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Friday, February 10, 2012

Cosan: Flórida poderá usar etanol brasileiro

Agência Estado

O etanol brasileiro poderá, no médio prazo, abastecer o mercado da Flórida e da costa leste norte-americana, de acordo com o presidente da Cosan, Marcos Lutz. Segundo ele, a Flórida está mais perto do Brasil do que a região de produção de etanol de milho dos Estados Unidos, que fica no centro-oeste do país, o que daria ao Brasil vantagem competitiva. Essa competitividade já foi beneficiada com o fim do imposto de importação sobre o álcool combustível nos Estados Unidos, eliminada em 31 de dezembro passado.

Lutz ressalta, contudo, que o maior ganho com o fim do imposto foi a abertura para a indústria mundial de biocombustível: “O comércio mundial ficará mais afinado e tanto as importações como as exportações de etanol dos Estados Unidos irão aumentar”, explica. Segundo o executivo, hoje a Raízen tem clientes cativos de longo prazo para quem exporta etanol para fins químicos e alimentares.

Thursday, February 9, 2012

Argentina complica as importações


Agência Estado 

Marina Guimarães, correspondente da Agência Estado em Buenos Aires, registra que ao final da primeira semana de aplicação do sistema burocrático para as importações na Argentina, a Administração Federal de Rendas Públicas (Afip), equivalente à Receita Federal, recebeu cerca de 16 mil Declarações Juramentadas Antecipadas de Importação (DJAI), mas apenas 4.700 foram aprovadas. Outras 2.900 foram negadas e as demais estão sob análise da secretaria de Comércio Interior, liderada por Guillermo Moreno, segundo dados da Câmara de Importadores da República Argentina (Cira). 

Segundo a a jornalista, as DJAI são apresentadas junto à Afip, mas precisam ser aprovadas também por Moreno. Além disso, o secretário exige um formulário paralelo, denominado Nota de Pedido, que deve ser enviado por email, informando sobre cada um dos itens que o importador deseja comprar e está sujeito à aprovação ou veto. 

"O sistema é muito complicado e, por enquanto, está prejudicando os grandes importadores", afirmou o presidente da Cira, Diego Pérez Santiesteban. Ele disse que as empresas que importaram um valor máximo de US$ 500 mil em 2011 não estão tendo problemas para receber aprovação de suas compras. 

Santiesteban afirmou que as declarações apresentadas estão se acumulando, mas "ainda não venceram os 13 dias de demora, prometidos pela Afip e não sabemos bem quais são os critérios para analisar os pedidos".

Entre os empresários persistem muitas dúvidas sobre o funcionamento do sistema. A principal delas diz respeito ao critério que o governo está usando para aprovar ou não as importações. Também preocupa o fato da duplicidade de aprovações requeridas. Outra situação apontada pelos empresários é a exigência para que assinem um documento se comprometendo a exportar o mesmo valor que importam. 

No ano passado, a Cira verificou 835 mil operações de compras do exterior. Com as medidas que entraram em vigor no dia primeiro de fevereiro, estima-se que haverá importante redução desse volume. As importações aprovadas na última semana foram de insumos para a indústria, material hospitalar e um carregamento de frangos do Brasil. 

Wednesday, February 1, 2012

Venda de carros é recorde para o mês de janeiro


O Estado de S.Paulo
Faltando ainda o resultado de ontem, que será computado hoje, o mês que terminou foi o melhor janeiro da história em vendas de veículos novos. Até o dia 30, os licenciamentos já somavam 251,1 mil unidades (com caminhões e ônibus), ante 244,8 mil registrados em todo o mês de janeiro de 2011, até então recorde para o período. Na comparação com dezembro, houve queda de 27,2%. Dezembro foi o mês em que mais se vendeu carros em 2011, com 348,3 mil unidades, e janeiro tradicionalmente é mais fraco, dizem analistas do setor.
Este janeiro foi marcado por feirões, sorteios de carros e o não repasse integral do aumento de 30 pontos porcentuais d o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para modelos importados - que ainda assim tiveram despenho abaixo do resultado do mercado total.
"Houve um festival de descontos", diz Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK. Os estoques estavam elevados no início do ano e as empresas queriam desovar modelos da linha 2011.
O ano também começou com mudança no ranking de vendas dos automóveis e comerciais leves. Até dia 30, a General Motors liderava o mercado, com 21,2% de participação nas vendas. A disputa pelo segundo lugar estava acirrada, com a Volkswagen à frente da Fiat por apenas 145 carros, e ambas com 20,6% de participação nas vendas.
Lista. O governo divulgou ontem a lista definitiva das montadoras que estão livres do pagamento do IPI mais alto por cumprirem regras de produção nacional e investimento. Estão na relação 18 empresas com fábricas no País, que comprovaram utilizar 65% de conteúdo regional na produção local. A única fora da lista é a indiana Mahindra. Carros que essas marcas importam de fora do Mercosul e do México vão pagar IPI maior até dezembro, a exemplo dos importadores independentes. O governo ainda não definiu se abrirá exceção para empresas com projeto de construção de filiais no País, como a chinesa JAC./CLEIDE SILVA e EDUARDO CUCOLO

Temor de calote faz cair crédito para a compra de veículos


O Estado de S.Paulo
O consumidor tem encontrado mais dificuldade para financiar a compra do carro novo. Apesar da queda nos juros, os clientes têm visto suas propostas de financiamento sendo recusadas pelos bancos por questões de renda.
A contratação de novos empréstimos para compra de veículos, por parte de pessoas físicas, caiu 3% em 2011 em relação ao ano anterior, primeiro resultado negativo anual desde 2008. O recuo mais forte ocorreu no último trimestre, de 17% em relação ao mesmo período de 2010.
De acordo com os bancos de montadoras, essa retração está relacionada ao aumento da inadimplência, que dobrou no ano passado, e à piora no perfil de renda dos clientes que buscam crédito. Os atrasos acima de 90 dias, período em que o cliente começa a ser considerado inadimplente, passaram de 2,5% em dezembro de 2010 para 5% no final de 2011. A taxa está próxima do recorde de 5,45% de junho de 2009./EDUARDO CUCOLO

Thursday, January 26, 2012

Real está entre as moedas mais caras de emergentes, calcula ING


Fonte: Agência Estado
Via: Abrac Online


Já o peso mexicano é a mais barata entre os países emergentes, segundo levantamento do banco
O peso mexicano é a moeda mais barata entre os países emergentes atualmente, enquanto o real, apesar da desvalorização de 11% frente ao dólar em 2011, está entre as mais caras, juntamente com a lira turca e o peso argentino. O cálculo foi feito pelos estrategistas de câmbio do banco ING e tomou como base a paridade do poder de compra (PPP, na sigla em inglês) para uma cesta de 25 produtos e serviços que correspondem a um valor de 100 euros.
O PPP é um índice que ficou mais conhecido desde 1986 quando a revista inglesa The Economist passou a fazer comparações entre as moedas mundiais tomando como base o preço em dólar americano de um sanduíche Big Mac. A diferença do estudo do banco ING é que a moeda de referência é o euro e, em vez de sanduíche, utiliza uma cesta de produtos e serviços. "Ao tomar o euro como a moeda-base da cesta de produtos, quase todas as moedas atreladas à órbita do dólar, como o real, podem parecer mais caras, uma vez que com a crise na Europa, o euro sofreu uma desvalorização ao longo do ano passado", disse à Agência Estado Chris Turner, o estrategista-chefe de câmbio do banco ING em Londres e autor do estudo.
O conceito de paridade do poder de compra foi elaborado pelo economista sueco Karl Gustav Cassel em 1918 e calcula a quantia que pessoas em diferentes países gastam para comprar uma mesma cesta de produtos e serviços, refletindo, portanto, uma taxa de câmbio que leva em conta fatores como, por exemplo, o nível de renda e a inflação. "Ao calcular quantas cestas de produtos e serviços uma quantia de 100 euros poderia comprar, chegamos a uma medida de quais moedas mundiais estão caras ou baratas, especialmente num horizonte de longo prazo", afirmou Turner. Segundo ele, o cálculo foi feito no final de 2011.
Com 100 euros, qualquer pessoa poderia comprar 1,3 cesta dos 25 produtos e serviços no México, enquanto os brasileiros e os turcos comprariam o equivalente a um pouco mais de 0,7 cesta. Além do peso mexicano, as moedas dos países do Leste Europeu foram as que ficaram mais baratas em 2011. Os poloneses, por exemplo, compravam um pouco menos de 1,1 cesta em março de 2011. No final do ano, seria possível comprar 1,2 cestas com os mesmos 100 euros. A depreciação cambial no México e nos países do Leste Europeu foi o principal motivo para deixar as cestas de produtos mais baratas. Por outro lado, as moedas da Índia, de Hong Kong e da Ucrânia foram as que ficaram mais caras no ano passado. "Uma elevada inflação explica por que as moedas da Índia, Hong Kong e Ucrânia ficaram mais caras", disse Turner.
Em relação ao real, Turner acredita que há um grande potencial para maior desvalorização frente ao dólar devido à perspectiva de cortes adicionais da taxa básica de juros. No final de 2011, os estrategistas do ING projetavam que seriam necessários até R$ 2 para comprar US$ 1 no primeiro semestre deste ano, em razão do agravamento da crise da zona do euro e também dos cortes adicionais da taxa Selic. "Hoje, essa estimativa parece menos provável do que no final do ano passado", comentou Turner. O dólar comercial fechou essa terça-feira, 24, cotado em R$ 1,77.
No dia 18 de janeiro, o Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual para 10,5%. Os analistas do ING projetam um total de cortes em todo o ano de 2012 de 2 pontos porcentuais, ou seja, haveria, nas estimativas deles, uma redução adicional de 1,5 ponto porcentual para acontecer, com a Selic caindo para 9%
   

Wednesday, January 11, 2012

Brasil importa etanol de milho e exporta o de cana


O Brasil importou 1,1 bilhão de litros de etanol dos Estados Unidos em 2011, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O volume é recorde e muito superior aos 74 milhões de litros importados em 2010. 


Segundo a Secex, as importações de etanol dos Estados Unidos representaram 96,7% do total importado pelo Brasil em 2011, que atingiu perto de 1,14 bilhão de litros. As operações foram realizadas principalmente via Região Nordeste, onde o preço menor do frete garante margem maior para a operação. Em dezembro, a importação foi recorde histórico para um único mês, atingindo 279,71 milhões de litros, ante 152,2 milhões em novembro e 132,32 milhões em outubro. A menor produção de etanol em 2011/12 levou ao aumento das importações do biocombustível. 

Já as exportações do produto caíram 54,7%, para 1,96 bilhão de litros, de acordo com a Secex. Já as exportações de etanol para os Estados Unidos subiram de 313,4 milhões de litros em 2010 para 663,925 milhões. O aumento foi impulsionado pelos prêmios pagos pelos Estados Unidos para o etanol avançado, categoria em que o etanol de cana-de-açúcar está incluído, por ter ciclo de emissões reduzidas em relação ao álcool de milho, graças à maior produtividade da cana e reabsorção de CO2 nas plantações. Com o prêmio pago pelo produto brasileiro, o Brasil pôde exportar etanol de cana e importar etanol de milho e ainda ganhar um prêmio na operação. Em 2012, a expectativa é de que as exportações para os Estados Unidos podem crescer ainda mais com a queda da tarifa de importação a partir de 31 de dezembro de 2011.


FONTE: AGENCIA ESTADO
VIA: www.automotivebusiness.com.br

Monday, December 5, 2011

Desvantagem do etanol cresce de outubro para novembro

Agência Estado

A desvantagem do etanol em relação à gasolina acentuou-se em novembro ante outubro na cidade de São Paulo e está próxima a 71%, segundo dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgados nesta sexta-feira, 2. De acordo com a instituição, a relação entre o preço dos dois combustíveis atingiu 70,94% no mês passado, ante 70,23% em outubro. Em novembro de 2010, a relação estava em 64,79%.

“A taxa não só está acima de 70% como é a mais alta dos últimos quatro anos. Este ano foi ruim para o motorista que prefere abastecer o carro com etanol. Tivemos uma safra de baixa produtividade. Tanto que, em abril, a relação entre o combustível de origem vegetal e a gasolina ficou acima de 80% (80,80%)”, observa o coordenador-adjunto do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Rafael Costa Lima.

O uso do etanol deixa de ser vantajoso quando seu preço representa mais de 70% do valor da gasolina. O cálculo é feito considerando que o poder calorífico etanol equivale a 70% do poder da gasolina. Entre 70% e 70,50% considera-se indiferente a utilização de gasolina ou etanol no tanque.

De acordo com a Fipe, o preço médio do etanol apresentou variação positiva de 1,52% no fechamento do IPC de novembro. A gasolina subiu menos, 0,48%. Ambos colaboraram para a inflação de 0,24% do grupo Transportes em novembro. A alta dos combustíveis é normal neste período do ano, segundo o coordenador adjunto do IPC. “O etanol geralmente sobe nesta época por causa da entressafra da cana”, diz Lima.

De acordo com Costa Lima, apesar da expectativa de chegada da nova safra de cana-de-açúcar em meados de maio, a relação deve continuar desfavorável ao álcool nas bombas. “Só talvez não chegue a 80% como em abril, quando houve desabastecimento de etanol”, conclui o coordenador-adjunto da Fipe.