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Monday, December 19, 2011

Saab não resiste e anuncia falência

Saab 9-3 Griffin SportCombi 2011.
Depois de milhares de tentativas para tentar impedir que a marca fosse para os ares, a Saab e a Saab Powertrain anunciaram a falência essa noite.



Saab 9-5 Sedan.
A mais frustada das tentativas de salvar a marca foi de uma possível compra da marca Youngman, um grupo chinês. Mas a General Motors se recusou a vender a marca para os chineses. A marca tinha 74 anos, mas nunca veio ao Brasil.
Saab 9-7X.
O processo de falência da marca ficará sobre controle de Victor Muller, presidente da Swedish Automobile. A marca também já estava parada há tempos: desde abril a marca não fabrica nenhum veículo, por causa da falta de peças.
Saab TurboX.
Para consolar os fãs da Saab, curta essa postagem com várias fotos dos carros dessa marca que morreu sem conhecer nosso país. BUÁÁÁÁÁÁ.
Saab 90 1985.
Saab 99 1976.
Saab 900 Coupé 1997.
Saab 9000 1997.
E por último, o primeiro dos Saab!
Saab UrSaab 1947.
A Saab é a 3ª marca do grupo General Motors a falir. As primeiras foram a Pontiac e a Hummer. Com certeza 2011 não foi um bom ano à GM.

Sunday, October 9, 2011

Carros de História: Volkswagen Fusca

O Carro de História de hoje é o Volkswagen Fusca, um carro que é querido pelo mundo inteiro, e já foi chamado de Beetle, Vocho, Coccinelle, Bug e Käfer.
A 1ª geração, de 1938, era grande e tinha a fama de encarar tudo.
Famosa janela traseira conhecida como "split window".
Painel vazio com volante de dois-raios.
A história do carro começa em 1925, quando a fábrica de motores Béla Barényi apresentava seus conceitos à empresa Viena máquinas. A influência do carro era o Tatra 1931 e o Porsche Typ 12.

Em 1933, Hitler se reuniu com Ferdinand Porsche para discutir o desenvolvimento de uma "Volks-Wagen" (Carro do Povo), um veículo básico que deve ser capaz de transportar dois adultos e três crianças em uma velocidade de 100 km/h, e que não devia custar muito caro. Depois de 5 anos de desenvolvimento, nasceu o Volkswagen Beetle, o "carro do povo".



Um carro grande, que transportava 5 pessoas. Tinha motor boxer de 4 cilindros, que podia ser 1.1, 1.2, 1.3, 1.4, 1.5 ou 1.6. Depois, o sucesso vinha. E os concorrentes também. Veio em 1948 o Citroën 2CV, um Beetle francês. Mas nada podia parar o Fusca, nem mesmo o Fiat 500, lançado em 1957.
O Beetle mudou em 1955...
...e sua produção só aumentava.
Painel também mudou. Para a melhor.
Mudanças vieram ao Fusca em 1955. O carro mandou embora a janela split window, ganhou novo interior, ficou menorzinho e ganhou poucas mudanças na dianteira. Tudo isso para se modernizar diante de rivais como 2CV e 500 (que chegara dois anos depois, com projeto anunciado em 1953).
O Fusca participou do filme Herbie, da Disney.
O Fusca viera a ficar famoso em 1969, com o filme "Se Meu Fusca Falasse", da Disney. Daí, um fusquinha simpático, com duas faixas, uma vermelha e outra azul, com o número 53 no capô e nas portas. Depois, uma série de filmes, como As Novas Aventuras do Herbie (1974), Herbie em Monte Carlo (1977), A Última Cruzada do Herbie (1980), Se Meu Fusca Falasse 2 (1997) e Herbie - Meu Fusca Turbinado (2006). Sabendo disso, sabe o que aconteceu? As vendas escalaram o Monte Everest e sua produção teve que aumentar, depois de uma longa fila de espera.
Mudanças vieram novamente em 1965 e 1976. Veja abaixo, o que mudou:
As lanternas do 1.3 eram todas vermelhas. Em 65 ganhou o tom laranja e o branco.
As calotas eram pretas. Agora virou um símbolo marcante do carro.
O motor 1.2 deu lugar a um 1.6L.
O Fusca de 1965...
... e o de 1976.
Defasado depois de 38 anos? Que nada, o Fusca ainda era a sensação mundial, até que concorrentes vieram a ficar mais atuais. Como chance de sobrevivência, veio o Beetle Cabriolet. Em 1938 já havia essa versão, mas em 1976 veio a versão mais feminina: o conversível. Era o sonho da mulherada naquela década (ainda é para as mais velhas).
Em 1986, a Volkswagen encerrou a produção do carro por ser um carro já velho, sem mudanças. Mas ele era um imortal do "Top 10" dos carros mais vendidos daquela época. Em 1993, no Brasil, o presidente Itamar Franco decidiu que o Fusca voltasse a ser produzido, e ele deu a lei do "carro popular", o carro com motor de 1.000 cc (1.0).
O México voltou a produzir o Vocho em 1996, enquanto o Brasil parava de produzir o Fusca. Foram 47 mil exemplares produzidos na 2ª fase de vida do carro no Brasil.
Em 1998, nasceu o New Beetle, chance de reviver o Fusca.
Mantinha a forma do carro de 1ª geração.
Sim, o NB era moderno.
Tinha versão hatch e cabrio.
Dessa vez o motor era na dianteira.
Cores do New Beetle.
Em 1998, 60 anos depois do 1º Beetle, nascia a 2ª geração do Fusca, o New Beetle. Depois de forte reação pública que convenceu a marca a mover o carro em produção, projetado por Thomas Freeman na VW Stile Center, na Califórnia. O New Beetle está relacionado com o original apenas no nome e aparência (incluindo a ausência de um emblema do nome do carro com exceção do logotipo VW): sob o capô, é um carro moderno em todos os sentidos, usando a plataforma do Golf IV. 

Não, o NB não conquistou o público. Virou um carro muito feminino, e não era isso que a Volkswagen esperava. Mas o carro trazia alma e nome do carro do povo. Tinha versão hatchback e cabriolet. O carro também foi ator de cinema, no filme Herbie - Meu Fusca Turbinado, de 2006, sendo a "namorada" do fusca Herbie (viram - agradou o público feminino). A revista Motor Trend classificou o New Beetle como "O Carro do Ano" de 1999. Em 2006, veio o motor 2.5, que fazia o carro ir do 0-100 km/h em 11 segundos. Sua produção viera a acabar em 2012.
Esse era o Fusca Ultima Edición, de 2003.
O último Fusca - ou melhor, Vocho - foi fabricado em 30 de julho de 2003, no México.
Esse foi o Fusca de número 21.529.464.
No dia 30 de julho de 2003, o México e o mundo diziam adeus ao Fusca de 1ª geração. No caso, o Vocho, como o carro era conhecido no México. Veio a série especial "Ultima Edición". Mas o carro ainda seria o táxi do país (México), até 2012, sendo substituído pelo Nissan Tsuru, o nosso Sentra.
Em Genebra, esse ano, foi apresentado a 2ª geração do New Beetle...
Ou talvez a 3ª do Fusca.
Isso sim é um verdadeiro Fusca, e não o de 1998.
Painel de carro do povo, hein?
Como funciona o novo Beetle.
Sketch do NB2.
O New Beetle voltou a lembrar o velho e bom Fusca, mas, depois de 12 anos de vida, precisava de uma breve atualização. A nova geração do "patinho feio" está um pouco menos arredondada, mas trouxe de volta o formato do Volkswagen mais dos últimos 2011 anos.

O Beetle 2012 - que perde a palavra "New" em seu nome de batismo - ganhou formas mais musculosas, numa tentativa de deixá-lo mais esportivo e, conquistar mais os homens. De fato, olhando com mais atenção nota-se o esforço dos designers em fazer o Beetle parecer mais encorpado sem perder as referências nostálgicas de lado, como a BMW fez bem como o carismático MINI Cooper.

Olhando de lado, o Beetle 2012 se destaca pelo para-brisa recuado, o teto reto (inspirado no conceito Ragster, de 2005) e a queda da traseira, que lembra o patinho. E por falar na parte de trás, o Beetle substituiu as antigas lanternas "bolotas" por um conjunto em forma de "U" deitado, parecido com as lanternas do esportivo Scirocco. No geral, o patinho cresceu: ele está 8,4 centímetros mais largo e 15,2 centímetros mais longo que seu antecessor.

O interior trocou o ar lúdico e as formas arredondadas por uma cabine mais sóbria. Há traços de esportividade no formato do volante e nos três mostradores analógicos no topo do console central, mas os traços do habitáculo aproximam o Beetle de seus primos Golf, Passat e Touareg.

O veículo terá três opções de acabamento - Beetle, Design e Sport - e cada uma delas vai contar com revestimentos e itens exclusivos, embora a VW não tenha revelado detalhes. O Beetle pode ser equipado com itens até então inéditos no modelo, como partida sem chave, sistema de navegação por satélite e teto solar panorâmico. Na segurança, o patinho tira onda, com a oferta do ESP e seis airbags de fábrica. A versão mais luxuosa será equipada também com o bloqueio eletrônico do diferencial (XDS) que equipa a sexta geração do Golf.

A gama de motorizações do Beetle 2012 inclui três propulsores a gasolina (1.2 TSI de 105 cv, 1.4 TSI de 160 cv e 2.0 TSI de 200 cv) e outros dois a diesel (com 105 cv e 140 cv). Nos Estados Unidos, o carro terá também o motor 2.5 de cinco cilindros a gasolina, que faz 170 cv e vai ocupar o papel de versão de entrada na terra do Tio Sam.

Depois de fazer sua estreia mundial em três cidades diferentes (Nova York, Shangai e Berlim) no dia 18 de abril, o Beetle 2012 foi apresentado oficialmente na América do Norte entre setembro e outubro. O lançamento na Europa está previsto para outubro e novembro, um mês após o Salão de Frankfurt, na Alemanha. Na Ásia, o modelo chega em fevereiro de 2012 e, aqui no "Sudamerica", seu show está agendado entre o fim de 2012 e o começo de 2013.

Essa foi a história de um carro com 73 anos de história pra contar. Fusca, o "carro do povo" foi o "carro da vida".

Sunday, July 31, 2011

Lada Laika finalmente sairá de linha

O Lada Laika também é conhecido pelo codiname 2105.
Finalmente, depois de 41 anos, o Lada Laika/2105 sairá de linha na Rússia. O modelo vendia muito nos anos 70/80, mas o modelo foi ficando defasado ao lado de outros modelos Lada, como o Granta e o Kalina. O carro despencou nas vendas em 2009 e, nesse ano, a marca anunciou o fim de produção do Laika. Foram 16 milhões de Laika produzidos desde 22 de abril de 1970.

O carro chegou a ser vendido no Brasil, em 1991, e saiu de linha em 1995, junto com os outros Lada (Niva, Samara e 210X/Laika SW).

Carros de História: Fiat 500

O Fiat 500 foi lançado em 1957. É impossível não achar esse carrinho simpático, não?
O motor era traseiro, seguindo a base do Fusca e outros carros da época.
O Fiat 500 era o Fusca italiano.
O carro de história de hoje é o Fiat 500/Cinquecento, o sucessor do Topolino.

Para atender às demandas do mercado pós-guerra, que apelou para carros de custo muito baixo, o Fiat 500 tinha que ter motor traseiro, para tentar fazer o mesmo sucesso do Fusca. Vários fabricantes de automóveis seguiram esse padrão e foram muito bem sucedidos. Mas apenas o Fiat 500 foi usado como padrão para outros fabricantes de carros na Europa. As empresas Neckar da Alemanha e a Steyr-Puch da Áustria seguiram legalmente a base no Fiat 500.


Fiat 500 Giardinera, versão perua do diminuto 500.
Apesar de seu tamanho diminuto, o 500 provou ser um veículo extremamente prático e popular em toda a Europa. Foi também disponível na versão "Giardiniera", ou perua do 500, esta variante apresentou o motor padrão deitado de lado. A distância entre-eixos alongada em 10 cm rendeu um assento utilizável traseiro, teto solar de corpo inteiro, e travões de maiores dimensões do Fiat 600.

A produção do 500 terminou em 1975, embora o seu sucessor, o Fiat 126, foi lançado dois anos antes. O 126 nunca foi tão popular quanto seu antecessor na Itália, mas foi (e ainda é) muito popular nos países do antigo Bloco de Leste, onde é famoso pela durabilidade mecânica e econômica. A Giardinera continuou até 1977, sem nenhum sucessor.

O Cinquecento voltou em 1991, mas sem ser chamado de 500.
Ele sucedeu o Fiat 126, embora tenha ficado até 2000.
O Fiat Cinquecento foi um carro de uso urbano lançado pela Fiat no final de 1991 para substituir o Fiat 126. Era o modelo primeiro Fiat a ser exclusivamente fabricado na planta FSM em Tychy, na Polônia, que acabou de ser vendida para a Fiat pelo estado polonês, e onde a produção do 126 (em sua variante polonesa, o Polski Fiat 126) ainda era em execução. A produção do Cinquecento terminou em 1998, quando foi substituído pelo 600/Seicento.

O Cinquecento estava disponível em um estilo único, um pequeno hatch de 2 portas, com um coeficiente aerodinâmico favorável de apenas 0,33. Ele apresentava diversos avanços em relação aos mais velhos carros Fiat urbanos, incluindo a suspensão independente tanto na frente e na traseira, freios a disco dianteiros, barras de impacto lateral, juntamente com zonas de deformação incorporadas ao projeto e painéis da carroçaria galvanizada para afastar a corrosão. A direção era por pinhão e cremalheira, e apesar da direção assistida nunca ter sido oferecida, o carro podia ser encomendado com uma série de extras, incluindo fecho centralizado, vidros, teto solar (ou teto de lona retrátil na versão Soleil) e até o ar condicionado.


O curioso foi que o Cinquecento durou menos que seu antecessor (1991-1998). Ele chegou a sair de linha antes do 126 (1972-2000). PS: Ano que vem o Fiat 126 faz 40 anos, e esse ano o Cinquecento (1991) faz 20 anos. 
O novo 500 foi lançado em 2008, lembrando e muito o modelo de 1957.
O carro só não tem motor traseiro.
Painel customizável. Pode ser preto, marrom, ou esse aí da foto, o creme.
Catálogo de cores do 500 americano.
Adesivos que podem ser colocados na lateral do carro.
O novo Fiat 500 é um manifesto da "nova Fiat", um modelo que representa para todos os efeitos, a materialização de uma nova abordagem, de estratégias novas, e uma abordagem diferente para o carro. Exatamente 50 anos após o lançamento da primeira edição do modelo a Fiat lançou a 3ª geração do carro.

Qualquer um poderia re-editar o Fiat 500, porque sua forma é parte de nossa memória coletiva. Alguns objetos industriais que foram fruto da criatividade italiana, no período após a guerra, como o Fiat 500, ou o Vespa, não pode ser julgado em termos puramente estéticos, nem eles representam apenas um exercício de boa engenharia de que forma serve a uma função. Pelo contrário, eles são catalisadores poderosos, revolucionários em sua concepção e no conceito que define os pontos de referência e referências comuns. Quando isso acontece, o resultado é uma obra-prima que é uma parte essencial da história industrial. O "Nuova 500" é um deles.

Esta é uma história que ocorreu duas vezes. A primeira é a história de um grande número de proprietários, fãs e entusiastas que promoveu a imagem do carro como um veículo, bem confiável e econômica, que se tornou uma expressão de uma parte de suas vidas, a melhor parte, evocando um espírito despreocupado e a falta de preocupações. O Fiat 500 está ligado a essas memórias, para amizades fortes e primeiros amores, evoca imagens de um passado positivo que muitos gostariam de reviver.

O 500C é a versão conversível do novo 500...
...apesar de ser bem ousada.
Apresentado ao mundo pela primeira vez em 2009 no Salão de Genebra, o novo Fiat 500C presta homenagem ao original 500 de 1957 e sua capota de tecido, mas também oferece soluções inovadoras em termos de desenho mecânico, motor e conforto. Toda a linha está com a mais autêntica tradição Fiat, de dar às pessoas acesso a primeiro segmento em conteúdo e tecnologia.

Na Itália, o público levou-o para um test drive no dia 4 de julho de 2009, o aniversário do Fiat 500 e exatamente dois anos após o lançamento do modelo que realmente levantou a barra em termos de conforto, segurança, tecnologia e características.

Usando uma abordagem típica de código aberto (ou seja, em constante evolução, um produto de sucesso com base na entrada de seus usuários), o Centro de Design Fiat criou o Fiat 500C, interagindo com as muitas comunidades de entusiastas do Cinquecento - nomeadamente "500 Wants You" em seu website - e reforçando a posição do modelo como "Um carro para o povo. Pelo povo".

A partir da versão hatch, a introdução de a capota não alterar as características do modelo vencedor, como seus quatro assentos confortáveis, ele adiciona novas funções que aumentam o prazer ao dirigir. Estes incluem um acesso mais fácil à bagageira, mesmo quando a capota está totalmente aberta, graças a um engenhoso sistema de dobradiças.

O 500 Coupé Zagato foi mostrado ao público no Salão de Genebra desse ano.
O 500 (escrever-se Cinquecento e pronunciar Tchinqüetchento) não é bem uma novidade, mas continua atraindo olhares nos salões afora. Em Genebra, a Fiat apresentou uma versão muito especial do mini-compacto, que chamou bastante atenção.

O 500 Coupé Zagato foi desenhado em parceria com o centro de design da empresa, chamado de Centro Stile. O sobrenome de grife indica que o carro foi inspirado no Coupé Zagato, um esportivo criado em 1952 que foi inspirado no clássico 500 Topolino (1936).

O novo 500 Coupé Zagato transformou o pequeno 500 em um "coupé two more two" - para simplificar, Cupê 2+2 - (com capacidade para levar dois adultos e duas crianças). Afinal, com 3,55 metros de comprimento, 1,65 metro de largura e 1,50 metro de altura, o esportivo não poderia ser tão espaçoso assim.

Sob o capô, o modelo tem um motor dois cilindros TwinAir, com 900cc e uma potência de 105 cv. O visual mereceu atenção especial por parte da Fiat: os detalhes cromados contrastam com a chamativa pintura amarela e as rodas de 17 polegadas se destacam pelo belo desenho. Por dentro, o acabamento tem dois tons e oferece uma combinação de toques em amarelo com couro preto. Até o teto foi escurecido, criando um ambiente mais esportivo.

Em junho, o Fiat 500 foi o 3º carro mais vendido da Itália.