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Tuesday, January 31, 2012

Sobram concessionários interessados, diz DAF




Pedro Kutney, AB 
www.automotivebusiness.com.br
Um ano e meio antes de começar a fabricar seus caminhões em Ponta Grossa, Paraná, a DAF já tem 58 grupos interessados em abrir concessionárias da marca no País. “Quando começamos a estruturar nossa operação aqui, há cerca de um ano, imaginávamos que um dos maiores desafios seria abrir uma rede ampla de lojas, mas já temos mais grupos candidatos do que iremos nomear”, informou Marco Antonio Davila, presidente da DAF do Brasil, fabricante controlada pela americana Paccar. 




Davila disse que, principalmente depois da exposição dos caminhões DAF na Fenatran, em outubro passado, o número de concessionários interessados deu um salto. E todos, segundo o executivo, sabem que só começarão a tirar algum lucro do negócio depois de dois anos, aproximadamente. O investimento em cada loja, para atender os padrões exigidos pela marca, é estimado em R$ 844 mil. A DAF calcula R$ 190 mil para a compra de um terreno mínimo de 1,5 milhão de metros quadrados, R$ 530 mil para construir instalações de 425 mil m2 e mais R$ 124 mil em equipamentos e ferramentas. 

“Claro que é um processo escalonado. Não é preciso fazer todo o investimento de uma vez. É possível começar menor e ir crescendo até atingir o padrão ideal”, explica Michael Kuester, diretor comercial da DAF do Brasil. A marca espera começar as pré-vendas no mercado brasileiro a partir de abril/maio de 2013, com 200 a 300 caminhões importados que serão colocados em 50 a 60 lojas – os modelos extrapesados XF (foto) nacionais chegam a partir de junho. A meta é chegar a 100 concessionárias no Brasil até 2014, pertencentes a no máximo 20 a 25 grupos empresariais, e abocanhar 10% do mercado em cinco anos. 

CRITÉRIOS CONSERVADORES

Segundo o executivo, existem grupos interessados de setores afins, como agrícola e construção, mas também há candidatos que já representam outras marcas de caminhões no País. “O que nos diferencia das outros fabricantes que estão chegando ao Brasil é que conhecemos muito bem a importância da rede nesse negócio, por isso vamos começar com lojas estruturadas, de grupos sólidos”, afirma Kuester. “Deveremos selecionar menos da metade dos candidatos atuais”, informa. Ele esclarece que o processo seletivo vai acontecer em fases: “Primeiro conhecemos os investidores, fazemos um levantamento cadastral, depois desenhamos um plano de ação, até chegar a no máximo dois candidatos por zona.”

Davila diz que todo o processo de nomeação de concessionários e definição de volumes de produção leva em consideração critérios conservadores, com o objetivo de evitar qualquer tipo de arranhão à marca. “É fácil fazer mais caminhões, difícil é ter de reparar a imagem”, sentencia. No primeiro ano de operação da fábrica de Ponta Grossa, está prevista a entrega de somente 1 mil unidades, fazendo de dois a seis por dia. “Temos de fazer aqui produtos com a mesma qualidade que temos na Europa, por isso vamos começar devagar”, informa Davila, que projeta a fabricação de 4 mil a 5 mil modelos pesados XF e médios CF em 2014. 

A meta, segundo ele, é criar uma marca de caminhões “premium”. Este é o motivo para começar a operação com um modelo topo de linha, o extrapesado XF. “É um segmento que temos maior tradição, onde podemos nos introduzir com menos problemas, menos concorrência, e construir uma imagem sólida. Um cliente desse tipo de caminhão sabe valorizar o custo total de propriedade, que além do preço leva em conta diferenciais como economia de combustível, potência e durabilidade. Isso nós sabemos oferecer.” 

Paccar/DAF foca em nacionalização no Brasil




Pedro Kutney, AB 

www.automotivebusiness.com.br
Enquanto constrói sua fábrica de caminhões DAF em Ponta Grossa, Paraná, que começa a produzir a partir de junho de 2013, a Paccar já definiu uma rede de 50 fornecedores locais, com o objetivo de iniciar as operações com índice de nacionalização de 60% a 65%. “Temos a cadeia de suprimentos bem encaminhada para atender a legislação e garantir financiamentos com taxas competitivas”, afirma Marco Antonio Davila, presidente da empresa no País, referindo-se à linha BNDES/Finame para compra de veículos comerciais, que exige conteúdo nacional mínimo de 60%. 

Em encontro com jornalistas na segunda-feira, 30, Davila revelou estratégia pouco diferente da divulgada em outubro passado, quando disse que os caminhões DAF seriam inicialmente importados para venda no mercado brasileiro a partir do fim deste ano ou começo de 2013, “a depender das condições econômicas” (leia aqui). Com a desvantagem do imposto maior e financiamento mais caro para veículos importados, a Paccar decidiu importar de 200 a 300 unidades do extrapesado XF apenas para o abastecimento inicial das concessionárias no País, que devem abrir as portas para pré-venda entre abril e maio, enquanto aguardam para junho o primeiro lote de caminhões DAF XF feitos no Paraná. 


“Mas os modelos importados já serão produzidos na Holanda com muitos componentes exportados de fornecedores no Brasil”, disse. Segundo o executivo, a empresa negocia essa condição com o governo para poder trazer os produtos sem pagar impostos maiores – em princípio, termina em dezembro próximo a aplicação de 30 pontos porcentuais sobre o IPI de veículos importados de fora do Mercosul e México, porém muitos no setor trabalham com a possibilidade de continuação dessa sobretaxação. 

COMÉRCIO EXTERIOR CRUZADO 

Para ajudar no rápido aumento do índice de nacionalização no Brasil, além de comprar componentes no País, a Paccar também traçou uma interessante estratégia de comércio exterior cruzado, com a exportação de componentes fundidos do motor. “A Tupy (de Santa Catarina) vai mandar para nossa fábrica na Holanda blocos, cabeçotes e virabrequins para serem montados nos motores que nós vamos importar de lá para o XF”, explicou Davila, acrescentando que diversos agregados também serão comprados e instalados no País.

E não seria mais barato e simples comprar o motor inteiro aqui mesmo de fabricante independente, como a Cummins, que já fornece para alguns modelos da Paccar? “É mais barato, contudo seria complicado adaptar. Hoje usamos os motores de 4 e 6 litros da Cummins e no Brasil vamos fazer primeiro o XF (extrapesado que usa o motor Paccar MX, de 12,9 litros).” Além disso, Davila explica que a estratégia é começar as vendas no Brasil com um motor próprio, para diferenciar a DAF dos concorrentes como marca premium. Mas ele confirma que a Cummins será a fornecedora dos motores dos outros modelos a serem montados no Paraná: os médios da linha CF 85 e 75, a partir de janeiro de 2013, e os leves da linha LF que devem começar a ser produzidos em 2015. 

Davila avalia que a linha logística de fornecimento estará bem azeitada no Paraná com as melhorias prometidas para o Porto de Paranaguá, a 200 km da fábrica de Ponta Grossa, que costuma formar filas quilométricas de caminhões na época das exportações da safra de soja. “Se tivermos problemas poderemos usar Santos (SP) também, mas Paranaguá já está separando o fluxo de embarque de grãos da movimentação de contêineres. Com isso pretendemos movimentar nossos suprimentos por lá, tanto importados como de fornecedores nacionais, além de fazer exportações”, conta.

INVESTIMENTO NOS FORNECEDORES

A Paccar negocia investimentos diretos em alguns fornecedores, como é o caso da Automotiva Usiminas, que vai receber em Pouso Alegre (MG) partes estampadas importadas da Holanda e executar a soldagem e pintura das cabines. “Provavelmente teremos de colocar recursos lá para montar uma linha exclusiva”, revelou Davila. No Brasil a Paccar também vai terceirizar a fabricação de alguns componentes, como é o caso dos eixos dianteiros, feitos pela própria empresa no exterior e que aqui serão fornecidos pela Meritor. 

Com essa estratégia, será possível chegar a níveis elevados de nacionalização sem aumentar o investimento na fábrica, programado em US$ 200 milhões, com a contratação inicial de 200 empregados diretos para produzir cerca de 1 mil unidades em 2013 – o número deve chegar a 500 funcionários para fazer de 4 mil a 5 mil veículos em 2014. “Só não abrimos mão da montagem final, que é estratégica para manter altos os nossos padrões de qualidade”, diz Davila. Dos fornecedores é exigido índice máximo de 50 ppm (peças defeituosas por milhão). A linha de produção paranaense, a oitava planta de caminhões do grupo no mundo, “vai adotar as melhores práticas da Paccar”, segundo informa o executivo. Por isso a liderança do projeto é de engenheiros da fábrica de Leyland, na Inglaterra, onde atualmente a empresa apura os mais altos indicadores de eficiência e qualidade. 

A Paccar divulgou a lista de seus 15 maiores fornecedores no Brasil. Veja abaixo: 

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Tuesday, January 10, 2012

Paccar/DAF lança pedra fundamental no Brasil





Mark Pigott (à esquerda), presidente mundial da Paccar, cumprimenta o governador do Paraná, Beto Richa
 


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Redação AB

A Paccar realizou a cerimônia de assentamento da pedra fundamental de sua fábrica brasileira de caminhões DAF nesta segunda-feira, 9, marcando o início oficial da construção de sua primeira unidade industrial na América do Sul, na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, em área de 500 hectares às margens da rodovia PR 151. Conforme adiantado pelo portal Automotive Business em agosto passado, está programado o investimento de US$ 200 milhões na nova planta, que começa a produzir entre maio e junho de 2013, com capacidade inicial de 10 mil veículos/ano. 

“Consolidamos o Paraná como segundo polo automotivo nacional”, comemorou em seu discurso durante a cerimônia o governador Beto Richa. Segundo comunicado do governo estadual, o empreendimento deve gerar cerca de 500 novos empregos diretos na região conhecida como Campos Gerais. Richa afirmou que a instalação da Paccar em Ponta Grossa pode atrair outras 20 fábricas ao Estado: “Elas vão fornecer insumos e peças para atender a nova indústria, gerando milhares de postos de trabalho indiretos”, disse. O governador destacou que, a partir do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo, cerca de R$ 9 bilhões em novos investimentos já estão garantidos e outros R$ 15 bilhões estão em negociação para os próximos anos, com indústrias de diversos setores, incluindo outras montadoras de veículos leves e pesados, tecnologia da informação, papel e celulose, pneus, motocicletas, alimentos, farmacêuticas, biodiesel, petróleo e gás e reciclagem. 

No caso da Paccar, o governo paranaense concedeu oito anos de diferimento para 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Significa que, durante esse período, a montadora pagará somente 10% do ICMS devido sobre os veículos produzidos em Ponta Grossa. “O Paraná conta hoje com uma política fiscal moderna, que permite ao governo analisar os casos individualmente, levando em conta as necessidades dos empresários e os interesses do Estado”, defendeu Ricardo Barros, secretário estadual da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul. Segundo ele, investimentos em empreendimentos inovadores e em cidades do interior recebem mais benefícios do Estado. 

PARQUE TECNOLÓGICO COM UNIVERSIDADES

Também presente ao evento, Mark Pigott, presidente mundial e principal acionista da americana Paccar, destacou que a empresa também pretende desenvolver mão de obra qualificada na região e deve fechar um convênio com a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para o desenvolvimento de cursos de educação continuada, nas áreas de engenharia e contabilidade, com o objetivo de qualificar futuros funcionários para a fábrica. 

Segundo informações do jornal Gazeta do Povo, a fabricante de caminhões também deverá montar um laboratório de formação de mão de obra dentro do campus de Ponta Grossa da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Serão usados os laboratórios de fundição, solda e metrologia da instituição. A Paccar/DAF deverá precisar inicialmente de 150 engenheiros. “A existência de faculdades de engenharia na região pesou na decisão da empresa vir para o Paraná”, disse Luiz Alberto Pilatti, coordenador da UTFPR na cidade. 

Pilatti informou também que o campus está modelando um parque tecnológico em área de 600 mil metros quadrados, inspirado nos modelos de São Carlos e Campinas, em São Paulo, que deve atrair entre 150 e 200 empresas. 

FORNECEDORES

De acordo com a imprensa local, também estiveram presentes ao evento representantes de oito fornecedores já selecionados para a fábrica brasileira. “Dessas, pelo menos cinco vão precisar de novas fábricas para atender à demanda da Paccar no Brasil. Estamos otimistas com a vinda de fornecedores”, afirmou João Luiz Kovaleski, secretário de Indústria e Comércio de Ponta Grossa. Em outubro, Marco Antonio Davila, presidente da operação no Brasil, havia informado os principais fornecedores já definidos: ZF (transmissões), Meritor (eixos tratores), Suspensys (eixos de arrasto e direcionais), Automotiva Usiminas (cabine), Maxion e Metalsa (chassis). 

Thursday, December 22, 2011

Paccar/DAF começa obras em 9 de janeiro






Redação AB 



No próximo dia 9 de janeiro a Paccar dá início oficial às obras de sua fábrica de caminhões DAF em Ponta Grossa (PR), que recebe investimento de US$ 200 milhões e começa a operar entre maio e junho de 2013, com capacidade de 10 mil veículos/ano. O primeiro modelo a ser produzido será o extrapesado XF e, alguns meses depois, os médios e semipesados da linha CF. Em uma segunda etapa do projeto, para além de 2015, entram em produção os leves da família LF e a capacidade da planta pode ser puxada para 15 mil/ano. 

A cerimônia oficial do início das obras da nona fábrica de caminhões da Paccar no mundo – e a primeira da DAF fora da Holanda – trará a Ponta Grossa os principais executivos da companhia, incluindo o presidente Mark Pigott, o vice-presidente executivo Bob Christensen e o presidente da recém constituída DAF Caminhões do Brasil, Marco Antonio Dávila. Entre as diversas autoridades públicas que já confirmaram presença, estão o governador do Paraná, Beto Richa, e Pedro Wosgrau Filho, prefeito de Ponta Grossa. 

A Paccar já estudava fazer uma fábrica no Brasil há pelo menos dois anos, conforme adiantou Automotive Business. No início deste ano, a empresa iniciou negociações com governos estaduais para a instalação da unidade, até se decidir pelo Paraná em agosto passado. O principal incentivo tributário oferecido pelo Estado para trair a fabricante de caminhões foi a concessão de oito anos de diferimento para 90% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Significa que, durante esse período, a montadora pagará somente 10% do ICMS devido sobre os veículos produzidos em Ponta Grossa. 

Fornecedores

O evento de 9 de janeiro também reunirá alguns dos principais fornecedores da DAF no País, que vêm sendo desenvolvidos pela empresa ao longo do último ano. “Teremos índices de nacionalização suficientes tanto para atender às normas de financiamento do Finame/BNDES, de 60%, como para as novas regras do IPI, de 65%”, assegurou Marco Antonio Davila, presidente da operação no Brasil. Em outubro, o executivo havia informado os principais fornecedores já definidos da nova fábrica: ZF (transmissões), Meritor (eixos tratores), Suspensys (eixos de arrasto e direcionais), Automotiva Usiminas (cabine), Maxion e Metalsa (chassis). 

Thursday, October 20, 2011

Paccar antecipa planos para América do Sul

Luciana Duarte, especial para AB
www.automotivebusiness.com.br

Os planos milionários traçados pela norte-americana Paccar vão além de conquistar a preferência dos frotistas e 10% do mercado regional até 2020. A subsidiária brasileira planeja abrir um Centro de Distribuição de Peças e exportar caminhões DAF para vários países da América do Sul.

A partir de 2013, a planta industrial de 30 mil m², em Ponta Grossa, Paraná, produzirá 15 mil caminhões médios da linha LF, semipesados CF e os extrapesados XF 105. A primeira fábrica da DAF Caminhões estabelecida em um país emergente receberá aporte inicial de US$ 200 milhões.

Sessenta fabricantes de peças e sistemas estão em negociação para abastecer a linha de montagem. Na lista de fornecedores já confirmados, estão Cummins, Meritor e Automotiva Usiminas fornecerão os motores, eixos e cabines. Serão importados da Holanda os motores Paccar MX 12,9 litros com tecnologia Euro 5 de pós-tratamento SCR, para equipar os caminhões semipesados e pesados.

A DAF Caminhões foi comprada pela norte-americana Paccar em 1996. Sucesso de vendas na América do Norte, Europa, e Ásia, os caminhões DAF são produzidos em Eindhoven, na Holanda, Leyland, no Reino Unido, e Waterloo, na Bélgica - onde a montagem do veículo é integrada com a produção de motores, cabines, eixos e chassis.

caminhão DAF desfila nas ruas de Ponta Grossa (PR) que terá fábrica da Paccar
Nesta entrevista exclusiva concedida a Automotive Business, Bob Christensen, vice-presidente executivo da Paccar, avesso a fotografias, apresenta com entusiasmo parte do time que conduzirá as operações no País. Marco Antonio D'Ávila foi nomeado a presidente da DAF Brasil, Michael Kuester assume o cargo de diretor comercial e Donald Stewart o de diretor financeiro. Na função de recursos humanos, Rob Van Den Nieuwenhof terá o desafio de encontrar profissionais experientes e qualificados para a nova fábrica: “O time não está completo”, avisa o executivo. Confira a seguir a entrevista.

Automotive Business – Como a Paccar enxerga o atual estágio de desenvolvimento do mercado de caminhões no Brasil?
Bob Christensen – Na América do Sul o Brasil é o mais importante mercado, com vendas no patamar de 170 mil veículos comerciais acima de 6 toneladas. É uma região que oferece excelentes oportunidades para a linha DAF. Esperamos crescimento nos próximos anos. Com certeza haverá períodos de retração, devido às questões de curto prazo, mas as perspectivas na economia brasileira são excelentes. Nesse sentido, o mercado de caminhões deve acompanhar o crescimento do Produto Interno Bruto.

Automotive Business – Quais planos estão traçados para a subsidiária brasileira?
Bob Christensen – A fábrica em Ponta Grossa é a primeira da Paccar entre os países do Bric. A cidade tem logística muito boa, está próxima de importantes portos e dos nossos fornecedores, o que facilita a entrega dos veículos completos no mercado interno e exportação. Iniciamos as vendas de veículos série CF no Chile, Equador e Peru este ano. No momento estamos importando da Europa os veículos para atender estes mercados. Mas o objetivo é utilizar a planta brasileira e exportar para toda a América do Sul, oferecendo o mesmo nível de produtos e serviços que predominam no portfólio da marca no mundo.

Automotive Business – E como competir com as montadoras já estabelecidas nesses países?
Bob Christensen - A DAF, Kenworth e Peterbilt são marcas conhecidas e preferidas por clientes em todo o mundo. Nos últimos anos os Kenworth da Paccar conquistaram uma participação significativa em países da América do Sul, a oeste dos Andes. O nosso objetivo é introduzir com sucesso os caminhões DAF nesses países. Ofertamos veículos com baixo custo operacional, conforto ao motorista e um excelente desempenho em todas as condições na estrada. Os nossos caminhões têm bom valor de revenda e os compradores de caminhões usados pagam por essa durabilidade. Além disso, a rede de concessionários garantirá a disponibilidade de peças e um serviço excelente.

Automotive Business – Isso explica a decisão recente de abrir um Centro de Distribuição de Peças em Santiago, no Chile?
Bob Christensen – Sem dúvida. Este centro de distribuição de peças é apenas o primeiro a dar suporte à estratégia de crescimento nos países que atuamos. Mas não será o único, outros serão abertos no Brasil e em pontos estratégicos a serem definidos para dar apoio às revendas e suporte aos clientes.

Automotive Business – A Paccar quer atingir 10% de participação do mercado até 2020. A Iveco Latin America em dez anos de operação não atingiu essa marca. Como pretende alcançá-la?
Bob Christensen – A DAF tem uma reputação enorme na Europa por ofertar produtos de qualidade e dar suporte excelente ao cliente. No Brasil vamos reunir todas essas virtudes para oferecer um excelente produto para a nossa rede.

Automotive Business – Como essa rede será estruturada no Brasil?
Bob Christensen – A DAF terá 120 revendas independentes escolhidos de forma criteriosa em cada região brasileira. As primeiras nomeações serão anunciadas em 2012, outras revendas ao longo de 2013. O grupo terá empresários com profundo conhecimento dos clientes e das exigências do mercado local.

Automotive Business – Já foram definidos os principais fornecedores? Quem são?
Bob Christensen – Estamos em discussões com diversos fornecedores, mas ainda é cedo para lançar nomes. Posso adiantar que serão 60 principais, a maioria tem operações no Brasil e já são fornecedores de peças e sistemas globais da Paccar. Todos estão localizados a até um dia de viagem da planta paranaense.

Automotive Business – Qual a taxa de nacionalização dos veículos?
Bob Christensen – A maioria dos componentes será entregue por fornecedores locais. A meta é superar 60% de conteúdo nacional e se qualificar para o Finame. A montagem dos caminhões será semelhante à de nossas fábricas no Nafta e na Europa.

Automotive Business – Nos Estados Unidos e na Europa as revendas de caminhões recebem o suporte da Paccar Financial Services. Esse modelo de operação será adotado aqui?
Bob Christensen – O plano inicial é usar um grande banco brasileiro, com ampla cobertura em todo o País para oferecer linhas de créditos aos transportadores.

Automotive Business – Os caminhões DAF serão equipados com motores Paccar e Cummins. Quais são as potências?
Bob Christensen – Os veículos semipesados e pesados CF e XF 105 terão motores Euro 5 SCR da Paccar, MX, importados da Holanda. Já a linha LF, de caminhões médios, utilizará motores da Cummins feitos no Brasil. Existem várias classificações em cada um dos nossos modelos. A LF terá 185 a 300 hp, a CF e XF 105 até 510 hp e torque de até 2.500 Nm. Para cumprir as rigorosas normas de emissões Euro 5 adotaremos a tecnologia de pós tratamento SCR. É simples, confiável e eficiente.

Automotive Business – Os veículos já foram testados?
Bob Christensen – Sim, os resultados dos testes rigorosos da DAF caminhões na região têm sido excelentes até agora. Foram mais de 1 milhão de quilômetros rodados na América do Sul, incluindo o Brasil, nos últimos dois anos. Os veículos foram testados em condições extremas para avaliação de sua durabilidade. Nosso objetivo é validar o desempenho dos veículos, utilizando diesel local e dirigindo nas mais variadas condições de estradas brasileiras e nos países andinos.

Automotive Business – Qual a participação da Paccar nos mercados em que atua?
Bob Christensen - Na Europa o market share é de 15% no mercado acima de 15 toneladas, na Austrália de 20% e no Nafta de 30%. A DAF é líder no Reino Unido, Holanda, Bélgica e Portugal, onde é representada pela Evicar, Comércio de Camiões S.A. Esses resultados refletem o contínuo progresso da DAF a caminho do objetivo de atingir 20% de market share a médio prazo.

Automotive Business – O que o frotista pode esperar na Fenatran?
Bob Christensen - Na Fenatran o frotista terá a oportunidade de conhecer de perto toda a nossa linha DAF LF, CF e XF 105. Além desses caminhões vamos exibir a família de motores Paccar. Também mostraremos uma gama completa de soluções visando aumentar o desempenho do transporte.