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Wednesday, February 8, 2012

ROBERTO NASSER - DE CARRO POR AÍ


COLUNA 612/04 - 08/02/2012



Devagar e sempre, o Programa de Etiquetagem anda
Uma das iniciativas mais corretas na relação entre fabricantes, importadores e consumidores entra na 4ª. edição. É o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular, agora ampliando de 67 para 105 modelos inscritos por 8 montadoras sem receio de expor-se ao olho público – Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen.
O objetivo do programa é induzir as montadoras a otimizar consumo, o que significa eficiência veicular, através da exibição aos consumidores dos resultados oficiais permitindo-lhes optar racionalmente, por si e pelo cuidado com o meio ambiente. As classificações – uma equivalência veicular do que bem funciona em geladeiras quanto ao consumo – vão da letra “A”, os com melhor consumo a “E”, agressores de bolso e meio ambiente. A medição despreza os cálculos e combustíveis estrangeiros, e a metodologia utiliza a Norma BR 7024, com cálculos incontroversos convertendo gasolina e álcool em Joule, a unidade de energia produzida. Daí chega aos resultados finais, indo á parte prática de exibir valores de quilometragem por litro, por combustível, em estrada e cidade.
Para aproximar os valores obtidos em laboratório estático com a realidade do uso, o Inmetro – Instituto Nacional de Metrologia – adotou um fator de ajuste.

Omissão
Embora a adesão ao programa não seja obrigatória, o Inmetro baixou a Portaria 010/2012 condicionando a divulgação de consumo pelas empresas não participantes, a uma declaração de consumo baseado na medição dos veículos seguindo a Norma BR 7024 e o fator de ajuste. Isto reduz a discrepância entre dados anunciados e os assinalados pelos usuários.
Próximo ano a Etiqueta apresentará os dados de emissões.
Enfim, o longo caminho que deixa a selva da omissão vem sendo trilhado e se aproxima da luz que merecem o país e seus contribuintes. O PBE Veicular tem participação dos Ministérios do Desenvolvimento, Minas e Energia, ANP, Ibama, Anfavea e Abeiva - representantes dos carros nacionais e importados.


Ex Brasil, Ferrari é atração na Rétromobile
Os franceses chegaram à regulagem fina em promoção de veículos antigos e clássicos – ou como eles dizem, automóveis, motos, emoções. Fazem o encontro anual, na Porte Versailles, Paris, primeira semana de fevereiro e dão-lhe tratamento dos salões de automóvel ali sediados. Ano passado encolheram o período de 10 para 5 dias. A fórmula deu certo e marcou 90.000 visitantes sob neve e inclemência do tempo, maior número de visitantes buscando história, cultura, instigar a memória, tirar dúvidas, matar saudades e fazer compras de automobilia e veículos.
Nesta edição, muitas homenagens – 60 anos do Ferrari GTO, 50 do MGB, 50 do Alpine A 110, 100 da Renault fazendo seus próprios motores – e no mix, participação de marcas com exemplares de seus museus e produtos atuais.
Embora não seja evento que provoque a ida de colecionadores brasileiros – salvo honrosas exceções – nesta edição um dos veículos referenciava nosso país. Não de tratava de um dos nossos nacionais históricos – Brasinca, GT Malzoni, Simca Rallye, de origem francesa porém versão apenas aqui existente – mas um Ferrari 250 Monza de 1956. E se você pensa que ele atraía atenções pelo refulgir da pintura ou pelo cintilar dos cromados, errou.
A de chassi número 0466M era uma sucata de Ferrari. Rara, uma das unidades produzidas como base da série mais vitoriosa da marca, é exemplar do tempo em que tais veículos eram carros de corrida que concediam andar – mais ou menos – nas ruas. Carroceria em alumínio por Sergio Scaglietti, exibindo remendos cometidos com arrebites por algum consertador de panelas, motor substituído por outro V12, mais recente, da série 225S  - de carro que pertenceu ao arquiteto Sérgio Bernardes.
História rastreada, informa-o competidor na Itália, em julho de 1954 com Chico Landi, competindo na italiana Mille Miglia de 1957, chegando em 16º lugar. Em agosto já competia no Brasil sob o comando do novo proprietário, o industrial carioca Henrique Casini, que substituiu as duas cores originais por azul escuro realizando ativas temporadas em Rio de Janeiro, Petrópolis, Interlagos – cedido ao petropolitano Álvaro Varanda. Seu último registro indica a condução de Celso Lara Barberis, no Rio de Janeiro.
Na década de ’70 foi comprado pelo recém formado advogado paulistano Flávio Marx, o primeiro colecionador com foco preciso em carros esportivos conversíveis. Em 1977, sem motor, foi vendido ao uruguaio Bernardo Favero, que o levou para seu país – apesar de á época ser proibida a exportação de veículos antigos brasileiros. Lá ficou até comprado, em 2011 por dois negociantes italianos de Bérgamo.
Apareceu na Rétromobile para aproveitar outra das características das mostras de veículos antigos: apresentar-se, conseguir mídia e fazer passaporte institucional para algum grande leilão. Uma escala para valorização.
E, claro, a história é contada localizando o Ferrari na Brazilian Jungle....



Roda-a-Roda
Contrato – Fernando Alonso e Felipe Massa, pilotos da Ferrari, com novos carros de serviço: Grand Cherokee SRT8 em Rosso Corsa, cor dos Ferrari Fórmula 1.
Contexto – Carros e mundo dão voltas. O SRT8 é o mais potente e estável dos Jeep: motor V8, câmaras hemisféricas, 6.4 litros, 477 cv, mais de 60 quilos de torque. Adereços como defletores, pintura especial sobre o vermelho, itens em fibra de carbono, rodas aro 20”, tudo na moda preta. Deve ser bom: a base é Mercedes ML, eflúvios com a Chrysler, agora da Fiat, dona da Ferrari.


Renascer – Rescaldo da NADA, o encontro mais importante do setor automobilístico reunindo os revendedores dos EUA, maior mercado mundial, uma das conclusões foi que a marca Cadillac tem tudo para se recuperar após o encolhimento da General Motors. Até o final do ano a linha terá cinco produtos, incluindo novo sedã grande, mantendo tração dianteira, e médio, voltando à tração traseira e esperado como líder de vendas.

Adição – O Kia Sportage, bem cotado, reconhecido e premiado, ampliou leque de atrativos. Agora seu motor 2.0 é flex e, a álcool produz invejável cavalaria: 178 cv. A gasolina o bem resolvido motor 2.0, duplo comando variável e 16 válvulas realiza 169 cv. Transmissões mecânica ou automática com 6 marchas. Preços subiram com a nova barreira do governo: R$ 90.900 e 95.400.
Freio – A Peugeot lançou o 408 THP com motor turbo mas freou entusiasmo e preço em R$ 81.490 - concessionários esperavam R$ 83.900.
Argumento – Quer agradar possíveis clientes, afastar dúvidas assistenciais, baixou regras atrativas: revisões a preço fixo – R$ 975 pelo total; Peugeot Assistance total por três anos
Bolso – 2012 exibe flexibilidade dos revendedores e campanhas fomentadas pelas montadoras para induzir vendas. Em fevereiro a Citroën faz financiamento próprio com venda sem juros. E valor de entrada variando com modelo.  No C3 Picasso, 40%; Aircross e C4 hatch 55%.
Roadshow – A Nissan retomou programa de mostra itinerante com produtos, e test-drives. Faz parte do esforço para tornar mais conhecidos marca e veículos, e atingir 100 mil pessoas/ano. Programação atual, Palmas, To; Cuiabá, MT, dia 11, e Goiânia, GO, 24 de fevereiro.
Local – Nada de Salão, a Agrale exibiu no Show Rural de Cascavel, Pr, nova linha de tratores e o caminhão 8700. Os tratores vão da pequena potencia, à linha 5000 entre 65 e 85 cv, e 6000, cabinado, motor MWM, 168 cv. O caminhão 8700 é pequeno, carga útil de 5.250 kg, diesel Cummins 3.8, 152 cv.
Bolinhas – Montadoras de automóveis patrocinam esportes com bola. Ford, os três maiores campeonatos regionais de futebol – paulista, carioca e mineiro. Chevrolet, Paulista, Paranaense e Goiano. Kia o paulistano Palmeiras, e Volkswagen, pela terceira vez, banca o Brasil Open, torneio de tênis. Lógica tortuosa. A Ford Caminhões lidera no mercado sulino – mas lá não patrocina.
Denúncia – A Abidip – associação dos importadores e distribuidores de pneus faz denúncia pública de sub faturamento na importação de pneus de passeio, taxados como se fossem de carga. A mágica reduz o IPI de 15 para 2% e ao atingir estimados 70% das importações, 15 milhões de pneus, sonega R$ 500 milhões.
Moto – Modelo 2012 da Honda 600RR em vermelho e preto mostram avançada mecânica herança de corridas, quatro cilindros, 16v, 599 cm3, 120 cv a 13.500 rpm, chassi fundido em alumínio. A R$ 47.900. Com ABS R$ 50.900.
Muito nacional – O grupo nacional Iochpe-Maxion adquiriu a Hayes Lemmerz International, somando capacidades e tecnologias para produzir rodas veiculares. Agora chamada MaxionWheels operará em 12 países.
Novo tempo – A produção do novo diesel, adequado á norma Euro5 de menores emissões, forçará convívio de veículos diferentes. Caminhões de tecnologia tornada antiga – vendidos até 31 de março – e os novos, de venda iniciada e que serão exclusivos após tal prazo.
Pesquisa – Implementos para melhor combustão e menores emissões, o turbo compressor instiga o fabricante Garret a pesquisa e entendimento com revendedores preparando o momento de manutenção dos novos equipamentos, a iniciar daqui a 18 meses. A troca de informações com pesquisa direta em campo, permitirá formar bancos de dados com informações da prática do uso.
Carreira – O anglo russo Marussia F1 Team, recebeu como patrocinador a Monster, líder mundial em colocação de pessoas. Soma de interesses, recruta candidatos especialistas em aerodinâmica. A fim?
Na água – i9, novo lançamento da catarinense Fibrafort, 19 pés – 5,70m - diz juntar desempenho, design esportivo e robustez. Leva até 7 passageiros e aproveita espaço com peças moldadas e porta objetos. Com motor Mercury, 2T, 90 cv custa R$ 54.320
Imprensa – Revista Car&Driver edição 50, nas bancas, tem matéria com chamada de capa: “50 Carros Brasileiros que você deve dirigir antes de morrer”. Interessantíssimo enlace com o passado da indústria nacional, sintetizando cada produto, extremamente elucidativo ás novas gerações.
Antigos – O árduo trabalho de pintores e proprietários de veículos antigos no resgate da cor original para refazer a pintura pode acabar. A BASF lançou o Painel de Cores Salcomix. Mais de 500 ! das fornecidas por 15 montadoras entre 1953 e 2011. Diz, a diferença está na qualidade da pintura dos chips, a pequena amostra. Para conferir e pesquisar, está nas revendas Salcomix.
Energia – Variação de negócios, a Volkswagen construirá sua segunda PCH – Pequena Central Hidroelétrica. Sociedade com a Pleuston Serviços, as duas geradoras fornecerão 40% da energia consumida atualmente pela VW.
Gente  Isela Costantini, comunicóloga e diretora de Pós Venda e Serviço ao cliente na GM sulamericana, promovida. OOOO Presidente e Diretora Executiva da GM Argentina, Uruguai e Paraguai. OOOO Carreira interessante, formada em comunicação, experiência em marketing, pesquisa, planejamento de produto, gerente de fábrica de chassi de picape nos EUA. OOOO Sérgio Rocha, brasileiro, presidente da GM Argentina, também promovido. OOOO Cargo idêntico na GM ex-Daewoo na Coréia. OOOO Fred Bentley, norte-americano, expansão. OOOO Era Chief Operating Officer da Hayes Lemmerz, comprada pela Iochp-Maxio. Será o CEO. OOOO

CONTATO:
End eletrônico: edita@rnasser.com.br             Fax: 55.61.3225.5511  


Wednesday, February 1, 2012

ROBERTO NASSER - DE CARRO POR AÍ -


DE CARRO POR AÍ - 512/03


edita@rnasser.com.br Fax: 55.61.3225.5511 Coluna 0512 01.fev.2012


Unidos do Telhado, o bloco do adeus


A proximidade do Carnaval, o retorno à atividade econômica, a expansão de negócios, farão presença nos próximos dias com novos lançamentos – e, consequentemente, forçarão o desaparecimento dos produtos a ser substituídos. A parcela legal, exigindo colocação de almofadas de ar e ABS leva ao fim os carros de projetos antigos, incapazes de receber tais equipamentos. Juntos, passeando à beira do perigo, fossem bloco carnavalesco seriam, sem dúvida, os Unidos do Telhado.
Bloco bem fornido e, por ordem alfabética:

Citroën
C3 – Sucessor pronto, ao aguardo da coragem da ordem de entrar no mercado, com a curiosidade concorrer com o modelo mais vendido da linha. O atual deve ser mantido em paralelo;

Chevrolet
Com a linha de produtos mais antiga, adota soluções com produtos montados sobre plataformas superadas, importação de modelos ou de peças para agregá-las aqui. Seu bloco é o maior.
Agile – Não sairá de produção mas os argentinos trabalham em mudanças para dar-lhe fôlego de fim de vida em 2014;
Classic – órfão da família Corsa, merecido pelos compradores que o sufragam, quase 20 anos de produção antecipa a saída por razões de espaço industrial e pela falta de futuro sem os itens de segurança;
Meriva – a ser substituído por outro monovolume de produção nacional, o Spin.
picape S 10 – exaurida, substituída nos próximos dias; utilitário esportivo Blaser;
Zafira – vencida pelos anos e baixas vendas somará seu espaço de mercado com a Meriva em apenas um produto, o projeto PM7 agora chamado Spin.

Fiat
Continua o processo substitutivo da linha de automóveis e comerciais leves sobre a plataforma desenvolvida no Brasil. Desafio é trocar e manter a liderança.
Siena – Sai de produção trocado pela nova linha, maior, diferenciada, saltará o modelo 2012, apresentado, com a urgência do consumo, como modelo 2013;
Siena Fire – velho modelo 2004, também varrido pela reformulação da linha. Março;

Ford
EcoSport - Case da indústria nacional, chegará ao fim do ciclo neste semestre, substituído pelo modelo novo, global, apresentado em janeiro;
Fiesta – idem, substituído pelo recém apresentado Fiesta ST, até o final do ano;
Fusion – Muito melhorado, elegante e equipado relativamente ao modelo atual. Terceiro trimestre;
Picape Ranger – trocado por novo modelo, mostrado mundo afora. Novas versões, motores gasolina e diesel Ford, para concorrer em todas as faixas. Maio;

Nissan
Desfruta o êxito de bom projeto de crescimento de mercado e quer atacar no segmento onde tem pouca exposição, o de picapes. Revitalizará o Frontier, fugindo da degola legal que barrará todos diesel não enquadrados na nova legislação de emissões.
Frontier – nova série, liderada por motor revisto. O 2.5 26V turbo evolui em potência. A versão de entrada salta de 144 para 163 cv, potência da versão superior, e esta pula de 172 a 190 cv.

Peugeot
Único projeto verdadeiramente novo em sua linha, o 308 será apresentado próximos dias. O 408 turbo colocado à venda é versão do bom sedã;

Toyota
Corolla revisto até o final do ano. O preço inexplicavelmente elevado promove venda da linha atual com desconto de R$ 4 mil.

VW
Picape Amarok – Nova edição, mais potente e com rica transmissão automática com oito velocidades. Março;

Na prática é o seguinte. Se for comprar um dos subidos ao telhado, barganhe.


Os argentinos com carro próprio em Genebra
8 de março, abertura do Salão de Genebra, os argentinos farão surpresa ao mundo: apresentarão o Projeto Cisitalia 2015. Para quem conhece história, design e automobilismo será agradável surpresa. O Cisitalia foi marco de estética e mecânica, liderada pelo multi industrial Piero Dusio, criando o caminho da formulação esportiva básica iniciada no pós Guerra juntando gente criativa como Dante Giacosa na formulação mecânica, Giovanni Savonuzzi como estilista e construtor. Eram da Fiat: engenheiro chefe de automóveis, projetista-chefe de aviões, para serviços em horas ociosas. Piero Taruffi foi o piloto de fábrica.
Engenhoso, multi ativo, fornecedor de fardas ao Exército, fabricante de bicicletas para uma Itália pobre, foi o primeiro a preparar-se para o fim da II Guerra, tendo produto novo, pioneiro, brilhante em mercado onde se retocavam os produtos dos anos ’30.
Projeto maior que o sonho, Duzio ajudou a indenizar a liberação do professor Porsche, preso na França como criminoso de Guerra, e foi o entusiasmo de Dusio querendo o melhor do melhor e o criativo austríaco dando asa aos sonhos, em especial um Fórmula 1 com tração nas quatro rodas, que o levaram à falência. Mudou-se para a Argentina em seu insandecido projeto de implantação de indústria automobilística e lá produziu 172 unidades.
Conta o bom sítio argentino Autoblog.com.ar, a idéia ressurge com Carolina, sua filha mais nova, e o marido, festejado arquiteto Alberto Diaz Lima, adquirentes aos demais herdeiros os direitos e acervo. Projeto iniciado com a contratação de Néstor Salerno, habilidoso reprodutor de esportivos clássicos para fazer inicial e não vendida série de seis unidades; acordo com o milanês IED, Istituto Europeo di Design, e com Leónidas Anadón, artesanal produtor argentino da mais perfeita réplica do mundo, a Pur Sang Bugatti 35. Projetou e construirá os motores e transmissões com lay out antigo, atualizados tecnologicamente para rendimento e segurança.
A fábrica argentina já reuniu o ferramental para fazer, artesanalmente, os componentes específicos.
De acordo com o arquiteto Diaz Lima, a apresentação mostrará produto e projeto, que passa e a instalação de fábrica em Modena, Itália. Neste ano, construção na Argentina de complexo industrial; cultural, com o Museo Cisitalia, único no mundo; e turístico, com hotel boutique. Italianos, cinco modelos. Argentinos, veículos com linhas antigas e de um utilitário esportivo.
Vínculo histórico, consultor do projeto é Sergio Alberto Lugo, o Dottore Cisitalia, maior especialista mundial na marca.
Curioso ou interessado em investir ? www.cisitalia.com



Montadoras aumentam exportação de divisas
Dados oficiais do Banco Central indicam ter as montadoras operando no Brasil enviado US$ 5,58B às matrizes em 2011. Valor alto numerica, percentual e relativamente à atividade, 36,1% superior ao mandado em 2010, embora a produção tenha crescido apenas 0,5% - 2010, 3.381.728; 2011, 3.406.150.
Na prática, em 2011, sob rubricas diversas, a indústria automobilística pagou às matrizes, o equivalente a US$ 1.630, aproximados R$ 2.825/veículo. O volume não combina com os produtos, protegidos da concorrência dos estrangeiros através de elevados impostos mais 30% de delta de punição e, por isto, com baixa tecnologia, e retoques locais sobre plataformas antigas.
A remessa ocorre em ano estável para as matrizes das rentabilíssimas empresas locais. Em 2009 havia temor de terem ultrapassado a base legal em tentativa para salvar as controladoras. O exercício 2010 mostrou-as banindo a crise, mais cristalizadas, mas os repasses nacionais foram elevados, incrementados em 2011.
Dados de indústria automobilística no Brasil são de pouca clareza, pois a maioria se transformou em sociedade limitada, dispensando publicizar números de seus resultados. Tradicionalmente a indústria exporta grandes volumes de dinheiro e já enfrentou algumas CPIs e investigações a respeito. Um dos itens, o pagamento de assistência técnica provocou mudança na legislação ante a desconfiança de se tratar de remessa sem corresponder à prestação de serviços pelas matrizes.
Os repasses de 2011 coincidem com as medidas, afagos e proteções baixados pelos Ministérios da Fazenda, Ciência e Tecnologia, e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – a criação da barreira adicional e a gestação da permissão de reter parte do imposto sobre produtos industriais pagos pelos compradores e a chegar desfalcado aos cofres oficiais – um presente pago por nós contribuintes.

Consumidor
José Luiz Gandini, presidente da Abeiva, a associação dos importadores, pratica ativamente o Jus Esperneandi – brincadeira de advogados para o Direito de Espernear. Não perde oportunidade de protestar, buscar bom senso no Governo. Insiste sem resposta, quer informação lógica aos números que apresenta: o muro alfandegário é erigido apenas para os importadores sem fábrica. Os com fábrica no Brasil importam muito mais: 651.047 unidades, 19% do mercado doméstico. Os sem fábrica, 199.366 unidades, ou 5,82% do bolo.
Gandini propôs ao governo uma espécie de cota, conceito nunca admitido, desde que o governo José Sarney -1985-1990- sinalizou para a abertura das importações. Sugere que 200 mil unidades – volume assemelhado às importações em 2011 - possa ser trazido pagando apenas os elevados impostos vigentes até 17 de dezembro, quando se aplicou aos importados o adicional de 30 pontos.
Gandini lembra ao governo que não quer ser lembrado, que a presença dos importados refreia o ânimo dos elevados preços locais sobre carros sem conteúdo – o Fator Habib, nome do empresário que trouxe os chineses JAC equipados e forçou reduções nos concorrentes locais.

Roda-a-Roda

P’ra valer – A Volkswagen marcou para final de março iniciar vender nova edição do picape Amarok, brasileira incoerência de automóvel grande, diesel, transmissão automática. Como a Coluna antecipou nacionalmente, atrativa transmissão automática ZF com 8 velocidades e potência elevada a 180 cv.
Na real – O racionalismo alemão não entendia como alguém compra um veículo destes, diesel, em versão de topo, exigindo transmissão automática. Capitulou. Para enfrentar Nissan, Mitsubishi, Toyota – e proximamente Ford Ranger e Chevrolet S 10 – promoveu casamento entre câmbio e motor, este com adicionais 10% em potência.

Definição – Indústrias como a BMW e a Chrysler tem interesse em fazer veículos no Brasil para enfrentar o adicional do IPI criado pelo governo, dificultando a entrada dos importados e punindo o consumidor, contribuinte, eleitor, condenando-o a carros nunca evoluídos.

Luz - Entretanto o próprio governo federal, criador da barreira, não sabe dar solução à vontade dos investidores. Imagina-se em fevereiro surjam regra e tabela equilibrando imposição de impostos com índice de nacionalização. Tais números definirão produtos de BMW, Land Rover e Chrysler, e dirão como fazer aos apressados JAC, Chery e Hyundai-Piracicaba.

Proteção – A medida protecionista do governo federal não é apenas cortina pesada para esconder e proteger a incapacidade nacional de competir no exterior, condenando o país a ser secundário no mundo. Mais ampla, também reduzirá o IPI sobre os carros nacionais – não repassada ao consumidor.

Mercado – A Fiat tenta aumentar espaço para exportações enviando o picape Strada à Europa. Como aqui, cabines simples, estendida, dupla; decoração Working, Trekking e Adventure. Motorização específica, diesel 1.3 16V 95 cv de potência. Quer transmitir aos europeus a moda brasileira deixando de ver picape como carro de entregas leves e de agricultor. Se conseguir ...

Re-call – Diz a Volkswagen ter percebido em testes de laboratório a possibilidade de trincas nos pontos metálicos de ancoragem dos cintos de bancos traseiros do SpaceFox – Suran, na Argentina. Consertará graciosamente nos revendedores os 6.731 carros com defeito. Dê uma olhada no sítio www.vw.com.br ou tel 0800 019 5775

Melhores – Sorrisos em Itu, sede da importadora da Kia: o pequeno Picanto e o utilitário esportivo Sportage foram premiados na 14ª. Edição dos Melhores Carros promovida pelo com sítio Best Cars. É importante. Quando se fala em coreano a idéia é de Hyundais e, no caso, o Sportage superou o I 35.

Ungidos – Saiu a lista dos fabricantes considerados praticantes do índice de 65% entre peças e gastos nacionais – uma espécie de conceito da Zona Franca de Manaus aplicado nacionalmente.

Negócio – A Renault iniciou entregar as quase 1,3 mil unidades do utilitário Kangoo Express feita aos Correios.

Acompanhante – Vai à praia de carro ? Convite o Wurth. O alemão, com sobrenome Cavity Wax, é cera em spray para proteger carroceria de ferrugem. Aplicou, secou, protegeu. Vale para qualquer chapa metálica.

Mais uma – Outra fábrica de pneus no Brasil. Agora a Sumitomo Rubber, com pedra fundamental em Fazenda Rio Grande, na grande Curitiba. Pr.: investimento de R$ 560M; 1.500 empregados; 2.000 pneus para camionete/mês; inauguração 2013.

Deu certo – Crescendo em interesse, o 2o Salão Bike Show realizado no Rio de Janeiro, mostrou acerto em fórmula, local e prazo. Os 48 mil visitantes, importadores e fabricantes presentes, lançamento de produtos como o Scooter Bee 50 Alan e o pneu Michelin Commander II garantiram a próxima edição: última semana janeiro 2013.




Thursday, January 26, 2012

ACERVO DO MUSEU DO AUTOMÓVEL DE BRASÍLIA RECEBE LANDAU PRESERVADO PELA FORD



A Ford entregou um Galaxie Landau 1981 para o Museu do Automóvel de Brasília, que mantém um acervo de veículos de várias épocas. O modelo foi preservado pela Ford em condições originais nas últimas décadas, como um marco da produção nacional de veículos de luxo.
"O objetivo é contribuir para a coletânea histórica do Museu de Brasília e permitir que o público conheça de perto modelos de grande sucesso que iniciaram a indústria de automóveis no País. O Galaxie foi o primeiro automóvel Ford fabricado no Brasil e ficou conhecido por introduzir novidades como ar-condicionado, transmissão automática e direção hidráulica. Pelo seu requinte, durante muitos anos foi o 'Carro do Presidente'", destaca Rogelio Golfarb, diretor de Assuntos Corporativos da Ford.
O Museu do Automóvel de Brasília faz um trabalho importante de preservação da memória do setor automotivo no Brasil, que está intimamente ligado com o processo de industrialização. "Temos muito orgulho de fornecer este veículo para o seu acervo histórico", disse Rogelio Golfarb.

Galaxie Landau
O Ford Galaxie Landau foi entregue ao jornalista e curador do museu, Roberto Nasser, durante um evento com a presença de jornalistas do Brasil e da Argentina. O carro junta-se a outros modelos Ford expostos no local, que exibe ainda outro Landau histórico em seu acervo: o último utilizado pela Presidência da República, que serviu a vários presidentes e com 70.000 km rodados.
"O Ford Landau foi um símbolo e trouxe um padrão de espaço e conforto até então inédito no mercado brasileiro", disse o curador. "Imponente, era o carro preferido pelos executivos melhor sucedidos e foi adotado em 1969 como carro oficial da Presidência. Para nós, ele é muito mais que um automóvel, é o registro de uma época", agradeceu Roberto Nasser, descerrando a placa comemorativa.

Modelos históricos
O objetivo do Museu do Automóvel de Brasília é preservar modelos que representam patamares de tecnologia e também momentos econômicos e sociais do Brasil. "A introdução do automóvel nacional mudou o cenário do Brasil. Difundiu tecnologia para outros setores e permitiu a produção local de vários produtos que antes eram importados, desde lâminas de barbear a fogões e geladeiras", comenta Nasser.O museu conta com uma coleção limitada mas representativa, com cerca de 40 modelos que marcaram época. Entre eles um Fordinho 1919, o primeiro veículo montado no Brasil, e um Fordinho 1926, que deu início ao seu acervo.

"Foi com esse Ford 1926 que começou, para mim, a magia de utilizar e restaurar automóveis. É um modelo de 80 anos e poucos velhinhos são tão saudáveis e dispostos quanto ele", diz o curador.

O utilitário Rural, a picape F-100 e o Ford Ka são outros carros presentes no museu, que tem também uma exposição de motores, incluindo o Ford CHT do Corcel, o Endura e 1.0 Supercharger, além de uma biblioteca com mais de 8.000 livros aberta a pesquisadores e interessados.

"O objetivo é mostrar soluções de estilo e construção que marcaram cada uma dessas décadas. Na organização, procuramos reservar espaço para que as pessoas possam circular, ver detalhes e perceber a evolução dos veículos", completa Nasser.

Localizado no Eixo Monumental da Capital Federal, em frente ao Memorial JK, presidente que deu início à indústria automobilística no Brasil, o museu fica aberto ao público de terça-feira a domingo, no horário das 11h00 às 17h00. 

Wednesday, January 25, 2012

ROBERTO NASSER - DE CARRO POR AÍ


Coluna 0412/02  25.jan.2012




Peugeot 408 turbo já chegou
A novidade mereceria movimento e apresentação festivos para mostrar e chamar atenções sobre a opção do conjunto de motor e transmissão à altura das demais boas características do seu maior sedã feito no Mercosul. Mas a Peugeot agiu sem o impacto assinalador. Envia aos concessionários os 408 com motorização BMW 1600, 16 válvulas, turbo, e 185 cv de potencia – a mesma do RCZ. Vem atracado a transmissão automática de 6 velocidades, tipo nova edição, revista e melhorada do conjunto aprovado no 3008.
Tem tratamento individualizador, diferenciando-se do 2.0 porta as letrinhas THP – turbo high pressure, turbo de alta pressão. Confusão de publicitário: carro francês, feito no Mercosul, terminologia em inglês, e a alta pressão indicada não é no turbo, com social soprada de 1 bar, mas na injeção direta, que zune 150 vezes mais forte. Enredo de samba carnavalesco não faria melhor... Preço projetado em R$ 83.900, alinhado à condição existente para Peugeots de alta gama, se com entrada de 55%, restante em 12 vezes sem juros aparentes.
Válida a informação é de se presumir a supressão da versão Sport. Custa apenas R$ 2 mil menos, ante um oceano de diferença entre performance e prazer de dirigir.


308 vem aí
Terceira semana de fevereiro os 308, também argentinos, substituto do recém descontinuado 307, chegará ao mercado. Querem os concessionários que a agilidade dos novos executivos da holding PSA e da marca, promovam as boas qualidades do automóvel – não aproveitadas no 307.
A motorização inaugura o que Fabrício Biondo, diretor de marketing das marcas Peugeot e Citroën chama de novo motor, o 1.6 feito em Porto Real, 16 válvulas,     122 cv a etanol, válvulas com admissão variável e a novidade da partida elétrica Bosch, por aquecimento, sem o jurássico tanquinho de gasolina, um dos itens que depõem contra a engenharia brasileira.

A tentativa volta à individualidade
Automóveis perderam individualidade e personalidade ao somar o aparato eletrônico para projetá-los com as exigências legais de emissões, com redução de peso e menor resistência aerodinâmica. Regras idênticas, objetivos comuns, ferramentas iguais, resultam em coisas muito parecidas.
Para piorar, reduz o número de executivos interessados em automóveis como ícones de uma cultura, produto industrial mais importante do século passado, e nos organogramas das empresas há ascensão de finanças e baixa da engenharia.
Processos e produtos impactam usuários. Poucos se interessam pelo veículo, características, diferenças, ganhos tecnológicos, prazer em conduzir, vendo-os apenas mal necessário ante a falta de transporte público. E deles pouco sabem, sequer do Manual de Proprietário.
A indústria não interveio para instigar diferenças, características, prazer de uso, deixando-o virar anônima commodity. Sem o que exaltar, diretores comerciais assemelham-se a gerentes de banco e suas contas de juros, prazos e montantes para financiamento.

A Experiência Citroën
Em investimento não divulgado a Citroën alugou pelo 2012 o espaço da antiga loja Diesel no valorizado cruzamento das ruas Oscar Freire e Consolação, em S Paulo. Espaço caro na região mais cara do país, instala o seu Citroën Oscar Freire. Inspira-se, como contou a Coluna semana passada, na boa experiência do C42, espaço turístico-cultural da marca à Avenue Champs Elisées, em Paris.
Quer aproveitar os freqüentadores de elevado poder aquisitivo e as hordas de turistas para divulgar a marca. Nada de expor a linha de produtos, mas um ou outro, e local para rápidos shows, cursos, apresentação de moda, lançamento de livros, charmosa brasserie, as melhores revistas mundiais de cada segmento, detalhes explicados com entusiasmo por Francesco Abruzzezi, 40, italiano, ex-Fiat e novo diretor geral da Citroën no Brasil. A iniciativa se baseia em Cultura, Arte, Moda, Design, Gastronomia e Música. A clientes da marca, atenções especiais. A interessados, um totem para compor veículos, indicar preços, simular financiamentos.
Na prática, mostrar que os Citroën querem sair do saco de gatos onde estão hoje todos os produtos e marcas, disputando o cliente apenas e tão somente pelo preço final, ou pelo desconto, ou tamanho do financiamento, carência no pagamento, ou valor de parcela, ou alguma mágica aritmética. Enfim, resgatar a seus produtos serem vistos sobre formulação, conteúdo, design. O símbolo inicial do espaço será o DS3, com vendas a curto prazo.

Papo furado sobre CNH e renovação
Circula na Internet com a força das correntes, mensagem alertando sobre o vencimento da Carteira Nacional de Habilitação e sua não renovação no prazo de 30 dias. Segundo o texto, a omissão geraria perda da CNH e, para obte-la, seguir as novas regras do Contran - curso com nova base programática, custos elevados, etccc e tal.
A Coluna entendeu faltar base jurídica para a violência e, verificando a data da publicação da norma informada pela corrente, o 22 de novembro de 2011, constatou ter sido um domingo, quando o Diário Oficial da União não circula. Indagou da assessoria do Denatran e a resposta oficial está abaixo:


De: denatran <denatran@cidades.gov.br>
Data: 25 de janeiro de 2012 10:18
Assunto: Re: Fwd: Mudança no vencimento da CNH. e no extintor
Para: EDITA <edita@rnasser.com.br>
informação falsa.
Roda-a-Roda

Importados–  A Ford importará mais mexicanos New Fiesta hastch e sedan
para ampliar a inesperada liderança no recentemente criado segmento dos compacto Premium. Para dar substância ao negócio, reduziu em R$ 3.500 os preços sugeridos – agora respectivos R$ 45.950 e R$ 47.950.

Fica - Ventos goianos dizem que a Suzuki transferiria sua operação de Itambiara para a também goiana Catalão, onde se  montam Mitsubishis. Ambas as marcas são representadas pelo Grupo Souza Ramos. O eng Luiz Rosenfeld, presidente da Suzuki, informa ser especulação sem base. O que ocorre, explica, é o relacionar de operações industriais para saber se algumas podem ser feitas em Catalão e, com isto, facilitando a operação e aumentando o índice de nacionalização. Os Suzuki Jimny com alma goiana começam a ser montados no fim do ano. 

Lá fora – Balanço nas vendas da companhia em 2011, indica maior crescimento de vendas com o canadense Edge, e o turco Transit.  

Marco – O 100.000o. Porsche Cayenne será vendido no Brasil. Branco, versão S, motor V8, foi montado aos 20 de janeiro. No total o Cayenne, utilitário esportivo, com opções de motor V6 – 300 cv; S V8 - 400 cv; e Turbo V8 com dois sopradores e 500 cv, já vendeu 460 mil unidades, sendo o produto mais rentável da empresa.

Vemaguet fashion  Quer conhecer o novo Audi Q3 2.0 TSFI quattro ? Vá a revenda da marca. Menor dos utilitários esportivos da família, curioso por ter reduzido a potência dos motores 2.0, 16 válvulas, injeção direta e turbo alimentador, a 170 cv e outro 211 cv. Transmissão automática 7 marchas, suspensão independente, tração nas 4 rodas, roda livre. Entrega em maio.

Negócio – A ultrapassagem do EcoSport pelo Duster motivou a Ford a realinhar – reduzir – preço do seu utilitário esportivo. Oficialmente R$ 3 mil. Na prática, muito mais. Os distribuidores Ford ouvem propostas atrevidas para limpar pátio e garantir produção até o meado do ano. Deu resultado na primeira quinzena – o Eco re-assumiu a liderança.

Prévia – Olhada antecipada ao novo picape Ranger, em especial como vadear cursos d’água com até 80 cm de profundidade? 
Não há mágica. Aspiração e filtro elevados; caixas eletrônicas protegidas.

Lei – Iniciou valer a determinação do Denatran de paulatina agregação de sistema ABS nos freios e almofadas de ar em automóveis nacionais. A Volkswagen comemora obedecer à norma, informando aplicá-los em Gol Power, Gol Rallye, Voyage Comfortline e SpaceFox Trend. Por economia de escala, preço baixou a R$ 1.300.

Oportunidade – Ganhará pontos institucionais e vendas concretas a marca que, em lugar de descontos, oferecer os equipamentos sem custo.

Mais por menos - A Ford aumentou o conteúdo da linha Fiesta RoCam – 1.0 -e baixou o preço: R$26.900 Hatch e R$28.990 Sedan. No pacote com ar e direção hidráulica, compra 1.0 e leva 1.6 a respectivos R$33.900 e R$35.900. 

Garantia – Acordo interessante entre as associadas ao Conarem – Conselho Nacional de Retíficas de Motores: o serviço de uma tem garantia e assistência de qualquer filiado em qualquer lugar no país. Por hipótese um motor retificado no Rio Grande do Sul, se tiver problemas no Nordeste, lá será assistido, honrando a garantia de origem.

Ameaça – O governo carioca acertou com a Confederação Brasileira de Automobilismo: fará novo autódromo, em Deodoro, aprazível subúrbio, e receberá o atual, na Barra da Tijuca. Agora quer destruir um antes de fazer o outro. Promessa de político acreditada como verdade? Nem no Rio de Janeiro.

Realinhamento – As dificuldades da indústria automobilística fazem matrizes cortar despesas por si e filiais. A Peugeot cancelou seu programa de participar das 24 Horas de Le Mans, grande propulsora de imagem para seus diesel.

Aqui – Mais lucrativa operação mundial da marca, a Fiat no Brasil resumiu suas verbas de automobilismo. Na Argentina saiu da TC 2000, mais divulgada das categorias. E substituiu a Copa Linea por uma Copa Punto, com mais nova geração dos motores 1.4 T-Jet fornecidos pela Abarth, empresa Fiat, agora com 220 cv, câmbio de 6 marchas, freios Brembo.

Retífica RN – Atento, leitor Bob Sharp sugere esclarecer texto da Coluna
passada sobre a maneira sul americana de sacar contra o bolso do contribuinte: os 35 pontos porcentuais aplicados como barreira de proteção á falta de competitividade interna somam-se ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), não ao Imposto de Importação (II).

Gente – Cassio Pagliarini, engenheiro mecânico, retomada. OOOO Formulador de produtos na Ford e diretor na Renault, que deixou por exaustão, novo gerente geral de vendas e marketing na Hyundai - a original. OOOO Do ramo. OOOO Paulo Solti, 42, engenheiro metalúrgico, desafio. OOOO Usar experiência de formação de rede concessionária para sedimentar a Volvo, novo presidente. OOOO Sérgio Reze, 75, empresário, na messe. OOOO Após deixar a presidência da Fenabrave, a associação dos revendedores, aceitou a da Assobrav, dos distribuidores VW.OOOO Habilidade. A Volkswagen perdeu os executivos chave no marketing e comercialização. OOOO Maria das Graças Foster, executiva da Petrobrás, promovida.OOOO Era Diretora de Gás e Energia, será a nova Presidente. OOOO Amaro Bernardo da Silva, 59, motorista de taxi, passou. OOOO Era o último motorista de taxi Fusca, nele assassinado. Recife. OOOO

Thursday, January 19, 2012

Roberto Nasser - Salão de Detroit – e nós com ele ?



O NAIAS, salão promovido pelos revendedores regionais em Detroit, Michigan. EUA, é o indicador de como serão as disputas no mercado doméstico e seus reflexos no exterior com os produtos lá apresentados. É espécie de instrumento com dois ponteiros no mesmo gráfico, temperatura e freqüência, onde o ponto de encontro indica grandezas diversas quanto tempo e presença. Ano passado, congelado, como o rio Detroit que lhe passa ao lado norte, 735 mil pessoas arrostaram a fúria dos tempos e lá foram – para medir, esta é a freqüência no bi anualmente ensolarado Salão do Automóvel em SP. Neste, temperatura mais civilizada, espera-se mais - assim como as vendas no mercado interno em recuperação.
Se daqui a décadas um jornalista especializado for pesquisar para entender as mudanças comportamentais no mercado norte-americano, encontrará esta Coluna na Internet ou a mágica tecnológica que a suceda, lendo, com algum tradutor automático, concluindo: em 2012 o maior mercado ocidental mudou, sedimentou a realidade da mudança, reduzindo veículos e motores em downsizing – a tendência condensadora de motores e automóveis, turbinada pela ecologia e leis.
Aqui p’ra nós, você alguma vez imaginou que os icônicos, imponentes, luxuosos – e grandes – Cadillac e Lincoln pudessem encolher? Pois é. Estão do tamanho do Ford Fusion. Não pense serem o Cadillac reedição do Cimarron, e o Lincoln da anterior versão sobre média plataforma Jaguar, com economias sensíveis e perceptíveis. Não. Ao contrário, são menores, para quatro passageiros, extremamente equipados em segurança e detalhes eletrônicos, de interação, de segurança. Na prática o luxo desce de patamar.
As três marcas norte-americanas – Chrysler, considerada pela origem, pois agora é da italiana Fiat – são as novidadeiras no segmento. Juntas, com apenas, 30% do segmento dominado pelas alemãs BMW, Mercedes, Audi, VW, japonesas Toyota e Honda, coreanas Hyundai e Kia, aí focam atenções.
Pouco espaço, a Coluna foca nos automóveis que estarão em nosso mercado.

Ford Fusion
Crescendo em vendas nos últimos seis anos, caiu na preferência do mercado e quer dar passo maior em busca dos líderes Toyota Camry, Nissan Altima e Honda Accord – os automóveis mais vendidos dos EUA. O Accord vendeu 2% sobre o Fusion. O segmento dos médios é 52%. Fez pacote mercadológico industrial refinando linhas – a grade frontal lembra os elegantes Aston Martin – segurança, a maior interconectividade do setor, decoração. Industrialmente comunizou a plataforma mandando-o à Europa para ser vendido como Mondeo, e serve de base ao novo Lincoln de entrada, que pretende diferenciar-se por linhas. Para agradar a todo leque de clientes terá propulsão por gasolina; gasolina-elétrico; apenas elétrico. A gasolina, L4 1.6; 2.0 ecobooster (turbo); 3.0 e V6 3.5.  Para o Brasil V6 3.0, gasolina e gás-elétrico.


Dodge Dart
Talvez o de maior interesse ao Brasil. O Dodge Dart é uma plataforma de Fiat Bravo/Alfa Romeo Giulietta, com motores Chrysler L4 2.0, 16 v, 160 cv; ou L4 2.4; ou o conhecido 1.4 T Jet 160 cv, aqui utilizado pela Fiat. O estilo é da Chrysler e por isto tem o DNA da marca, sem cara de adaptação.
Referência que deve ser feita, Ralph Gilles, chefe do design da Chrysler, estava bastante apreensivo com a aprovação do Dart, primeiro produto da marca após assumida pela Fiat. Teve-a pelo ícone norte-americano do produto, ex-Ford, ex-Chrysler, ex-VP da GM, Bob Lutz foi ao stand da Chrysler, olhou o Dart, voltou-se a Gilles, cumprimentou-o, e disse: “Belo trabalho“. Uau.

BMW série 3
Refeito para ter mais potencia e menor consumo, 10 cm maior, mais esportivo, tem a pretensão comum: vender mais. Três versões: Sport, Luxury e Modern. Os modelos mantém-se distanciados entre os números e a cilindrada do motor. O 328, por exemplo, pode sugerir 2.800 cm3, mas é quatro cilindros em linha,  2.0, dois turbos, fazendo em torno de 260 cv. O 335 tem motor L6, 3.0, bi turbo, quase 350 cv.

Possíveis, prováveis
Cadillac ATS
Novo, plataforma própria, focado e 10 cm maior que seu concorrente de BMW série 3, Mercedes C, e, como estes, tração traseira, com a proposta de ser melhor e de ser o mais vendido da marca. Pretensioso, será feito também na China, em composição interessante: interior mesclando itens antagônicos como fibra de carbono e madeira; motor de 4 cilindros, L4, 2.0, turbo, impressionantes quase 300 cv; L4 2.5; e V6 3.6.
Possível vir ao Brasil ? Sim. A GM Brasil não se acerta com importados maiores que os carros locais, e este pode ser o complemento depois do tiro n ‘água que foi o Malibu.
Mercedes Classe C
Apesar do trombetear da imprensa brasileira interpretando pergunta ao presidente mundial da marca, é remotíssima possibilidade: a Mercedes acaba de adaptar a fábrica de automóveis de Juiz de Fora e iniciou fazer caminhões Actros e Acello. É preciso muita reversão de planos.
BMW
Virá, mas não será com Série 3, mas com um Mini não tão mini.
Land Rover
Declara-se interessada; ouve propostas e conversas; mas nada tem de sólido quanto a lugar, volume, modelos e tamanho da operação industrial.


Roda-a-Roda

Comando – O governo norte-americano deu como cumprida as promessas da Fiat na gestão da Chrysler com a apresentação de veículo capaz de fazer 17 km/litro de gasolina. O automóvel, sobre plataforma Fiat/Alfa chama-se, para agradar a torcida local, Dodge Dart.
Negócio Passou-lhe as ações remanescentes e agora a Fiat detém 58,5%. Demais 41,5% são do UAW Veba, fundo de pensão de seus trabalhadores.
Terceirizada Por acerto de trocas e sinergias tecnológicas, a Nissan dos EUA fará os motores de quatro cilindros Mercedes para os carros da ... Mercedes. O mundo dos negócios não tem credo, cor, ou bandeira. Fiel, só o consumidor.
Também Marca Jeep, a mais sólida na Chrysler, desembarcou no Brasil o utilitário esportivo Compass, à espera da emissão dos documentos oficiais para venda. Norte-americanos, pagam impostos, e serão vendidos a R$ 99.900, na versão com motor 2.0, 4 cilindros, 16 válvulas, 160 cv, atracado a caixa com transmissão por polias variáveis, a CVT, e tração apenas nas rodas dianteiras.
A Jeep gosta do número. É o que custam o Cherokee Sport e o Jeep Wrangler.
Caminho Bom sinal, o Range Rover Evoque foi considerado pelos jornalistas o Utilitário do Ano 2012 no Salão de Detroit, frente a concorrentes como os BMW X3 e o Honda CRV. O Evoque, o mais automóvel dos produtos Land Rover foi barrado pela mudança de impostos e custa, para começar, R$ 170 mil.

AcabouA GM, que havia transformado a Saab numa Opel sueca, levando-a ao final, negou-se a ceder tecnologia possível comprador. Assim, a empresa teve falência decretada. A chinesa Zongchen – que no Brasil faz motos em Manaus - comprou o maquinário.
Norte Em dezembro a Nissan cravou 11.700 vendas – 3,6% do mercado global. A marca, mandou Carlos Ghosn, número 1 mundial, deve conquistar 5% até 2014. Maiores vendas, March, Versa, mexicanos.
IdemA dacialização – os carros baseados nos conceitos de rusticidade e resistência dos carros Dacia, segunda marca Renault – dá certo no Brasil. A Renault lembra outra postura, a de fazer carros para se adaptar ás pessoas, e não o contrário.
Projeção Pesquisa da consultoria KPMG International entre executivos das maiores empresas automobilísticas do mundo indicam o Brasil como 3º. mercado em 2016. Outra projeção, os BRICS representarão 40% da produção e vendas.
Mais uma – Norte-americana Paccar assentou pedra fundamental de sua fábrica brasileira de caminhões DAF em Ponta Grossa Pr. Junto quer pólo produtivo com 50 fornecedores. Investirá US$ 200M para produzir 10 mil unidades/ano a partir de junho 2013. Fará do Paraná segundo pólo automobilístico no país.
Chegando A marca chinesa Zongfen é a terceira mais vendida do país ao vender em 2011 59 mil motocicletas. Líderes Honda e Yamaha, aqui há 35 anos