.br
De Punta Del Este, Uruguai


“De 2012 a 2015 todo o nosso portfólio será de produtos globais. Por isso preparem-se para encontrar bastante conosco nos próximos anos, pois teremos muitas novidades a apresentar.” Assim, sem muito alarde, Marcos de Oliveira (foto), presidente da Ford Brasil e Mercosul, revelou parte até então camuflada da estratégia da fabricante para o futuro próximo no mercado brasileiro, pouco antes de jantar com jornalistas na quarta-feira, 5, como parte da programação de apresentação do recém-chegado New Fiesta Hatch, em Punta del Este, Uruguai.

Marcos Oliveira Presidente FORD/BRASIL
Com essa nova informação, Oliveira jogou alguma luz sobre afirmações feitas em entrevista à revista Automotive Business ainda em abril passado. Na ocasião, o executivo já dizia: “Até agora foram feitas apenas adaptações de modelos internacionais. A globalização real vai começar de fato agora, com desenvolvimento global de produtos pensados para atender consumidores de diversos mercados, inclusive os brasileiros.” Significa que nos próximos quatro anos a Ford irá de fato retomar o caminho da globalização, abandonado na metade da última década, quando a fabricante centrou esforços em produtos regionais, focados só no Mercosul, como é o caso do Ka e Fiesta RoCam fabricados só no Brasil, que exceto pelos nomes mundiais são diferentes daqueles que a Ford produz em outros países – caso do New Fiesta importado do México, que convive aqui com seu predecessor dilapidado das soluções tecnológicas mais avançadas.

“Vamos passar a incorporar tecnologias globais aos carros feitos no Brasil a partir do novo EcoSport, será a tendência natural de evolução de nossos produtos”, disse ele a Automotive Business ao responder à questão se um dia a Ford produziria em fábricas brasileiras veículos com o mesmo nível de inclusão tecnológica do New Fiesta apresentado no Uruguai. Essa troca de estratégia começa a aparecer ainda no início de 2012, com a apresentação do novo EcoSport, que vem sendo já há dois anos desenvolvido no centro de engenharia brasileiro da Ford, em Camaçari (BA), para ser fabricado em diversos outras plantas da Ford no mundo. Oliveira não revela a data exata da chegada do modelo, mas confirma que ele é o divisor de águas da operação no Brasil.

Também sem confirmar a sequência dos projetos, o presidente da Ford disse que todo o portfólio será renovado com projetos globais tocados tanto aqui como por qualquer um dos cinco centros de desenvolvimento do grupo. Pode-se esperar, portanto (conclusão nossa), que a nova picape Ranger, desta vez um modelo global, deve chegar também no ano que vem, para ser produzida na Argentina, assim como lá também deverá desembarcar a nova geração do Focus. Depois disso, mais para o fim do ciclo de renovação, será a vez dos compactos, com grande possibilidade de se fabricar no Brasil a nova linha Fiesta que hoje chega importada do México (mais uma conclusão nossa sempre respondida por representantes da Ford com a frase “isso eu não posso falar”). Mas isso, claro, Oliveira deixa para confirmar nos próximos encontros que, como ele mesmo avisou, serão muitos.