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Tuesday, December 20, 2011

FORD VAI INVESTIR R$400 MILHÕES EM FÁBRICA DE MOTORES NA BAHIA


Pedra Fundamental (da esquerda para direita): Rogelio Golfarb (Diretor de Relações Governamentais da Ford América do Sul), Ademar Delgado (Secretário de Relações Institucionais de Camaçari), Jaques Wagner (Governador da Bahia), James Correia (Secretário da Indústria da Bahia), Júlio Bonfim (Diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari), Marcos de Oliveira (Presidente da Ford Brasil e Mercosul), Luiz Caetano (Prefeito de Camaçari), Aurino Pedreira (Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari).


A Ford anunciou hoje um investimento de R$400 milhões para a construção da primeira fábrica de motores do Nordeste brasileiro, em Camaçari, na Bahia. O lançamento da pedra fundamental da obra, no Complexo Industrial Ford Nordeste, contou com a presença do governador da Bahia, Jaques Wagner. O presidente da Ford Brasil e Mercosul, Marcos de Oliveira, destacou o pioneirismo da Ford na região e o alto nível de qualidade da nova unidade, que produzirá uma família totalmente nova de motores usando o estado da arte da tecnologia.


"A Ford foi a primeira a produzir automóveis na Bahia e, novamente, é a primeira a instalar uma unidade de motores na região, reforçando o nosso compromisso com o desenvolvimento do Nordeste", afirmou Oliveira. "A nova fábrica incorpora o que existe de mais avançado em termos de manufatura, qualidade e flexibilidade operacional para produzir uma família de motores inédita no mundo, com ganhos significativos em eficiência e sustentabilidade."Segundo Marcos de Oliveira, esse investimento representa mais um passo na estratégia da Ford de, até 2015, ter 100% de sua linha de veículos no Brasil formada por produtos globais.

A nova fábrica vai ocupar um prédio de 24 mil m2 e terá capacidade para produzir 210 mil motores por ano. Esses propulsores se destacam pelo conceito inovador de engenharia. Além de relação peso-potência otimizada, que se traduz em alta eficiência energética e desempenho, oferecem um padrão avançado de emissões. O seu projeto prioriza também o conforto do consumidor, introduzindo soluções voltadas para a redução de ruídos e vibrações e o aprimoramento da performance.

"A Ford tem uma longa experiência no desenvolvimento de motores e atua na linha de frente dessa tecnologia. A nova linha que será fabricada em Camaçari honra essa tradição e agrega uma série de vantagens competitivas aos futuros produtos globais que iremos produzir localmente", completa Marcos de Oliveira.

Ford aplica R$ 400 mi em fábrica de motores na Bahia



Marcos Oliveira


Redação AB, com informações da Ford e Estadão 
www.automotivebusiness.com.br



A Ford confirma notícia já antecipada por Automotive Business sobre a produção de um novo motor da marca no País. A novidade é que a fábrica do novo produto será em Camaçari, na Bahia, ao lado das instalações onde são montados o EcoSport e o Fiesta, nas versões sedan e hatch, com motor Zetec Rocam suprido pela planta da Ford em Taubaté, SP. O investimento de R$ 400 milhões, visando à montagem de 250 mil motores/ano, será anunciado nesta terça-feira, 20, em cerimônia no Complexo Industrial Ford Nordeste, com a presença de Marcos de Oliveira (foto), presidente da montadora para a América do Sul, e do governador da Bahia, Jaques Vagner. O aporte faz parte do pacote de R$ 4,5 bilhões que o grupo aplicará no Brasil até 2015 e acontece no momento em que a Ford completa dez anos de atividades em Camaçari. 

Projetos de motores são usualmente desenvolvidos em segredo pelos fabricantes de veículos e detalhes sobre os produtos são guardados a sete chaves. Informações de bastidores apontam que o novo propulsor será um três cilindros da Família Fox, criado na Inglaterra, provavelmente com bloco de ferro fornecido pela Tupy, de Joinville, SC, tradicional parceira da Ford. O projeto brasileiro deverá ser mais simples do que o Ecoboost 1.0 litro, derivado do Fox, com bloco de alumínio, turboalimentação e injeção direta, anunciado pela companhia recentemente, para produção em 2012. 

A produção do Fox na Bahia dá sinais de outro segredo da Ford: ao contrário do que se presumiu, o sucessor do Ka, atualmente montado em São Bernardo do Campo, será feito na Bahia e receberá o motor Fox, que a médio prazo aposentará o Zetec Rocam. A estratégia permitirá abrir espaço na planta do ABC paulista para a montagem do novo Fiesta, atualmente importado do México. 

Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford, disse à Agência Estado que o novo motor será um produto global, com avanços em eficiência energética e sob o ponto de vista do meio ambiente. 

A Ford promoverá evento em Brasília, dia 4 de janeiro, para a apresentação do novo EcoSport, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre de 2012. 

Taubaté 

Localizada a 130 km da capital paulista, a fábrica da Ford em Taubaté é uma das pioneiras no Brasil na fabricação de componentes e sistemas de powertrain, com capacidade anual para 430 mil motores e 430 mil transmissões, executando processos de fundição, usinagem e montagem. 

Em dezembro de 2009 foi inaugurada a linha de motores Sigma, primeiros flexíveis com bloco, cabeçote, cárter e pistões de alumínio. A unidade fabrica também o Zetec Rocam, que será substituído progressivamente pelo novo Fox. 

Investimentos 

O aporte de R$ 400 milhões em Camaçari faz parte dos R$ 4,5 bilhões que a empresa investirá no Brasil até 2015. A Ford divulgou no início de dezembro R$ 800 milhões para a unidade de São Bernardo do Campo, para a montagem de um carro global, e em novembro outros R$ 500 milhões para ampliar a capacidade da fábrica de motores de Taubaté, SP. Em outubro, R$ 455 milhões foram destinados à operação de caminhões, também, em São Bernardo, para a produção de um modelo extrapesado nos próximos anos. Os R$ 2,35 bilhões restantes do programa devem ser destinados à Ford Nordeste e um pouco à Troller, em Horizonte, CE. 

“Entre 2012 e 2015 teremos uma enxurrada de novos produtos Ford na região”, prometeu Marcos de Oliveira no início de dezembro. 

Thursday, November 17, 2011

JAC, a primeira montadora sino-brasileira


Pedro Kutney, AB
www.automotibebusiness.com.br
De Salvador


Será em Camaçari, na Bahia, a primeira fábrica sino-brasileira de automóveis. A cerimônia que oficializou o empreendimento aconteceu nesta quarta-feira, 16, em Salvador, com a presença do governador baiano Jacques Wagner e do empresário Sérgio Habib, dono do Grupo SHC, que fará 80% do investimento previsto de US$ 900 milhões para construir a nova unidade de produção, em sociedade com a chinesa JAC Motors, da qual ele já é o importador oficial no Brasil. Os 20% do sócio chinês serão aportados por meio de transferência de tecnologia, incluindo o projeto de um carro totalmente novo, com versões hatch e sedã abaixo de R$ 40 mil, “que não terão motor 1.0, mas o mesmo 1.4 usado atualmente pelo J3”, segundo informou Habib.

A fábrica no Polo industrial de Camaçari, a cerca de 80 km de Salvador, terá 150 mil metros quadrados de área construída e começa a ser erguida em 2012 em terreno de 5 milhões de metros quadrados, vendido a preço simbólico pelo governo baiano, que também garantiu incentivos fiscais, com abatimento de ICMS. A produção será iniciada em 2014, ao ritmo de até 100 mil unidades/ano em dois turnos – mas pelo tamanho do terreno há espaço suficiente para futuras ampliações. Na primeira fase, a estimativa é de geração de 3,5 mil empregos diretos e 10 mil indiretos.

“Nossa limitação de tempo para começar a produzir não é para erguer a fábrica em si, mas para o projeto ficar pronto, pois será um carro totalmente novo, desenvolvido pela JAC para o Brasil e outros mercados sul-americanos”, disse Habib. Ele estima que os primeiros veículos saiam da linha de produção baiana em março de 2014. Inicialmente, a unidade começa sem estamparia nem linha de motores e transmissões, que serão importados da China, mas já está nos planos, para uma segunda fase do projeto, fazer esses itens aqui também.

Negociações

A decisão de fazer a fábrica na Bahia foi tomada após várias rodadas de negociação com o governador Jacques Wagner, que segundo Habib acontecem desde 2010. Wagner foi peça fundamental para ajudar Habib a convencer o governo federal a escalonar as regras de nacionalização e cobrança de IPI sobre carros importados para as empresas que se comprometerem a instalar unidades de produção no País. O governo baiano e o empresário já dão como certa essa flexibilização, revelando que a proposta já foi levada pelo ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, à presidente Dilma Rousseff, que teria aprovado o desenho desse novo regime automotivo. “Vamos respeitar a legislação seja ela qual for, mas tenho certeza que esse assunto será resolvido”, afirmou Habib.

“Quero dizer que esse tipo de investimento cai muito bem aos ouvidos da presidente Dilma. Reciprocidade foi a palavra que ela mais repetiu em sua recente viagem à China, que eu acompanhei”, disse o governador Wagner. “Essa fábrica é um presente que nos ajuda a consolidar o polo automotivo baiano, pois vai atrair mais empresas”, destacou. A intenção, segundo ele, é concentrar no Estado 10% da produção nacional de veículos leves até 2015, mas garante que para isso o governo estadual não participará de nenhum leilão de incentivos para atrair empreendimentos do setor. “Só oferecemos o que podíamos oferecer, mais os incentivos da região da Sudene, como abatimento de 75% do imposto de renda e financiamento do BNB. É preciso lembrar também que além disso hoje temos um mercado atraente, pois a Bahia é o maior consumidor de veículos do Nordeste”, ressaltou, sem no entanto revelar qual foi exatamente o deferimento de ICMS oferecido.

Wagner também ressaltou o fato de a maior parte do investimento ser brasileira: “Quando uma multinacional tem lucro, manda para fora. Não tenho nada contra isso, mas no caso do Grupo SHC é preciso lembrar que o dinheiro vai ficar aqui dentro do País”, avaliou. “É um marco importante para a indústria automobilística brasileira, pois será a primeira montadora de automóveis de grande volume do Brasil com controle totalmente nacional”, afirma Habib, acionista controlador do Grupo SHC e presidente da JAC Motors Brasil. Boa parte dos fundos para financiar o projeto virá de entidades públicas de financiamento, como BNDES e Banco do Nordeste (BNB), que oferecem taxas atrativas.

O projeto da fábrica, segundo informa Habib, inclui também um centro de desenvolvimento tecnológico – cujo primeiro projeto é a introdução de um motor com sistema de alimentação bicombustível com partida a frio –, centro de estilo e design (previsão de 50 profissionais), laboratórios de acústica e controle de emissão de poluentes, pista de testes e centro de capacitação profissional, além de etapas de produção como armação de carrocerias, soldagem, pintura e montagem final. “Vamos continuar a usar o centro de engenharia e design da JAC em Turim (Itália), mas pretendemos fazer muita coisa aqui mesmo”, revelou o empresário.

O protocolo de intenções para construir a planta, ainda sem local definido, foi assinado em 1º. de agosto passado por Habib e pelo vice-presidente mundial da JAC Motors, Dai Maofang. Pouco mais de dois meses depois, em 7 de outubro, o Grupo SHC protocolou no Ministério do Desenvolvimento, em Brasília (DF), o plano detalhado do seu projeto da fábrica de automóveis. Com isso, a JAC/SHC foi oficialmente a primeira montadora a confirmar investimentos em fábrica após a edição do polêmico Decreto 7567, baixado pelo governo em 14 de setembro, impondo aumento de 30 pontos porcentuais do IPI para veículos importados de fora do Mercosul e México. Todos os outros projetos já haviam sido confirmados antes da medida.