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Saturday, February 11, 2012

Serviços Veja dicas para comprar moto usada


Raspadas, gambiarra na fiação e desalinhamento podem indicar 'armadilha'.  Documentação também deve ser checada com atenção.











Moto Sahara (Foto: Fernando Garcia)Rivera e a Honda Sahara 97 que apresentou defeitos 17 dias após a compra (Foto: Fernando Garcia/G1)

O instalador de acessórios automotivos Bruno Augusto Rivera pensou que
estava fazendo um bom negócio ao comprar a moto usada de um amigo. Há 6
meses, ele adquiriu uma Honda Sahara 1997 com 39.000 km rodados por R$ 4
mil. “Aparentemente a moto estava em boas condições e ele me disse que
precisava substituir apenas um disco de embreagem”, relata. Porém,
depois de 17 dias, a moto já começou a apresentar outros problemas.





Na Sahara de Rivera havia uma série de defeitos entre tensor e corrente
de comando, válvulas de cabeçote, placa de partida e bomba e filtro de
óleo, que precisaram ser substituídos, além de uma retífica de pistões e
anéis. “Cheguei a reclamar ao antigo dono, mas ele não quis assumir a
causa. Aí preferi arcar com todo o prejuízo, que ficou em R$ 1.500,
entre peças e mão-de-obra”, lamenta. Atualmente, a motocicleta de Bruno
está passando por uma revisão.



O ideal, antes de comprar uma moto de segunda mão - desde que esteja em
bom estado geral - é levá-la para ser avaliada por um mecânico de
confiança. “Aconselho a pesquisar bastante e não comprar por impulso”,
alerta João Itamar, gerente de pós-venda da concessionária Comstar, em
São Paulo. Algumas "armadilhas" podem ser facilmente detectadas com uma
inspeção visual no veículo. O G1 ouviu especialistas para saber quais são os pontos a checar.





A aparência vai revelar o cuidado que o atual dono teve com a moto. Por
isso, a melhor maneira de descobrir o estado geral é ver se há pontos
de ferrugem, raspões, riscos, trincas, manchas, opacidade dos
componentes, peças e acessórios soltos e desregulados, etc. Procure
também por soldas feitas recentemente e desconfie se a moto antiga
estiver com a pintura muito nova, o que pode ser sinal de reforma.



Outra maneira de descobrir possíveis indícios de tombo ou batida, é
checar o estado de guidão, manetes, retrovisores, escapamentos,
lanternas e demais acessórios, que não podem conter riscos ou trincas.
"Caso a moto estiver com qualquer um destes defeitos, aconselho a
desistir da compra, pois é um forte sinal de que ela já tenha sofrido
uma colisão. Qualquer desalinhamento de rodas ou suspensão, ainda que
leves, no futuro pode trazer consequências ao novo proprietário",
aconselha Edson Esteves, professor de engenharia mecânica do Centro
Universitário da Fundação Educacional Inaciana (FEI).






Qualquer desalinhamento de rodas ou suspensão, ainda que leves, no futuro pode trazer consequências"



Edson Esteves, professor de engenharia mecânica da FEI


Além disso, Esteves aconselha a fazer um test drive, pois através dele é
possível notar alguns problemas com desalinhamento. "Uma moto com o
quadro ou suspensão empenada tende a inclinar para um dos lados ao virar
o guidão e, futuramente, vai comprometer outros componentes como os
pneus que vão desgastar com mais facilidade em um dos lados", explica.



Por falar neles, verifique se há desgastes irregulares, ou seja, o lado
esquerdo mais gasto que o direito, por exemplo. "O desgaste tem de ser
uniforme na parte central do pneu, tanto o dianteiro, quanto o
traseiro", diz o empresário Robson Portela, da oficina especializada em
motos nacionais e importadas LR Motos, de São Paulo . Os especialistas
alertam para o fato de que algumas lojas de motos podem tentar mascarar o
problema instalando pneus novos. A dica é desconfiar de motos muito
usadas com pneus novos.



Outro ponto fundamental é a parte elétrica. Peça ao vendedor retirar
todos os componentes que cobrem o chicote elétrico, como o assento e a
carenagem plástica. A fiação precisa estar em ordem e sem emendas ou
descascadas. "Aproveite e teste o funcionamento dos faróis, luzes
repetidoras de direção (setas), luz de freio e buzina, completa.



Para avaliar o sistema de escapamento, a melhor forma é ligar a moto,
para verificar ruídos excessivos no funcionamento, o que pode indicar
furos nos canos. "Evite comprar as unidades com escapamento esportivo,
pois as chances de serem reprovadas em uma inspeção veicular
obrigatória, se houver no seu estado ou cidade, serão grandes", revela
Portela.



O que diz o hodômetroNem sempre a boa aparência é
garantia de aquisição segura. "Aconselho as pessoas a tomarem cuidado
com motos muito rodadas. Uma moto do ano 2006 com o hodômetro marcando
50.000 km, por exemplo, já é bom fugir, pois nem sempre o antigo dono
fez as devidas revisões recomendadas pelo fabricante”, explica o gerente
de pós-venda, João Itamar.



Por falar em quilometragem, atenção com as motos 'pouco rodadas'.
Apesar do que aparece no hodômetro, elas podem revelar a idade avançada
em outros pontos, como pedaleira gasta. “Uma moto com 5.000 km, por
exemplo, não pode ter este componente desgastado. Quando abaixar para
ver as pedaleiras, aproveite para ver se não estão raladas, sinal de
tombo”, indica Itamar.




Moto usada (Foto: Fernando Garcia)Analisador de gases avalia alterações nas emissões de gases e ruídos (Foto: Fernando Garcia/G1)

Outra regra importante ao comprar a moto usada, principalmente de
lojista, é exigir o serviço de mapeamento realizado através de um
equipamento apropriado como o analisador de gases, por exemplo. Com ele,
é possível diagnosticar alterações, como emissões de gases e ruídos,
fora do padrão exigido, por exemplo, pela Controlar -órgão de inspeção
ambiental veicular, que atua em São Paulo.



A visita ao mecânico vale para verificar itens "como as trocas de óleo
do motor, freios dianteiro e traseiro, pneus etc", explica o empresário
Robson. O especialista saberá verifcar o alinhamento do chassi e o
conjunto da suspensão. Se qualquer um destes componentes estiver
minimamente desalinhado, é possível que a moto já tenha sofrido uma
colisão.



Seus direitos

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a pessoa que adquirir
qualquer veículo - novo ou usado- em estabelecimentos comerciais e
descobrir algum tipo de problema tem um prazo de 90 dias para fazer
reclamação à loja.



“Caso o defeito não seja solucionado em 30 dias, a pessoa poderá exigir
a troca do veículo por outro da mesma espécie ou cancelar a compra, com
a devolução da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço”,
explica Carina Minc, assessora técnica do Procon-SP. Além da garantia
estabelecida de 90 dias, a loja também poderá fornecer ao cliente uma
garantia contratual, que não é obrigatória. Neste caso, o comprador
poderá exigir um termo por escrito especificando quais as condições da
garantia oferecida.



Para o caso de compras diretas de pessoas físicas, "a garantia é de 30
dias após a compra”, diz Carina. O negócio é regido pelo Código Civil.
Se o problema não for resolvido entre as partes, a pessoa que se sentir
lesada poderá procurar a Justiça.



Documentação

Outro item que merece atenção por parte do comprador é a documentação. É
lá que constarão todas as informações da marca, modelo, ano/modelo,
chassi, placa e cor. “É de suma importância o interessado conferir o
número do chassi que é gravado no quadro da moto com a documentação.
Além disso, os números precisam estar legíveis, o que garante a sua boa
procedência”, alerta Portela. O número do chassi é impresso atrás do
garfo.



Também é recomendável verificar no Detran se a placa bate com os
números do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). Outros
cuidados são com relação a dívidas ou alienação junto a instituições
financeiras, Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA),
seguro obrigatório (DPVAT) etc.



Observe também se a moto possui o manual do proprietário e o livreto de
manutenção do veículo. Exija do antigo proprietário estes documentos,
que devem ser carimbados com as revisões obrigatórias. Caso o antigo
dono diga que perdeu ou que o manual não veio quando ele comprou a moto,
o melhor a fazer é desistir da compra, diz Portela. “O manual com todas
as revisões mostra um dono cuidadoso. Dê preferência para os que têm os
carimbos das revisões."





Fonte: g1.globo.com

Disponível no(a): http://g1.globo.com/carros

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Friday, October 7, 2011

CONHEÇA OS SETE PECADOS CONTRA OS PNEUS ANTES DE PEGAR A ESTRADA











Até o fim deste ano, temos três feriados pela frente e por conta disto, as oficinas de reparação automotiva estão mais cheias. O motivo da maior movimentação, claro, é deixar a manutenção do carro em dia, antes de colocar a família a bordo e colocar o pé na estrada.No caso dos pneus, a revisão não deve ficar restrita àquela recalibragem feita nos postos de serviços, enquanto o tanque de combustível é reabastecido. A resolução 558/80 do Contran estabelece que trafegar com pneus carecas é infração grave, com punição de cinco pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 127. Além disso, o que pouca gente se dá conta é que um acidente causado por um pneu careca ou demasiadamente descalibrado, além de todo o prejuízo material, ferimentos ou até mesmo vítimas fatais, pode acarretar a suspensão da cobertura por parte das companhias seguradoras.

Para evitar esses e outros aborrecimentos, despesas e riscos desnecessários, a Bridgestone, maior fabricante de pneus do mundo, revela os sete maiores pecados contra os pneus e o que fazer para evitá-los:

1. Pressão incorreta
Rodar com o pneu abaixo da pressão indicada aumenta a área de contato com o piso, gerando um desgaste mais acelerado nos ombros do pneu (extremidades), torna a direção do veículo mais pesada e pode gerar uma eventual desagregação da rodagem (parte que toca o solo) devido ao excesso de calor gerado. Além disso, exige mais esforço do motor, fazendo com que o veículo consuma mais combustível e polua mais. Por outro lado, o excesso de pressão pode causar desgaste mais acentuado no centro da rodagem, perda de estabilidade em curvas, rachaduras na base dos sulcos, maior propensão a estouros por impacto e maior facilidade de penetração de objetos. A pressão correta é a indicada pelo fabricante do veículo e tem grande influência no comportamento dinâmico deste.

Outro ponto importante é não se esquecer de checar as condições do estepe. Além de conferir se o mesmo se encontra no lugar (há inúmeros relatos de furtos na rua, em estacionamentos ou serviços semelhantes), é importante mantê-lo pronto para o uso.

Uma dica interessante é colocar até cinco libras a mais do que o normal, já que o pneu reserva nem sempre é calibrado com a mesma frequência dos pneus em uso.

2. Desgaste excessivo
No caso de chuva, a pouca ou nenhuma profundidade dos sulcos compromete o escoamento da água que fica entre o pneu e o piso, o que aumenta significativamente o risco de aquaplanagem e a perda do controle da direção por parte do motorista. A profundidade mínima dos sulcos do pneu, indicada pelos TWIs (Tread Wear Indicators), que são "ressaltos" da borracha vistos dentro dos sulcos, é de 1.6 mm de profundidade. Abaixo dessa medida, em qualquer parte dos sulcos, o pneu já passa a ser considerado "careca" e passível de autuação pelas autoridades de trânsito.

3. Riscar o pneu
Para tentar prolongar a vida útil do pneu, alguns motoristas adotam o recurso de fresar a banda de rodagem quando esta chega ou ultrapassa o limite de segurança indicado pelos TWIs (Tread Wear Indicator). A prática, mais conhecida como "riscar os pneus" é totalmente condenada pelos fabricantes, e consiste no redesenho da banda de rodagem feito por borracheiros irresponsáveis, usando para isso uma lâmina quente própria para esse fim. Ao ter retirada parte da borracha que compõe sua estrutura, deixando por vezes a lona aparente, o pneu perde sua resistência, podendo provocar seu estouro em pleno movimento.

4. Consertos inadequados
Na maioria das vezes, ao consertar um pneu furado, os borracheiros utilizam o chamado "macarrão", que é um filete de borracha introduzido por meio de uma agulha na perfuração que se quer eliminar, dispensando a desmontagem da roda. Porém, esse recurso deve ser utilizado provisoriamente e substituído pelo manchão ou plug assim que possível, pois, por tempo prolongado, o macarrão pode permitir o vazamento da pressão do pneu. Além disso, a remoção do pneu da roda para a aplicação do conserto permanente permite avaliar a real extensão do dano causado no interno do pneu. Em relação aos danos nas laterais do pneu, o mais indicado é que se substitua o componente, já que não é permitido o reparo nas laterais de pneus de passeio.

5. Não fazer a manutenção da suspensão
De nada adianta colocar pneus novinhos, se a suspensão e outras partes do veículo não estejam em bom estado. Uma suspensão mal calibrada e com peças desgastadas provoca o desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro. Um dos sinais de que o alinhamento do veiculo não está correto e que partes da suspensão podem estar gastas ou danificadas é o desgaste irregular ou prematuro dos pneus.

6. Não efetuar o rodízio
O rodízio de pneus tem por função equalizar o desgaste e garantir uma vida longa e uniforme a eles. Deve ser realizado segundo a recomendação que consta no manual do veículo ou na falta desta a cada 8 mil quilômetros para pneus radiais e 5 mil para pneus diagonais.

7. Não alinhar e balancear as rodas
Desvios mecânicos provocam desgastes prematuros de pneus e desalinhamento de direção, deixando o veículo instável e inseguro. Deve-se alinhar o veículo quando sofrer impactos na suspensão, na troca de pneus ou quando apresentarem desgastes irregulares, quando forem substituídos componentes da suspensão, quando o veículo estiver puxando para um lado, ou a cada 10 mil km.

O desbalanceamento das rodas, além de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e no próprio pneu. Deve-se balancear as rodas sempre que surgirem vibrações, na troca ou conserto do pneu ou a cada 10 mil km.