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Wednesday, February 15, 2012

Unica: venda de etanol hidratado cai 30% na safra 11/12






Agência Brasil 
Via: www.automotivebusiness.com.br
As vendas de etanol hidratado, realizadas diretamente nas bombas dos postos de combustível (diferentemente do álcool anidro, que é misturado à gasolina), chegaram a 10,82 bilhões de litros desde abril de 2011 até 1º de fevereiro deste ano, segundo balanço da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) divulgado nesta terça-feira, 14. O número representa queda de 31,63% em comparação aos 15,83 bilhões vendidos ao consumidor no mesmo período da safra 2010/11.

As vendas acumuladas de etanol anidro, entretanto, registraram aumento de 8,16%, fechando o período avaliado em 6,72 bilhões de litros, incluindo importações. A produção atingiu 7,81 bilhões de litros entre abril e fevereiro. O aumento se explica porque o etanol anidro tem mercado assegurado, já que a mistura do biocombustível à gasolina é obrigatória. Quanto mais a gasolina ganha preferência do consumidor, por causa do preço em relação ao rendimento do veículo, maior é a quantidade de álcool anidro necessária para a mistura. 

Já a produção de açúcar no período caiu 6,76%, com 31,24 milhões de toneladas. As usinas processaram, desde abril, 493,49 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, queda de 11,39% em relação aos 556,96 milhões de toneladas moídas no mesmo período da safra 2010/11. 

Em janeiro, as vendas totais de etanol (hidratado e anidro) somaram 1,29 bilhão de litros, 32,32% a menos que em janeiro de 2010 (1,9 bilhão de litros) 

Thursday, December 8, 2011

Unica lança Movimento Mais Etanol


Agência Estado

O presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank, anunciou na terça-feira, 6, o lançamento do "Movimento Mais Etanol", campanha que será realizada a partir do início do próximo ano em parceria com outros segmentos da cadeia sucroenergética. O anúncio, realizado em Brasília, durante um jantar realizado no centro de eventos Unique Palace, contou com a participação de cerca de 200 convidados, entre conselheiros da entidade, empresários e trabalhadores do setor sucroenergético, deputados, senadores, representantes de diversos ministérios e agências governamentais, entidades ligadas à cadeia produtiva da cana-de-açúcar, sindicatos e organizações não-governamentais.

Jank afirmou que o Movimento Mais Etanol "vai centrar esforços na conscientização de formadores de opinião e tomadores de decisões nos setores público e privado, por meio de ações em parceria com entidades e empresas da cadeia produtiva da cana-de-açúcar". A campanha deve envolver setores como as distribuidoras de combustíveis, a indústria automobilística, revendedores de automóveis, máquinas e implementos agrícolas, e fornecedores do setor sucroenergético em geral.

Em seu discurso, Jank afirmou que o setor tem todas as condições para dobrar de tamanho até 2020 e atender à demanda por seus produtos nos mercados interno e externo. "Mas esse crescimento só pode se concretizar com a introdução de políticas públicas estáveis e consistentes, essenciais para a reconquista da competitividade do setor", diz ele.

Jank explicou que para continuar suprindo metade do combustível utilizado por veículos leves no Brasil e metade do açúcar negociado no mundo é preciso dobrar a produção nacional, "atingindo a ambiciosa meta de 1,2 bilhão de toneladas de cana-de-açúcar por ano até 2020". Na opinião do executivo, "a exemplo do que tem sido feito com a gasolina, a principal política que deve ser adotada para restaurar a competitividade e retomar o crescimento do etanol é a desoneração tributária".

Na palestra, Jank mostrou que houve uma forte redução da tributação sobre a gasolina nos últimos anos, enquanto os tributos aplicados sobre etanol foram mantidos. Ele cita como exemplo a taxação da Contribuição de Intervenção no Domínio Público (Cide), que em 2002 era equivalente a 14% do preço da gasolina na bomba e hoje equivale a apenas 2,6%. "A diferença entre as cargas tributárias sobre a gasolina e o etanol é hoje de apenas quatro pontos percentuais, o que não valoriza uma série de benefícios proporcionados pelo etanol, colocando o Brasil na contramão do que se pratica em boa parte do mundo."

A Unica sugere a eliminação do Pis-Cofins incidente sobre o etanol hidratado, a introdução de financiamentos para estocagem de etanol, construção de novas usinas (greenfields) e medidas que permitam a expansão mais rápida da bioeletricidade. Na visão da Unica, "essa opção energética limpa avança muito lentamente devido a uma série de entraves regulatórios e burocráticos". Jank afirmou que em contrapartida o setor sucroenergético também deve contribuir, perseguindo reduções de custos, por meio de ganhos de eficiência e produtividade; e do desenvolvimento e disseminação de novas tecnologias, que darão ao setor ganhos de escala.


Thursday, October 13, 2011

Unica: moagem da cana recuou 7,4%

Daniel Mello e Vinicius Konchinski, Agência Brasil 
Via: www.automotivebusiness.com.br


Foram moídas, até 1º de outubro, 411,99 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nas usinas do Centro-Sul do País. Segundo o balanço divulgado na terça-feira, 11, pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a quantidade é 7,39% menor do que no mesmo período da safra passada. 

Na segunda quinzena de setembro foram processadas 36,67 milhões de toneladas da matéria-prima, 34,69% a mais do que na mesma quinzena da safra passada. 

Do total da safra moída até o início de outubro, 51,51% destinaram-se à produção de etanol e os 48,49% à produção de açúcar. Com isso, desde o começo da safra, foram produzidas 25,98 milhões de toneladas de açúcar, uma redução de 4,19% na comparação com 2010. 

Já a produção de etanol caiu mais: 16,37%. Até outubro, foram produzidos 16,9 bilhões de litros do produto, seja ele anidro (usado como mistura da gasolina) ou hidratado (usado como combustível). Na safra passada, até este período, haviam sido produzidos 20,3 bilhões de litros. 

Em comunicado da Unica, o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, informou que “o cenário da safra está dentro do esperado”. Segundo ele, também “é natural que haja uma desaceleração no ritmo de moagem nas próximas quinzenas”. 

De acordo com a Unica, cerca de 20 usinas do Centro-Sul já encerram sua colheita. A maior parte delas fica em regiões tradicionais de São Paulo, onde houve uma quebra de safra significativa.