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Wednesday, February 15, 2012

Indústria Brasil poderia ter emplacado 3,93 milhões de veículos em 2011 sem restrições de crédito

Foto: Reprodução







Brasil poderia ter emplacado 3,93 milhões de veículos em 2011 sem restrições de crédito
Medidas do Banco Central para desacelerar a economia afetaram a venda de carros em 2011



por Alyne Bittencourt



As medidas de restrição ao crédito adotadas pelo Banco Central fizeram
com que de 200 mil a 300 mil veículos deixassem de ser vendidos para
pessoas físicas no Brasil em 2011. Pelo menos é o que indica uma
estimativa da Anef, a Associação Nacional da Empresas Financiadoras das
Montadoras. Mas a associação acredita que, em 2012, as vendas irão se
recuperar.A Anef prevê que as vendas de veículos vão crescer em ritmo superior ao
registrado no ano passado. Esse crescimento mais acelerado é explicado
pelo fim da vigência das medidas do Banco Central. A maior segurança do
consumidor em relação à crise internacional também ajuda nesse processo.
Para Décio Carbonari, presidente da Anef, a situação na Europa começa a
se estabilizar, deixando o consumidor brasileiro mais seguro.



Apesar das medidas restritivas, o crédito para o financiamento de
veículos cresceu 7,9% em 2011. O índice foi menor do que os quase 20%
registrados em 2010, porém, se manteve dentro das projeções da Anef. No
ano passado, foram vendidos 3,63 milhões de veículos no Brasil, o que
representa um aumento de 3,4% em relação a 2010. Sem as medidas
restritivas, o crescimento anotado teria sido de quase 12%.



Em 2012, a entidade projeta um aumento de 8% a 10% no saldo dos
financiamentos. Para Carbonari, esse aumento deve ser puxado não apenas
pela nova classe média, mas principalmente pelos clientes de maior poder
aquisitivo que não adquiriram um carro no ano passado graças à
incerteza da economia e ao aumento do custo do crédito.




Fonte: motordream

Disponível no(a): http://motordream.uol.com.br

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Crédito para financiamento de veículos fecha 2011 em R$ 200,6 bilhões



O cenário do crédito para financiamento de veículos, em 2011, foi fortemente marcado pelas medidas macroprudenciais do Banco Central (BC) iniciadas em dezembro de 2010. Esta é a avaliação da ANEF (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras) que consolidou o saldo das carteiras de financiamento para a aquisição de veículos no ano: R$ 200,6 bilhões, que representam um crescimento de 7,9% na comparação anual.
O resultado aparentemente discreto – se confrontado com o crescimento recorde de 19,9% registrado em 2010 – está dentro das previsões da ANEF do início de 2011. A entidade já projetava uma tendência para o ano de crescimento em ritmo desacelerado e menor do que o obtido em 2010.
As medidas restritivas do BC foram abrandadas em novembro, mas isto não foi suficiente para uma retomada da aceleração. “Ainda é cedo para afirmar que teremos uma mudança de cenário nos primeiros meses de 2012, de modo que as projeções para o ano mantêm-se, por enquanto, no patamar de 8% a 10% de crescimento”, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da ANEF.
Do saldo total registrado em 2011, R$ 172,9 bilhões correspondem à carteira de CDC, que registrou crescimento de 23,2% sobre 2010 (R$ 140,3 bilhões). Já o Leasing fechou o ano em queda de 39,3%, passando de R$ 45,6 bilhões em dezembro de 2010 para R$ 27,7 bilhões em dezembro de 2011.
As vendas à vista representaram 38% do total de veículos leves e comerciais leves. A opção pelo CDC foi a preferência de 50% dos compradores, enquanto o Consórcio representou 7% das escolhas. O leasing, em queda acentuada, foi a modalidade de menor adesão com apenas 5%.  Nas vendas de veículos comerciais (ônibus e caminhões), o Finame lidera com 70% da preferência, seguido do CDC (13%), vendas à vista (12%), Leasing (3%) e Consórcio (2%).
Na aquisição de motocicletas, as modalidades mantiveram praticamente os mesmos índices de 2010. O financiamento lidera as preferências do consumidor com 52%, enquanto o Consórcio ficou com 27%. Vendas à vista de motocicletas representaram 21% das opções. O leasing ficou abaixo de 1% neste segmento.

Inadimplência
Destaque negativo de 2011, o saldo de inadimplência acima de 90 dias no CDC para pessoa física chegou à marca de 5% do saldo da carteira, um aumento de 2,5 pontos percentuais na comparação com 2010. Para a ANEF, este cenário está acima das expectativas, porém sob controle. A inadimplência no financiamento de veículos segue abaixo do índice de atraso total de empréstimos para pessoas físicas, que é de 7,1%.
“O consumidor nem sempre está suficientemente bem informado antes de assumir um financiamento, esquecendo-se de que o veículo acarreta outras despesas além da prestação mensal, tais como IPVA, combustível, pedágio e custos com manutenção periódica”, afirma Carbonari. O executivo ressalta que as instituições financeiras cumprem um papel importante de esclarecer o consumidor e somente conceder crédito a pessoas que realmente têm condições de assumi-lo.
“É importante ressaltar que, sob o aspecto financeiro, não é interessante para os bancos reaverem os bens por conta de inadimplência”, afirma o presidente, lembrando que na maior parte dos casos os veículos retomados chegam depreciados, desgastados e com débitos de IPVA e multas.

Planos e prazos de financiamento
Nos contratos firmados em 2011, a média dos planos de financiamento foi de 41 meses. Em 2010, esta média foi 44 meses. O plano máximo oferecido pelas instituições permaneceu em 60 meses.

Wednesday, October 5, 2011

Financiamento de veículos alcança R$ 197,4 bilhões em agosto

O saldo total de crédito para aquisição de veículos alcançou em agosto de 2011 a marca de R$ 197,4 bilhões, conforme aponta o balanço mensal da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras). O crescimento de 14,7% em comparação ao mesmo período em 2010 acentua, no entanto, o ritmo de desaceleração registrado desde o início do ano, após a adoção das medidas macroprudenciais pelo Banco Central.
“A projeção é que este cenário se mantenha até o fim do ano, com a estimativa de crescimento de 10% da carteira de financiamento em 2011”, afirma Décio Carbonari de Almeida, presidente da Anef.
O saldo de crédito para aquisição de veículos continua correspondendo a 5,0% do PIB, representando 10,5% do total do crédito do Sistema Financeiro Nacional e 32,1% do total destinado a pessoas físicas.
O crédito bancário brasileiro alcançou em agosto de 2011 o valor de R$ 1, 889 trilhão, passando a representar 47,8% do PIB (estimado em R$ 3,953 trilhões), um crescimento de 2,8 pontos percentuais frente a agosto de 2010.

Taxa média de juros e inadimplência crescem
A média das taxas de juros mensais praticadas pelas associadas da entidade (taxa Anef) subiu de 1,44, em agosto de 2010 para 1,55, no mesmo período em 2011. Já o saldo de inadimplência no CDC de veículos para pessoa física, acima de 90 dias, atingiu 4,2%, o que confirma a tendência registrada desde o início do ano de aumento de 0,2 pontos percentuais a cada mês.
“Embora discreto, o aumento da inadimplência contraria as expectativas do início do ano e justifica-se pelos efeitos da inflação que prejudicam a quitação de compromissos do consumidor de uma forma geral”, avalia o presidente da Anef.

Planos de Financiamentos
Os planos médios tiveram relativa estabilidade nos últimos meses. Nos novos contratos, os planos de financiamento fecharam com a média de 42 meses, sendo que o prazo máximo oferecido permaneceu em 60 meses neste semestre, já no mesmo período do ano passado praticava-se prazos de até 72 meses.