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Tuesday, January 31, 2012

Paccar/DAF foca em nacionalização no Brasil




Pedro Kutney, AB 

www.automotivebusiness.com.br
Enquanto constrói sua fábrica de caminhões DAF em Ponta Grossa, Paraná, que começa a produzir a partir de junho de 2013, a Paccar já definiu uma rede de 50 fornecedores locais, com o objetivo de iniciar as operações com índice de nacionalização de 60% a 65%. “Temos a cadeia de suprimentos bem encaminhada para atender a legislação e garantir financiamentos com taxas competitivas”, afirma Marco Antonio Davila, presidente da empresa no País, referindo-se à linha BNDES/Finame para compra de veículos comerciais, que exige conteúdo nacional mínimo de 60%. 

Em encontro com jornalistas na segunda-feira, 30, Davila revelou estratégia pouco diferente da divulgada em outubro passado, quando disse que os caminhões DAF seriam inicialmente importados para venda no mercado brasileiro a partir do fim deste ano ou começo de 2013, “a depender das condições econômicas” (leia aqui). Com a desvantagem do imposto maior e financiamento mais caro para veículos importados, a Paccar decidiu importar de 200 a 300 unidades do extrapesado XF apenas para o abastecimento inicial das concessionárias no País, que devem abrir as portas para pré-venda entre abril e maio, enquanto aguardam para junho o primeiro lote de caminhões DAF XF feitos no Paraná. 


“Mas os modelos importados já serão produzidos na Holanda com muitos componentes exportados de fornecedores no Brasil”, disse. Segundo o executivo, a empresa negocia essa condição com o governo para poder trazer os produtos sem pagar impostos maiores – em princípio, termina em dezembro próximo a aplicação de 30 pontos porcentuais sobre o IPI de veículos importados de fora do Mercosul e México, porém muitos no setor trabalham com a possibilidade de continuação dessa sobretaxação. 

COMÉRCIO EXTERIOR CRUZADO 

Para ajudar no rápido aumento do índice de nacionalização no Brasil, além de comprar componentes no País, a Paccar também traçou uma interessante estratégia de comércio exterior cruzado, com a exportação de componentes fundidos do motor. “A Tupy (de Santa Catarina) vai mandar para nossa fábrica na Holanda blocos, cabeçotes e virabrequins para serem montados nos motores que nós vamos importar de lá para o XF”, explicou Davila, acrescentando que diversos agregados também serão comprados e instalados no País.

E não seria mais barato e simples comprar o motor inteiro aqui mesmo de fabricante independente, como a Cummins, que já fornece para alguns modelos da Paccar? “É mais barato, contudo seria complicado adaptar. Hoje usamos os motores de 4 e 6 litros da Cummins e no Brasil vamos fazer primeiro o XF (extrapesado que usa o motor Paccar MX, de 12,9 litros).” Além disso, Davila explica que a estratégia é começar as vendas no Brasil com um motor próprio, para diferenciar a DAF dos concorrentes como marca premium. Mas ele confirma que a Cummins será a fornecedora dos motores dos outros modelos a serem montados no Paraná: os médios da linha CF 85 e 75, a partir de janeiro de 2013, e os leves da linha LF que devem começar a ser produzidos em 2015. 

Davila avalia que a linha logística de fornecimento estará bem azeitada no Paraná com as melhorias prometidas para o Porto de Paranaguá, a 200 km da fábrica de Ponta Grossa, que costuma formar filas quilométricas de caminhões na época das exportações da safra de soja. “Se tivermos problemas poderemos usar Santos (SP) também, mas Paranaguá já está separando o fluxo de embarque de grãos da movimentação de contêineres. Com isso pretendemos movimentar nossos suprimentos por lá, tanto importados como de fornecedores nacionais, além de fazer exportações”, conta.

INVESTIMENTO NOS FORNECEDORES

A Paccar negocia investimentos diretos em alguns fornecedores, como é o caso da Automotiva Usiminas, que vai receber em Pouso Alegre (MG) partes estampadas importadas da Holanda e executar a soldagem e pintura das cabines. “Provavelmente teremos de colocar recursos lá para montar uma linha exclusiva”, revelou Davila. No Brasil a Paccar também vai terceirizar a fabricação de alguns componentes, como é o caso dos eixos dianteiros, feitos pela própria empresa no exterior e que aqui serão fornecidos pela Meritor. 

Com essa estratégia, será possível chegar a níveis elevados de nacionalização sem aumentar o investimento na fábrica, programado em US$ 200 milhões, com a contratação inicial de 200 empregados diretos para produzir cerca de 1 mil unidades em 2013 – o número deve chegar a 500 funcionários para fazer de 4 mil a 5 mil veículos em 2014. “Só não abrimos mão da montagem final, que é estratégica para manter altos os nossos padrões de qualidade”, diz Davila. Dos fornecedores é exigido índice máximo de 50 ppm (peças defeituosas por milhão). A linha de produção paranaense, a oitava planta de caminhões do grupo no mundo, “vai adotar as melhores práticas da Paccar”, segundo informa o executivo. Por isso a liderança do projeto é de engenheiros da fábrica de Leyland, na Inglaterra, onde atualmente a empresa apura os mais altos indicadores de eficiência e qualidade. 

A Paccar divulgou a lista de seus 15 maiores fornecedores no Brasil. Veja abaixo: 

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Saturday, January 28, 2012

DUNLOP: Sumitomo Rubber do Brasil lança pedra fundamental de fábrica no Paraná



O presidente mundial da Sumitomo Rubber Industries, Sr. Ikuji Ikeda, e o presidente da empresa no Brasil, Sr. Ippei Oda, recebem o governador do Estado do Paraná, Sr. Beto Richa, em uma cerimônia que marca o início da construção da fábrica de pneus da marca Dunlop em Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba. A previsão de conclusão da obra é abril de 2013, com início da produção previsto para outubro do mesmo ano. A operação da fábrica demandará a contratação de 1.500 colaboradores das mais diversas áreas até 2017.

Esta será a primeira fábrica da Sumitomo Rubber Industries fora do continente asiático e receberá investimentos de R$ 560 milhões (US$ 346 milhões). A capacidade total de produção será de 15 mil pneus por dia e será atingida após três anos de operação, sendo que no primeiro ano serão produzidos 2.000 pneus por dia. Em sua primeira fase serão fabricados pneus para carros de passeio, caminhonetes e veículos de carga. O plano estratégico da empresa contempla a exportação para todos os países das Américas do Sul e Central, a partir do Brasil. Atualmente estas regiões são abastecidas com produtos vindos do Japão, Indonésia e Tailândia.

O terreno em que a fábrica ficará localizada possui uma área de aproximadamente 500.000 m² e irá adotar um novo conceito produtivo chamado sistema “Taiyo”, que aumenta a eficiência na produção de pneus radiais de passeio e camioneta. Além disso, a fábrica terá emissão zero de poluentes, resultado de modernos processos de produção e controles de emissões atmosféricas e de efluentes. Entre eles, o destaque é a estação de tratamento de água que irá garantir que a água descartada seja 100% tratada. A diretoria e a administração também serão instaladas no mesmo local da fábrica.

Com o investimento, a partir de junho de 2012 as vendas para o Brasil passam a ser realizadas pelo escritório de vendas localizado em São Paulo e os pneus comercializados serão importados pela própria Sumitomo Rubber do Brasil, direto de outras fábricas (Japão, Tailândia e Indonésia) até que a fábrica localizada na Fazenda Rio Grande comece a produção dos pneus nacionais em outubro de 2013. O objetivo da empresa é que a rede de distribuidores já esteja consolidada para o início das operações da fábrica, programada para o segundo semestre de 2013.


Fábrica de pneus Dunlop em Fazenda Rio Grande – Principais Números

Área Total do Terreno

500.000 m²
Área Construída

84.565 m²
Capacidade de Produção

15 mil pneus/dia
Investimento Total

R$ 560 milhões
Empregos

1.500 vagas
Início das Obras
Fevereiro 2012
Inauguração da Fábrica
Abril 2013

Thursday, December 22, 2011

Paccar/DAF começa obras em 9 de janeiro






Redação AB 



No próximo dia 9 de janeiro a Paccar dá início oficial às obras de sua fábrica de caminhões DAF em Ponta Grossa (PR), que recebe investimento de US$ 200 milhões e começa a operar entre maio e junho de 2013, com capacidade de 10 mil veículos/ano. O primeiro modelo a ser produzido será o extrapesado XF e, alguns meses depois, os médios e semipesados da linha CF. Em uma segunda etapa do projeto, para além de 2015, entram em produção os leves da família LF e a capacidade da planta pode ser puxada para 15 mil/ano. 

A cerimônia oficial do início das obras da nona fábrica de caminhões da Paccar no mundo – e a primeira da DAF fora da Holanda – trará a Ponta Grossa os principais executivos da companhia, incluindo o presidente Mark Pigott, o vice-presidente executivo Bob Christensen e o presidente da recém constituída DAF Caminhões do Brasil, Marco Antonio Dávila. Entre as diversas autoridades públicas que já confirmaram presença, estão o governador do Paraná, Beto Richa, e Pedro Wosgrau Filho, prefeito de Ponta Grossa. 

A Paccar já estudava fazer uma fábrica no Brasil há pelo menos dois anos, conforme adiantou Automotive Business. No início deste ano, a empresa iniciou negociações com governos estaduais para a instalação da unidade, até se decidir pelo Paraná em agosto passado. O principal incentivo tributário oferecido pelo Estado para trair a fabricante de caminhões foi a concessão de oito anos de diferimento para 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Significa que, durante esse período, a montadora pagará somente 10% do ICMS devido sobre os veículos produzidos em Ponta Grossa. 

Fornecedores

O evento de 9 de janeiro também reunirá alguns dos principais fornecedores da DAF no País, que vêm sendo desenvolvidos pela empresa ao longo do último ano. “Teremos índices de nacionalização suficientes tanto para atender às normas de financiamento do Finame/BNDES, de 60%, como para as novas regras do IPI, de 65%”, assegurou Marco Antonio Davila, presidente da operação no Brasil. Em outubro, o executivo havia informado os principais fornecedores já definidos da nova fábrica: ZF (transmissões), Meritor (eixos tratores), Suspensys (eixos de arrasto e direcionais), Automotiva Usiminas (cabine), Maxion e Metalsa (chassis).